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Estado de Minas

Hofstetter - De volta para o futuro

Apesar de o fora de série não ter sido inspirado no clássico De Lorean, forjado em máquina do tempo no cinema, é impossível não associar as linhas dos dois modelos


postado em 22/01/2010 16:04

(foto: André Lessa/AE)
(foto: André Lessa/AE)
O Hofstetter nasceu pelas mãos do jovem projetista Mario Richard Hofstetter, de origem suíça/alemã. O primeiro protótipo, que usava motor de competição, surgiu como um hobby, em 1980. Em 1982, foi fundada a Tecnodesign Mecânica Indústria e Comércio, para a produção exclusiva do modelo, que passou por uma remodelação estética e mecânica, conservando as características básicas do projeto original: motor central, tração traseira, carroceria em fibra de vidro e chassi tubular em aço.

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Inspirado num conceito da década de 1960, chamado Carabo, o projeto do Hofstetter primava pelas linhas retas. Visto lateralmente, da base do capô até o fim do para-brisa, o modelo tem uma linha só. Depois, segue outra linha plana para o teto e mais uma descendente da traseira. A frente em cunha era bastante angulosa, com um pequeno e discreto conjunto óptico. Nas laterais, destaque para as grandes entradas de ar e as enormes janelas.

O coração

O desempenho acompanhava as linhas de superesportivo do Hofstetter. Inicialmente, foi usado o motor AP 1.8 do VW Gol GT, que, com a ajuda de um turbocompressor, alcançava 140cv de potência e velocidade máxima de 195km/h. A partir de 1988, o bólido passou a usar o propulsor 2.0 do VW Santana, devidamente turbinado, que rendia 210cv e máxima de 230km/h.

Cláudio Larangeira/Especial para o Estado de Minas
Cláudio Larangeira/Especial para o Estado de Minas


O modelo foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de 1984, mas só chegou ao mercado dois anos depois. Além das linhas agressivas, as características marcantes do modelo eram as portas com abertura vertical, ao melhor estilo asa de gaivota, e os faróis escamoteáveis elétricos. Os freios eram a disco nas quatro rodas e os pneus de competição. No início da produção, as janelas não se abriam. A solução encontrada posteriormente foi a instalação de uma pequena abertura corrediça.

O interior era requintado: espelhos elétricos, ar-condicionado, portas e capô com acionamento elétrico, volante em couro, toca-fitas e os instrumentos digitais. Os vidros, lanternas, painel, volante, bancos e rodas tinham desenho exclusivo. Outra característica ímpar era a gaiola metálica, que protegia os passageiros em caso de colisão. Mas tudo isso não era barato. Em fevereiro de 1989, o carro era vendido por US$ 41.386.

A reportagem conversou com o criador do bólido. Mario disse que foram fabricadas apenas 18 unidades do modelo e ele é proprietário de três, a segunda, terceira e 17ª unidade. Ele afirmou que conhece o paradeiro de duas outras, sendo uma que pegou fogo em Rondônia e outra no Paraná, que está bem destruída. Por ser considerado uma raridade, o Hofstetter está se valorizando na mão dos colecionadores.

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