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Estado de Minas

Antigos do Brasil - O pequeno da GM

Formada por sedã de duas e quatro portas, hatch, perua e picape, a família Chevette era bem completa. Modelo teve vida longa, sobrevivendo até meados dos anos 1990


postado em 23/08/2010 20:32

(foto: Fotos: Arquivo EM)
(foto: Fotos: Arquivo EM)
De olho no mercado dos compactos, a Chevrolet lançou o Chevette em 1973. Até então, a marca tinha apenas o Opala e sua pequena família para brigar entre os automóveis nacionais. O modelo ganhou as mesmas linhas da quarta geração do Opel Kadett europeu, só que, com o detalhe de ter chegado por aqui com meses de antecedência em relação ao Velho Continente.

A primeira carroceria produzida no Brasil foi a do sedã de duas portas. O três volumes tinha faróis circulares emoldurados, luzes de direção localizadas abaixo do para-choque, grade com lâminas finas e lanternas retangulares. As colunas C traziam uma grade, sendo a da direita o acesso para o bocal do tanque de combustível, localizado atrás do banco traseiro.

O motor que empurrava o Chevette era um 1.4 litro, com potência de 68cv brutos, câmbio de quatro marchas e tração traseira. Com coluna de direção não penetrante, freio com sistema hidráulico duplo e pisca alerta de série, além de freios dianteiros a disco como opcional, o modelo foi considerado atual para o mercado brasileiro.

As dimensões do compacto eram 4,12m de comprimento, 1,57m de largura, 1,32m de altura e 2,39m de entre-eixos. O veículo pesava 880 quilos. Por dentro, o espaço traseiro não era dos melhores, aspecto agravado pelo túnel central no assoalho, que atrapalhava o passageiro que estava no meio.

Em 1975, foi lançada a versão Especial, mais espartana, sem calotas e frisos. Mas o que mudou mesmo foi o interior, que ganhou acabamento simplificado e materiais piores. No mesmo ano, chegou ao mercado a versão esportiva GP, com faixas pretas no capô, laterais e na tampa do porta-malas, faróis de neblina, mas o mesmo motor. Dois anos depois, a Chevrolet faria outra tentativa com o GP II, mas novamente sem sucesso.

FAMÍLIA O Chevette passou pelo primeiro face-lift em 1978, adotando grade bipartida, vincos no capô e novo desenho da lanterna, que continuou com mesmo formato. No ano seguinte, o modelo finalmente ganhou uma família. Apesar de não ser muito popular por aqui na época, a carroceria de quatro portas passou a ser disponibilizada. O hatch trazia a praticidade da terceira porta e os bancos rebatíveis. Para quem precisava de espaço sem abrir mão do banco traseiro, o ideal era a perua Marajó. Para completar a família, a picape Chevy 500, única do mercado com tração traseira, que só chegou em 1984.

As novidades de 1980 eram a lanterna, bem maior, e os para-choques mais largos e com aplique de plástico. Naquele ano, o motor 1.4 a álcool, com 69cv brutos, passou a ser uma alternativa. No ano seguinte, o modelo adotou faróis quadrados. Também em 1981, chegou a versão esportiva do hatch, denominada SR, com motor 1.6 a gasolina (76cv líquidos), faróis de neblina, aerofólio, faixas em degradê e forração quadriculada nos bancos.

A reestilização mais abrangente viria em 1983, com faróis retangulares, grade inteiriça, frisos laterais em plástico, lanternas retangulares, capô e tampa traseira mais planos. Nas laterais, a novidade era a incorporação de quebra-ventos. O motor 1.6, que ganhou a opção a álcool (72cv líquidos), equipava toda a linha. Em 1985, o modelo passou a ter como opcional o câmbio automático. Em 1987, o Chevette passaria por discretas alterações, com lanternas maiores, novos para-choques e grade.

Em 1985 o Chevette ganhou opção de câmbio automático; mordomia foi até 1990
Em 1985 o Chevette ganhou opção de câmbio automático; mordomia foi até 1990


O FIM Nesse mesmo ano, as carrocerias hatch e quatro portas deixaram de ser produzidas. Em 1988, a linha adotou o motor 1.6/S, um pouco mais nervoso (81cv com álcool e 73cv com gasolina), com carburador de corpo duplo. No ano seguinte, a produção da Marajó foi encerrada. O malfadado Chevette Junior, com motor 1.0 litro de 50cv e acabamento simplificado, chegou ao mercado em 1992. Um ano depois, a Chevrolet fez outra tentativa de tornar o modelo popular, lançando a versão L, com acabamento espartano e o motor 1.6. Porém, ainda em 1993, o sedã de duas portas saiu de linha, restando apenas a Chevy, que subiria no telhado apenas dois anos depois.

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