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Estado de Minas ESCÂNDALO DOS MOTORES

Escândalo dos motores: presidente da Volkswagen nos EUA pode ser demitido

Até sexta-feira, Volks deverá fazer novas demissões. Crise atinge Bolsa de Frankfurt e respinga em outras montadoras como a BMW, que nega adulterações


postado em 25/09/2015 09:00 / atualizado em 25/09/2015 09:38

Chefe da Volkswagen nos Estados Unidos, Michael Horn, deve ser demitido até sexta-feira(foto: MARK BLINCH/AFP)
Chefe da Volkswagen nos Estados Unidos, Michael Horn, deve ser demitido até sexta-feira (foto: MARK BLINCH/AFP)

A semana continua turbulenta para a gigante alemã. A Volkswagen pretende responder à crise que se instaurou após escândalo de fraudes nos testes de emissão de poluentes em motores a diesel demitindo mais executivos além do ex-CEO Martin Winterkorn.

O conselho supervisor da maior montadora europeia se reunirá na sexta-feira (25) para escolher o sucessor de Winterkorn e, no encontro, deve também sugerir que outros nomes da alta cúpula deixem o cargo, mesmo quem não tinha conhecimento prévio sobre a manipulação.

Já é quase dado como certo que o chefe da Volkswagen nos Estados Unidos, Michael Horn, e o diretor de vendas do grupo, Christian Klingler, estarão na lista de cortes. Diretores de pesquisa e desenvolvimento de Audi, Ulrich Hackenberg, e Porsche, Wolfgang Hatz, também devem cair.

PIERRE ALBOUY(foto: Nesta quinta-feira, o Auto Bild, periódico alemão, publicou matéria afirmando que a BMW também fraudou as emissões do X3 xDrive 20d)
PIERRE ALBOUY (foto: Nesta quinta-feira, o Auto Bild, periódico alemão, publicou matéria afirmando que a BMW também fraudou as emissões do X3 xDrive 20d)

BMW na mira
E a crise da Volks está respingando não só na Bolsa de Frankfurt, mas também em outras gigantes automotivas. Nesta quinta-feira, o Auto Bild, periódico alemão, publicou matéria afirmando que a BMW também fraudou as emissões de carros com motores movidos a diesel.

Na verdade, o periódico aponta para uma unidade do X3 xDrive 20d testada pelo International Council on Clean Transportation (ICCT). O modelo teria produzido 11 vezes mais poluentes durante o teste do que o limite máximo pressuposto pela legislação europeia.

A entidade responsável pela avaliação foi a mesma que trouxe à tona a fraude nos Estados Unidos, revelada no início desta semana. O grupo BMW divulgou comunicado negando a manipulação nos testes de emissão, afirmando observar os requerimentos legais de cada país.

Apesar da resposta, o mercado não perdoou à notícia do Auto Bild e na Europa as ações da companhia caíram 9,7% ao fim da manhã desta quinta-feira, maior porcentagem em nove anos.

(foto: Ex-CEO Martin Winterkorn pediu demissão nesta quarta-feira)
(foto: Ex-CEO Martin Winterkorn pediu demissão nesta quarta-feira)

Entenda o caso
No início desta semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação penal contra a montadora alemã porque esta usou um software para fraudar os resultados de testes de emissão de poluentes em quase 500 mil automóveis movidos a diesel só naquele país.

Após a eclosão do escândalo, representantes da Volkswagen, nos EUA e também na Europa, admitiram o esquema e informaram que o dispositivo eletrônico equipa mais de 11 milhões de automóveis a diesel feitos pela marca e por suas subsidiárias em todo o mundo. As acusações motivaram outros países a também abrir investigação contra a companhia, como Alemanha, França, Itália, República Tcheca e Coreia do Sul.

Desde que o caso se tornou público, as ações da Volkswagen acumulam queda de 20%, com expectativa de prejuízos na casa dos bilhões. A cúpula da montadora já separou 6.5 bilhões de euros para custear as primeiras despesas, e esperaq multa de até US$ 18 bilhões a ser paga só nos EUA.

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