PÉ DIREITO John Lennon tocava guitarra, banjo, baixo, percussão, entre outros instrumentos, além de ter sido vocalista do quarteto mais famoso de todos os tempos: The Beatles. Mas, curiosamente, o beatle só conseguiu tirar carteira de motorista aos 25 anos, em 1965, quando anunciou que queria um carro. Em plena era da beatlemania, lojistas levaram à sua casa vários carrões de marcas como Aston Martin, Jaguar e Maserati, doidos para vender algo para o já famoso e rico cantor. Entretanto, Lennon escolheu uma Ferrari 330 GT 2 2 azul do ano, por 2 mil libras esterlinas. O bólido com motor V12 4.0 Colombo de 304cv não conquistou o coração do beatle como fez Yoko Ono e ele vendeu a Ferrari em 1966, ano em que conheceu a sua futura mulher. O carro vai a leilão pelas mãos da Bonhams em Paris, em 5 de fevereiro.
BEATLEMANIA A Ferrari pode ter sido o primeiro, mas o que ficou mais famoso foi o Rolls-Royce Phantom V 1965, comprado pouco depois do modelo italiano, junto com um singelo Austin Mini. Por quê? A pintura psicodélica fala por si mesma. Um dos símbolos mais reconhecidos da contracultura. Depois que o Rolls foi levado para os EUA, em 1970, vários artistas o alugaram, como os Rolling Stones. O preto só foi coberto pela pintura em 1967, repetindo o padrão de flores que havia em um carroção cigano pertencente ao artista. Em 1985, em meio à maior onda especulativa que já atingiu o mundo automotivo, o Rolls foi leiloado pela Sotheby’s por US$ 2,29 milhões, ou R$ 3,8 milhões.
GLAMOUR ZERO Alguns automóveis de celebridades não valem grande coisa, talvez por serem ordinários. É o caso de outro carro de Lennon, um Chrysler Town & Country 1972, grande perua bem ao estilo ianque, da fase em que a estrela morava nos EUA. O modelo, que continuou sendo dirigido por Yoko após a morte de Lennon – em 1980 – até 1996, foi vendido dia 1º pela Braswell Auction Galleries da Nova Inglaterra. O valor de US$ 5.500 – cerca de R$ 9 mil – até que foi baixo, perto de outros itens, como o paletó branco de duas peças usado pelo cantor na capa do célebre disco Abbey Road, que chegou a US$ 46 mil, o equivalente a R$ 77 mil. O Chrysler teria sido preterido pelo casal, que preferia se locomover por Manhattan com uma também station Mercedes-Benz 300 Touring.
CRAQUE E, quando o famoso em questão troca de carro com frequência, será que o mercado ainda valoriza seu automóvel? David Beckham responde a essa com um sonoro sim. Afinal, o famoso meio de campo inglês, que atualmente joga pelo Los Angeles Galaxies, tem mais um dos seus bólidos lançado no mercado de usados. Trata-se de um Porsche 911 Turbo Cabriolet 2008, que recebeu um estilo, por assim dizer, excessivo. Todo pintado em preto fosco, inclusive as películas dos faróis, o conversível foi vendido pelo site de leilões virtuais eBay no dia 14. O preço de US$ 217 mil, equivalente a R$ 362 mil, prova que o nome do dono tem peso, afinal, um 911 Turbo do mesmo ano é vendido no mesmo portal por menos da metade deste valor. Será que ter pertencido a um famoso é o suficiente para justificar preços exorbitantes?
VERDINHAS Quem responde à questão é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que colocou a leilão, em dezembro, o seu antigo, porém cumpridor, Peugeot 504 1977, pedindo apenas US$ 1 milhão, cerca de R$ 1,6 milhão. Proposta que, aliás, teria sido feita prontamente por outra nação islâmica. A ganância é por uma boa causa: o arrecadado será investido no programa de habitação popular do país. Segundo o ministro do Bem-Estar e da Previdência, Ahmad Esfandiari, a última oferta até o dia 15 teria sido de US$ 2 milhões.