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Estado de Minas

Limusine é a cara do dono

Empresário trabalha há oito anos para transformar Aero-Willys 1970 no veículo de luxo que queria ter. Entre os equipamentos, um reprodutor de DVD


postado em 17/02/2008 10:52

(foto: Fotos: Jackson Romanelli/Especial para o EM)
(foto: Fotos: Jackson Romanelli/Especial para o EM)
Apesar da perda de fôlego da febre do tuning, formas mais sutis de personalização ainda estão em alta. Muitas vezes, o trabalho leva tempo, mas o objetivo de ter um carro realmente único vale o esforço.

É o caso do empresário Luiz Antônio Lima, conhecido em Caeté - MG pelo singular apelido de Kattraya, que há oito anos se dedica à construção de uma lumisine feita a partir de um Aero-Willys. A inspiração foi o Itamaraty Presidente, dos quais foram construídas apenas 27 unidades. Como Luiz Antônio não encontrou uma para comprar, resolveu construir a sua. O primeiro passo foi encontrar não um, mais dois Aero-Willys. Um, ano 1970, serviria de base para a transformação; o outro seria para fornecer componentes.

O trabalho foi aos poucos, e todas as intervenções feitas na própria garagem do empresário. Questionado se a família não se importa, Luiz Antônio retruca: "Melhor do que ter um caso, né?"

A mudança mais óbvia foi o alongamento da parte central em 23 centímetros. Mas mesmo entre as limusines, o veículo tem uma particularidade. Do lado esquerdo, o espaço entre as portas dianteiras e traseiras ganhou mais uma porta, sem maçaneta, e que só pode ser aberta por comando no painel. A portinhola não é pensada para entrar no veículo, mas sim para dar acesso a um futuro frigobar, sem ter que entrar no veículo.
Banco do passageiro tem a particularidade de girar 180 graus. Antena em forma de bumerangue sobre o porta-malas é funcional
Banco do passageiro tem a particularidade de girar 180 graus. Antena em forma de bumerangue sobre o porta-malas é funcional

Outra mudança significativa é a frente, que foi toda refeita para ficar parecida com a do Itamaraty. Por fora ainda se destacam a antena traseira em forma de bumerangue, típica de limusines, mas que não é apenas decorativa. Outros detalhes incluem um pouco usual emblema de "automatic" tirado da linha Chevrolet na tampa do porta-malas, além de um pequeno emblema da Ford, que comprou a Willys Overland, mas não se identificava como fabricante do modelo.

De acordo com Luiz Antônio, a parte mais difícil foi refazer e alisar o teto, já que a extensão foi feita com chapas soldadas e não pela substitução de toda a peça por uma nova, em fibra de vidro, o que facilitaria a construção. Um detalhe que ainda não está pronto, mas que revela o orgulho pela criação é uma falsa coluna B mais larga, que eventualmente ostentará uma letra K, em homenagem ao apelido de Kattraya. A mecânica não é original. O motor escolhido foi um quatro cilindros do Opala, tanto pela facilidade de encontrar peças, como também por ter sido obtido numa troca. Câmbio automático está nos planos.

Por dentro, são vários acréscimos. O mais original é o banco do passageiro da frente, que gira 180 graus e permite interação entre os ocupantes da frente e de trás. Também foram adicionados encostos de cabeça atrás, e faltam alguns detalhes, como o sistema de DVD.

Para que fique do jeito que sonhou, Luiz Antônio acredita que ainda deve trabalhar no veículo por uns seis meses. O gasto até agora já passou dos R$ 8 mil. Questionado se os esforços físico e financeiro valeram a pena, o dono responde sem titubear: "Para mim vale mais que uma BMW. Quando paro, todo mundo olha, chama mais a atenção que um carrão importado".

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