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Estado de Minas

50 anos de Brasília - Homenagens sobre rodas

A capital federal foi homenageada pela indústria automotiva por modelos como o Simca Esplanada, DKW Candango e VW Brasília, entre outros


postado em 26/04/2010 13:07

(foto: Abril Press/Reprodução)
(foto: Abril Press/Reprodução)
Difícil imaginar uma cidade no mundo que tenha recebido tantas homenagens da indústria automotiva quanto a Capital Federal, que completou 50 anos de fundação na quarta-feira. Idealizada pelo mesmo presidente que concebeu o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), Juscelino Kubitschek, a criação aconteceu no momento em que o país escolheu o padrão de transporte rodoviário, em detrimento da malha ferroviária. Se para o bem ou para o mal, o tempo está julgando.

INÍCIO
Em novembro de 1959, o Fusca, veículo fundamental para a história do país, teve a fabricação iniciada. Cinco meses depois, no dia da inauguração de Brasília, foi apresentado o Simca Esplanada (foto de abertura).

Veja mais fotos dos modelos citados!

CARAVANA
Pouco antes da inauguração, em 2 de fevereiro, os quase 300 expedicionários que partiram de quatro diferentes pontos do Brasil (Porto Alegre, Cuiabá, Belém e Rio de Janeiro) em 130 carros, que abrangiam quase todos os modelos fabricados no país, chegavam à capital no fim da chamada Caravana da Integração Nacional. JK, inclusive, desfilou em uma Romi-Iseta, o primeiro veículo legitimamente brasileiro na chegada dos bravos expedicionários.

PRESIDENTE JK
também recebeu uma homenagem da Alfa Romeo, que fez da versão nacional da Alfa Romeo 2000, montado na fábrica da FNM em Xerém, em Duque de Caxias (RJ), o FNM JK, um dos mais modernos — e caros — da época. Por isso, teve uma produção pequena, de cerca de 500 unidades por ano. Em 1970, seu melhor ano, foram feitas 1,2 mil unidades. Em 1973, saiu de linha.

FINEZA
Outro luxuoso que homenageia a Capital Federal é o Willys Itamaraty, lançado em 1966 e batizado com o nome da sede do Ministério das Relações Exteriores. Se o Esplanada queria ser um carro de ministro, o Itamaraty se propunha a levar os diplomatas, com direito a um painel de jacarandá maciço, bancos em couro e motor 3.0. Quando a Ford assumiu a Willys, em 1967, o Itamaraty passou a ter a concorrência interna do Galaxie e deixou de ser produzido em 1971.

TRABALHADOR
Brasília não é feita apenas de figurões. Por isso, a DKW-Vemag escolheu muito bem o nome de seu jipe derivado do Munga, projetado para o exército alemão: Candango, a mesma alcunha dada aos trabalhadores que vieram de outras partes do Brasil para construir a nova capital federal. O jipe começou a ser produzido no país em 1958, equipado inicialmente com motor tricilíndrico de dois tempos, de 900cm³, de 38cv, depois substituído por um 1.000cm³ de 50cv, com tração permanente nas quatro rodas e reduzida. A produção foi até 1964.

COMUNA
Se o político que idealizou Brasília teve sua homenagem automotiva, quem não recebeu foi o arquiteto autor dos principais monumentos da cidade: Oscar Niemeyer. Dada a orientação política do centenário artista uma boa associação seria que a russa Lada fizesse a homenagem. Difícil seria conciliar os traços econômicos e retos dos russos com as linhas sensuais e curvas de Niemeyer. Uma outra opção poderia ser os comunistas de mercado chineses que tudo copiam e também vendem cada vez mais carros.

O VW Brasília foi a homenagem mais óbvia dentro da série de modelos(foto: Arquivo EM/D.A. Press)
O VW Brasília foi a homenagem mais óbvia dentro da série de modelos (foto: Arquivo EM/D.A. Press)


ÓBVIO
Ao relacionar Brasília e carros, é claro, não é possível deixar de citar a perua da Volkswagen homônima da cidade, o maior sucesso entre todos que homenageiam a capital. No Brasil, foram produzidas 950 mil unidades entre 1973 e 1982. O modelo se destacou por ser compacto (17cm menor que o Fusca), mas com bom espaço interno.

Leia também sobre o encontro de Águas de Lindoia.

Leia as matérias da série Antigos do Brasil

DKW Candango - A vida curta de um batalhador.

Jeep Willys - Da batalha para o sertão.

DKW Belcar - Um sedã de belas formas.

VW Kombi - Heroína da resistência.

DKW F-91 - Simpática perua.

Romi-Isetta - Carro, moto ou geladeira?.

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