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Estado de Minas

A italiana Ducati Monster 1200 tem motor de dois cilindros e refrigeração líquida

O pacote eletrônico pode ajustá-lo junto com os freios conforme a preferência do piloto. Leia as impressões


postado em 19/07/2015 18:02

O motor tem dois cilindros em 'L' e muita eletrônica embarcada(foto: Guilherme Magvinier/Divulgação)
O motor tem dois cilindros em 'L' e muita eletrônica embarcada (foto: Guilherme Magvinier/Divulgação)
A linha de motocicletas Monster, da italiana Ducati, ganhou mais um integrante. A caçula, no entanto, já nasceu com músculos e um motorzão de 1.200cm³, que pela primeira vez na família está equipado com sistema de refrigeração líquida. O mesmo dois cilindros disposto na tradicional arquitetura da marca, no formato da letra “L”, além do palavrão “desmodrômico”, no comando de válvulas, que garante melhor desempenho em altas rotações, mas também produz um som rouco nem sempre afinado. São duas versões importadas. A Standard, com preço de R$ 64.900, e a S, de R$ 73.900.

A versão Standard tem potência de 135cv e um torque de 12kgfm a 7.200rpm. A versão S, mais nervosa, entrega 145cv e torque de 12,6kgfm a 7.250rpm. As duas, porém, contam com vasto arsenal eletrônico integrado, que modula o motor, o controle de tração, o acelerador e os freios em um sistema que a marca batizou de Ducati Safety Pack (DSP). São oito níveis de controle de tração, três de atuação do ABS, três do acelerador e mais três de mapeamento do motor: Urban, para a cidade, com potência reduzida para 100cv; Touring para estradas; e Sport para abrir o gás.

ESTILO A Monster foi lançada em 1993, projetada por Miguel Galluzzi. De lá para cá conservou praticamente as mesmas linhas, mas ainda encanta a freguesia. É uma moto com cara de moto, sem firulas de estilo, ou carenagens, além de um propulsor que fica à mostra, igual ao que equipa os modelos Diavel e Multistrada, que impõe respeito e justifica o nome. Outra característica preservada é o quadro em formato de treliça e integrado ao motor para aumentar a rigidez e reduzir o peso. Nesse quesito, a balança acusa reforçados 182kg de peso a seco.
Entretanto, não é difícil rodar com a máquina. Para facilitar, o banco pode ser ajustado na altura, entre 795mm e 810mm, embora a posição de pilotagem seja um pouco mais esportiva, com o piloto levemente inclinado para a frente. É que a Monster 1.200 até roda em baixas velocidades, entretanto, quando o motor passa das 4.000rpm é bom mesmo o piloto ficar abaixado e segurar firme o guidão. A aceleração é brutal e a moto vira outra, o que acaba justificando o repertório eletrônico para “customizar” a tocada conforme a preferência de cada um.
O banco pode ser regulado na altura(foto: Guilherme Magvinier/Divulgação)
O banco pode ser regulado na altura (foto: Guilherme Magvinier/Divulgação)

ACELERANDO A Monster 1200 é uma espécie de dragster nas arrancadas, e pode ser monitorada no painel totalmente digital, que muda a forma de apresentação das informações conforme o mapeamento do motor escolhido. No modo Sport, o mais apimentado, por exemplo, o conta-giros fica em destaque. Porém, se a moto anda muito, também breca muito. Na dianteira, são dois discos de 320mm de diâmetro, com pinças Brembo radiais de quatro pistãos. Um conjunto herdado da badalada superesportiva Panigale, capaz de parar uma locomotiva.

Na traseira, um disco de 245mm de diâmetro. A suspensão dianteira é invertida (Kayaba), com tubos de 43mm, e a traseira (Sachs) mono. A versão S tem suspensões mais sofisticadas, Ohlins, complementando o DNA esportivo da marca, ambas plenamente reguláveis e ancoradas em vigoroso monobraço, que confere um desenho mais limpo na traseira, que também tem uma rabeta propositalmente mais curta, com iluminação em LED. O câmbio é de seis marchas e capa de banco removível na cor da moto.

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