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Estado de Minas

FNM Onça - Felino tipicamente brasileiro

Assim como outros veículos da marca, modelo era sofisticado. Com motor 2.0 litros e 131cv de potência, cupê apresentava desempenho típico de um esportivo


postado em 27/11/2009 13:09

(foto: Boris Feldman/Caderno de Veículos/EM)
(foto: Boris Feldman/Caderno de Veículos/EM)
Quando resolveu lançar seu esportivo, a Fábrica Nacional de Motores (FNM) escolheu dois especialistas. O projeto foi assinado por Anísio Campos e a execução ficou a cargo da Lumimari, empresa de Rino Malzoni. O FNM Onça, apresentado no Salão do Automóvel de 1966, é um cupê com carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro e montado sob a plataforma mecânica do FNM TIMB (Turismo Internacional Modelo Brasileiro), versão esportiva do FNM 2000, considerado um carro muito sofisticado para a época.

A monotonia das linhas retas do Onça era quebrada pelas saliências do capô e um extenso vinco em cada lateral. A grade, que ocupava toda a frente do modelo, agrupava os faróis redondos e o símbolo da Alfa Romeo. Na traseira, destaque para as pequenas lanternas retangulares e o cano de descarga duplo. Por dentro, o veículo era luxuoso, com aplicações em madeira nobre e couro.

O motor de 1.975cm³, com dois carburadores duplos horizontais, rendia 131cv e velocidade máxima de 175km/h. O câmbio era de cinco marchas e a tração, traseira. As dimensões do esportivo eram 4,43m de comprimento, 1,67m de largura, 1,29m de altura, 2,50m de entre-eixos e 1.100kg.

Produção

A montagem do modelo era feita em Matão (SP), onde Rino tinha uma fazenda em que fazia suas criações. Depois que a plataforma mecânica chegava da fábrica da FNM, em Duque de Caxias (RJ), era encurtada em 29 centímetros para que a carroceria fosse aplicada. Depois da pintura, o veículo seguia novamente para a fábrica da FNM, onde a montagem era finalizada.

Concorrência

Apesar de ter agradado, as encomendas não puderam ser cumpridas justamente porque a fabricação do modelo era artesanal. Para se ter uma ideia, a capacidade de produção era de apenas um veículo por semana. Acredita-se que o Onça sofreu com a concorrência do Puma GT, da própria Lumimari, que também fez muito sucesso e tomou toda a capacidade produtiva da empresa.

Outra questão polêmica foi a utilização do escudo da Alfa Romeo. Como a FNM produzia os modelos licenciados pela marca italiana, houve um impasse quanto ao uso da logo, já que o Onça não havia sido criado pela empresa europeia. A produção do modelo foi encerrada em 1967. Ao todo foram feitas apenas oito unidades do modelo. Acredita-se que hoje existam apenas três exemplares do Onça.

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