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Estado de Minas

Brasileiro de fibra

Puma de 1972 ganha o prêmio The best of show no rali realizado em Punta del Leste, no Uruguai. Além de impressionar pela originalidade, modelo fez bonito nas pistas


postado em 20/01/2008 11:44

(foto: Fotos: Alcides Zapico/Divulgação)
(foto: Fotos: Alcides Zapico/Divulgação)
Os nacionalistas de plantão têm mais um motivo para se orgulhar da indústria automobilística brasileira. No início do mês, a estrela do Rallye de Punta del Leste, no Uruguai, foi um conservadíssimo Puma de 1972, que correu entre modelos BMW, Porsche, Austin-Healey, Alfa Romeo e Triumph. Não que o brasileirinho com carroceria de fibra tenha vencido a competição, mas encantou tanto os jurados que ganhou o prêmio The best of show do evento.

O Puma pertence ao empresário e colecionador de antigos Paulo Lomba, que saiu do Rio de Janeiro para mostrar as qualidades do esportivo brasileiro no Uruguai. Ele conta que o Rallye de Punta del Leste, realizado de 2 a 6, é uma prova para carros clássicos e segue os padrões da francesa Federação Internacional de Veículos Antigos (Fiva). Para conceder o prêmio The best of show, os jurados levam em consideração a importância histórica do modelo, a raridade, a originalidade e o desempenho durante a competição.
Esportivo brasileiro fez os melhores tempos nos autódromos. Para ajudar a refrigerar o motor VW 2.0, Paulo deixou tampa traseira aberta
Esportivo brasileiro fez os melhores tempos nos autódromos. Para ajudar a refrigerar o motor VW 2.0, Paulo deixou tampa traseira aberta

No rali, Paulo não foi bem com o Puma, mas nos autódromos de El Pinar e El Jagüel ele marcou os melhores tempos, deixando a refinada concorrência para trás. E o detalhe interessante é que o empresário foi mais rápido na pista tendo sua mulher ao lado, enquanto a maioria dos pilotos concorrentes dirigiam sem acompanhante. "Fizemos barba, cabelo e bigode em verde e amarelo", diz orgulhoso.

O colecionador de antigos conta que seu Puma 1972 é um modelo de rali do qual foram feitas apenas seis unidades. Era vendido na época com motores 1.8, 2.0 e 2.2 litros, com cárter seco e dois radiadores de óleo na frente. O limpador do pára-brisa é pantográfico, como o do SP2, e o painel tem alguns instrumentos extras, como marcadores de temperatura e pressão do óleo e voltímetro. O Puma de Paulo tem motor VW 2.0 de 122 cv de potência, refrigerado a ar e relação final da transmissão mais longa, favorecendo o desempenho em competições.

O câmbio é de quatro marchas, o sistema de freios conta com discos na dianteira e tambores na traseira, e a capacidade do tanque de combustível é de 50 litros. Paulo revela que o Puma já havia sido premiado em Brasília e Araxá, em 2006, quando ficou entre os melhores do encontro. Já foi matéria da revista inglesa Classic and sports cars e nas comemorações dos 40 anos da Puma, na pista da Pirelli, em São Paulo, marcou os melhores tempos. Paulo Lomba conta que comprou o Puma na capital paulista, em 2000. "O carro preservava toda a originalidade, mas foi preciso restaurá-lo", diz o empresário, acrescentando que, quando vai aos eventos de antigos, gosta de ir dirigindo o Puma. É paixão declarada pelo esportivo nacional.

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