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Estado de Minas

Procon-MG pede esclarecimentos sobre desgaste prematuro da correia dentada da VW Amarok

Promotoria de Defesa do Consumidor instaura investigação e cobra resposta da montadora em relação a desgaste prematuro da correia dentada da picape e outros problemas da marca


postado em 05/06/2013 15:59

(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A PRESS)
(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A PRESS)
O Procon do Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor, notificou a Volkswagen do Brasil, pedindo esclarecimentos sobre suposto vício de qualidade na picape Amarok. A marca tem prazo de 15 dias contados a partir do recebimento da intimação (enviada na última quarta-feira) para apresentar sua defesa e uma audiência já foi marcada para 2 de julho, quando deverão ser prestados os esclarecimentos técnicos necessários. O MP investiga um problema de desgaste prematuro na correia dentada, relatado pelo caderno Vrum em 18 de abril de 2012 e

novamente em 20 de abril deste ano, e apontado por dezenas de consumidores.

 

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Segundo relato de proprietários do modelo, frotistas ou não, a correia dentada – prevista pelo manual do fabricante para ser trocada pela primeira vez no 12º serviço ou aos 120 mil quilômetros – vem apresentando desgaste excessivo (chegando a romper em alguns casos) a partir dos 5 mil ou 10 mil quilômetros. O problema já é de conhecimento da montadora há pelo menos um ano, quando houve a tentativa de fazer um reforço na capa da correia para melhorar a vedação. O reparo não deu certo e este ano a Volkswagen desenvolveu o kit Engine Dust Kit (EDK), que inclui ventilador, novo filtro de ar e um tubo ligado a um novo tipo de cobertura da correia, com o objetivo de sugar o ar, comprimindo-o e fazendo pressão, de modo que as partículas de poeira sejam impedidas de chegar até a correia, evitando danificá-la prematuramente.
Troca da correia da Amarok com pouco tempo de uso deixa proprietários insatisfeitos(foto: Ramom Lisboa/EM/D.A PRESS)
Troca da correia da Amarok com pouco tempo de uso deixa proprietários insatisfeitos (foto: Ramom Lisboa/EM/D.A PRESS)


O problema é que a montadora alega que o desgaste prematuro só acontece nas unidades que circulam em região de pó de minério, daí o maior índice de casos em Minas Gerais, e o EDK, portanto, só é fornecido a frotistas cujas picapes são destinadas a trabalho dentro das mineradoras. Demais unidades, que também têm apresentado o problema, não estão contempladas dentro do que a fábrica está chamando de “força-tarefa Amarok”, tendo os proprietários que brigarem pela troca da correia em garantia e, em muitos casos, por duas em três vezes e em um curto período de tempo.

ANO/MODELO Na mesma investigação, o Procon-MG quer também explicações da Volkswagen a respeito de suposta publicidade enganosa durante o lançamento da linha 12/13 dos modelos Gol e Voyage, no ano passado. Segundo também mostrou o caderno Vrum nas edições de 26 de setembro e 5 de dezembro de 2012, em fevereiro do ano passado, a marca lançou a linha 12/13 de ambos, sem qualquer mudança estética em relação à linha 12/12, comercializada “com a mesma cara” desde 2008. Poucos meses depois, em julho, a VW reestilizou o Gol e o Voyage relançando-os novamente como 12/13 e descontinuando os modelos 12/13 que tinham acabado de ser lançados. A Volkswagen informou que “ainda não recebeu a notificação e, por isso, não tem como se manifestar nesse momento”.
Ministério Público analisa também lançamento dos Gol e Voyage 12/13, com duas caras(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A PRESS)
Ministério Público analisa também lançamento dos Gol e Voyage 12/13, com duas caras (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A PRESS)

 

Serviço
Consumidores que tiverem reclamações semelhantes às investigadas podem enviar e-mail para proconcr@mp.mg.gov.br.

 

Reclamações
O promotor de Justiça Amauri Artimos da Matta, responsável pelo Procon-MG, analisou também reclamações enviadas ao órgão desde 2004 e cobra da Volkswagem uma posição sobre cinco outros problemas: sistema antifurto instalado no Golf e supostamente impróprio ao uso por facilitar a abertura do veículo; suposta fragilidade do modo conforto instalado nos modelos Bora, Golf e Polo também por facilitar o acesso de criminosos; instalação de vidros elétricos não originais sem que tal informação fosse passada ao consumidor; mudança da posição da bateria do Gol tornando-o mais vulnerável a furtos; e realização de campanha de serviço para substituição do óleo dos motores VHT 1.0 que equipavam os modelos Gol, Voyage e Fox a partir de 2008, assim como o estreitamento do período entre as revisões.

 

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