Publicidade

Estado de Minas

Agência reguladora dos EUA admite erros após falhas em carros da GM

Empresa é acusada de vender automóveis com chave de ignição extremamente sensível. Ao menor solavanco em estradas, motor poderia parar um carro em alta velocidade, travar o volante e os airbags não dispararem


postado em 06/06/2015 13:55 / atualizado em 06/06/2015 14:03

Mark Rosekind, diretor da NHTSA (foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)
Mark Rosekind, diretor da NHTSA (foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)
A agência reguladora americana no setor de segurança automotiva (NHTSA, em inglês) admitiu nesta sexta-feira que deixou elementos importantes de fora de sua investigação e emitiu hipóteses equivocadas que impediram-na de responsabilizar a GM por uma falha mecânica ligada a várias mortes nas estradas.

Em um novo relatório, a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) explicou ainda que o gigante americano ocultou informações essenciais para a compreensão do problema que causou mais de 100 mortes. Com isso, a agência confirma versões segundo as quais a General Motors cometeu um crime penal ao omiti-las.

A GM é acusada de ter vendido automóveis com a chave de ignição extremamente sensível. A consequência é que, ao menor solavanco na estrada, poderia parar o motor de um carro em alta velocidade, travar o volante e os airbags não dispararem.

A NHTSA reconheceu não ter entendido aspectos importantes da tecnologia dos airbags vinculada à chave de ignição.

Essa "falta de entendimento" e de pesquisa de alguns investigadores teria impedido que a GM fosse acusada antes por essa falha. O fabricante já sabia desse defeito desde 2005.

Ao se referir a um acidente que revelou o problema, a agência explica: "embora esteja claro que a NHTSA estivesse a par de uma falha no acionamento do airbag, e tenha encontrado rapidamente a causa, outras descobertas (...) foram ignoradas, ou não foram plenamente estudadas".

Segundo a NHTSA, nem seus funcionários, nem o fabricante entenderam completamente a relação entre a ignição e os airbags.

Há meses o número um americano da indústria automotiva está envolvido nesse caso. Além de ser criticada no Congresso dos Estados Unidos, a GM foi obrigada a retirar 2,6 milhões de veículos do mercado.

Até agora, mais de 100 mortes foram registradas nesse caso pelo fundo de indenização criado pelo fabricante.

A GM prevê a indenização de US$ 1 milhão por cada morte, aos quais se somam US$ 300 mil para o cônjuge que sobreviveu à vítima e para cada um de seus eventuais herdeiros. Para as vítimas que sofreram danos físicos, o montante varia de US$ 20 mil a US$ 500 mil.

A investigação feita pelo Departamento de Justiça americano pode levar a uma "multa recorde", estima a imprensa local.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade