Publicidade

Estado de Minas

Espírito esportivo

No início da década de 1970, a General Motors lançou a versão Gran Luxo do Opala cupê. Modelo era equipado com motor seis cilindros e tinha acabamento sofisticado para a época


postado em 16/03/2008 13:39

(foto: Fotos: Eduardo Carone/Divulgação)
(foto: Fotos: Eduardo Carone/Divulgação)
O Chevrolet Opala já foi sonho de consumo de muitos. Lançado no fim da década de 1960, o modelo foi apresentado inicialmente com quatro portas, motores de quatro e seis cilindros, câmbio de três marchas e bancos inteiriços. Em 1970, a montadora resolveu diversificar a linha com algumas novidades, como as versões SS (separated seats ou assentos separados) e Gran Luxo, que tinham acabamento requintado.

Mas foi em 1971 que a GM apresentou modificação mais significativa do Opala: lançou o modelo de duas portas, com imagem verdadeiramente esportiva. Sem as colunas de portas laterais e do vidro traseiro com a acentuada inclinação, o cupê tinha perfil alongado, enfatizando o aspecto aerodinâmico. Era vendido nas versões SS, GL, Especial e Gran Luxo.
Modelo tem vidro traseiro com inclinação acentuada e lanternas pequenas, e, no interior, painel com instrumentos redondos e revestimento em tecido
Modelo tem vidro traseiro com inclinação acentuada e lanternas pequenas, e, no interior, painel com instrumentos redondos e revestimento em tecido

Em Belo Horizonte, o colecionador de automóveis antigos Eduardo Carone Filho preserva com cuidado um belo exemplar do cupê de duas portas Gran Luxo, de 1974. Ele lembra que o modelo não era chamado de Opala pela GM, mas de Chevrolet Gran Luxo. "Era uma forma de diferenciá-lo das demais versões da linha, dando-lhe status superior", explica.

O cupê de Eduardo preserva toda a originalidade, mantendo os vários detalhes cromados na dianteira, em que os faróis redondos são encaixados em molduras quadradas. As calotas também são cromadas e as pequenas lanternas traseiras formam conjunto com uma faixa horizontal, abaixo da tampa do porta-malas. Segundo o colecionador, a pintura foi restaurada, mas o teto de vinil preto é o original.

O interior espaçoso tem bancos revestidos de tecido e no painel, os instrumentos são redondos. O hodômetro marca 80 mil quilômetros originais. O câmbio de quatro marchas tem alavanca no assoalho, um opcional da época. Outro conforto do Opala de Eduardo é o ar-condicionado, instalado na própria fábrica.

O motor 4.100 de seis cilindros desenvolve 148 cv de potência máxima, proporcionando ao cupê bom desempenho. O colecionador mineiro acredita que o principal atrativo do Gran Luxo é o fato de ser uma versão topo de linha que teve poucas unidades vendidas. "Isso faz dele um modelo mais raro entre os antigos automóveis nacionais", conclui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade