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Estado de Minas CAMINHÕES

Mercedes-Benz reestiliza Actros no Brasil

Em vez do novo modelo europeu, extrapesado produzido em Juiz de Fora ganha novos faróis, para-choque e detalhes no interior. Justificativa da marca é ter um cavalo mecânico preparado para as condições de rodagem no Brasil


postado em 15/10/2015 17:58 / atualizado em 15/10/2015 19:06

(foto: Bruno Freitas/EM/D.A Press)
(foto: Bruno Freitas/EM/D.A Press)

 

São Bernardo do Campo (SP) – Em vez de produzir na fábrica de Juiz de Fora a nova geração do Actros, lançada na Europa em 2011, a Mercedes-Benz optou por reestilizar o cavalo mecânico. A justificativa é a de desenvolver um extrapesado para as variadas condições de rodagem do país, seja asfalto, seja estradas de terra. Há novos faróis, para-choque e grade (com a estrela de três pontas ampliada) e a nova versão 2651 6x4 de 510 cv, a mais potente da linha nacional, que se junta aos Actros 2546 6x2 e Actros 2646 6x4. O novo motor OM 460 LA de 13 litros, garante a marca, ficou até 5% mais econômico – na Europa, o Actros utiliza o OM 471. A cabine traz ainda nova cama, climatizador, painel com display de alta definição e sistema de som. Opcionalmente há suspensão metálica, com tanques de alumínio para até 1.080 litros de combustível.

 

(foto: Bruno Freitas/EM/D.A Press)
(foto: Bruno Freitas/EM/D.A Press)


“A gente já cometeu a besteira uma vez, que foi a de trazer um caminhão alemão que roda em pavimento europeu. A Mercedes-Benz caminha para um produto global. O novo Actros brasileiro é uma plataforma de Euro 6. O que gente fez aqui foi adequar o Actros para a operação brasileira”, afirma o vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Venda de Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncinhi. O executivo reconhece, por outro lado, que o novo Actros brasileiro é simplificado em relação ao alemão. “Simplificamos o conjunto ótico, etc. A eletrônica é a mesma. O caminhão que roda lá (na Europa) não está preparado para rodar aqui. Se decidíssemos adotar o mesmo motor europeu (OM 471) iríamos demandar mais quatro anos de desenvolvimento. Temos uma solução robusta e eficiente para o mercado”.

 

O jornalista viajou a convite da Mercedes-Benz

 

 

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