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Estado de Minas

Antigos do Brasil - DKW Belcar - Um sedã de belas formas

Produzido pela Vemag a partir de 1958, o Belcar se caracterizava pela robustez, amplo espaço interno e linhas arredondadas, semelhantes as dos modelos europeus


postado em 30/03/2010 13:18

(foto: Editora Alaúde/Divulgação)
(foto: Editora Alaúde/Divulgação)
A série Antigos do Brasil chega ao quarto modelo produzido pela indústria automobilística nacional. Trata-se do Belcar, fabricado em São Paulo pela empresa Veículos e Máquinas Agrícolas (Vemag S/A), sob licença da alemã DKW. Foram produzidas 51.072 unidades do modelo de 1958 a 1967. O Belcar era derivado do sedã DKW F-94 e tinha como características marcantes a boa estabilidade, o amplo espaço interno e um conjunto mecânico que se destacava pela robustez.

O Belcar foi lançado em 1958, como um dos integrantes da linha Vemaguet. O nome veio da expressão em inglês beautiful car ou, simplesmente, beloc carro. As linhas arredondadas do sedã foram herdadas de modelos europeus, com grade do tipo colméia cromada. Detalhe interessante eram as portas dianteiras que se abriam no sentido contrário. Um estímulo para a imaginação dos rapazes da época, que ficavam atentos na esperança de ver algo mais no desembarque das moças de saia.

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Inicialmente, o Belcar foi equipado com motor tricilíndrico, de 900 cm³ de capacidade cúbica, que desenvolvia apenas 38 cv de potência. Junto com os outros modelos da linha Vemag, eram os únicos produzidos no Brasil com motor de dois tempos, cujo óleo era misturado à gasolina. Com mcânica robusta e boa estabilidade, o modelo se destacou em corridas da época. Mas, para o consumidor comum, era interessante por ter capacidade para seis ocupantes e sistema de roda livre, que impedia que o motor fosse impulsionado no momento da desaceleração. Bastava puxar uma pequena alavanca sob o painel para liberar as rodas. O problema era que com isso o sistema de freios ficava sobrecarregado em descidas íngremes.

Sincronizadas

Em 1959, o Belcar passou a ser equipado com um motor maior, com 1.000 cm³ e 50 cv, melhorando significativamente o seu desempenho. Tinha ainda câmbio de quatro marchas sincronizadas, com alavanca na coluna de direção, sendo a primeira para baixo e a segunda para cima. Dois anos depois, o modelo passou por discretas modificações de estilo, com a retirada dos frisos da tampa do porta-malas e os novos desenhos dos para-choques e calotas. O Belcar atingia a velocidade máxima de 125 km/h e acelerava de zero até 100 km/h em 31,3 segundos.

Em 1962, o Belcar já era equipado com um motor de 1.000 cm³ e 50 cv de potência(foto: Boris Feldman/EM/D.A. Press)
Em 1962, o Belcar já era equipado com um motor de 1.000 cm³ e 50 cv de potência (foto: Boris Feldman/EM/D.A. Press)


Em 1964, a Vemag introduziu a série 1001, que trouxe novo sistema de abertura de portas (no sentido convencional), painel estofado e outros detalhes. Em 1965, foi a vez da série Rio, em homenagem aos 400 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro. Em seguida, o modelo ganhou o sistema Lubrimat, que já misturava automaticamente o óleo à gasolina. Em 1967, passou por novas modificações estéticas e teve o sistema elétrico aperfeiçoado, com 12 volts no lugar de seis. Em setembro do mesmo ano, recebeu a série S, com motor de 60 cv e, em dezembro, a produção foi encerrada.

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