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Estado de Minas

Rolimã - 03/06/07


postado em 03/06/2007 20:19

(foto: AP Photo - 6/7/01)
(foto: AP Photo - 6/7/01)
PANTEÃO AUTOMOTIVO
A diferença entre os meros mortais e aqueles que se tornam imortais na lembrança coletiva pode ser mensurada pelos cifrões obtidos nos leilões de seus bens. Automóveis que foram usados por personalidades que morreram estão sempre nas casas de leilões internacionais e atiçam o séquito de fãs, automobilistas e milionários afeitos à excentricidades.

DOU-LHE TRÊS
Hoje é o último dia para dar lance pelo Rolls-Royce Phantom II Short Coupled Saloon que pertenceu ao escritor americano Ernest Hemingway durante as décadas de 1930 e 1940. O modelo foi produzido entre 1929 e 1936, com motor de 44 cv e câmbio de quatro marchas, e será leiloado em encontro de carros antigos na cidade de Auburn (Indiana) nos Estados Unidos.

VIAJANTE
O estilo seco, com frases curtas, quase telegráficas, e profusão de diálogos usados por Hemingway reinventaram a prosa do século 20. Seja como repórter, caçador, soldado ou viajante a bordo do Rolls-Royce pelas estradas americanas o escritor fundia sua vida com a obra, com estilo cativante e de bon vivant, dando tacadas de golfe e tomando doses e doses de dry Martini.

MORTE À TARDE
Como pescador, em Cuba, onde morou e conviveu com Fidel Castro (foto acima), ele se inspirou para o livro O velho e o mar (1952), que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer e depois o Nobel de Literatura, em 1954, e se matou com um tiro na cabeça, em 1961.

(foto: Pacífico Mascarenhas/Arquivo Pessoal - Eduardo Rocha/RR - 18/7/07 - Reprodução da internet/ebay.com)
(foto: Pacífico Mascarenhas/Arquivo Pessoal - Eduardo Rocha/RR - 18/7/07 - Reprodução da internet/ebay.com)

SEM PREÇO
O carro com maior valor histórico do Brasil está em Belo Horizonte, com o músico e colecionador Pacífico Mascarenhas (terceira foto lateral). Pelo menos é o que ele diz sobre o Packard Super Eight 1937, que ostenta em sua coleção.

CHAPA QUENTE
O automóvel foi do governo de Minas Gerais no período em que Juscelino Kubitschek (primeira foto lateral) era governador e além de JK, conduziu Getúlio Vargas (segunda foto lateral), três meses antes do suicídio do presidente gaúcho, quando ele esteve em Belo Horizonte para a inauguração da Manesmmann, em 1954. Também carregou Tancredo Neves, à época ministro da Justiça de Vargas.

BARGANHA
Apesar da fama, o carro foi leiloado e Pacífico não conseguiu arrematá-lo. "O dono do ferro-velho tinha esquema feito e comprou o carro. Consegui em agência de um amigo um Cadillac de 1947 e propus a troca com o dono do ferro-velho", lembra Pacífico. Quando ele aceitou, o músico pagou o Cadillac e ficou com o carro: "com maior valor histórico do Brasil".

SEM NEGÓCIO
Pacífico restaurou o Packard, que, recentemente, foi usado na minissérie global JK como veículo do ator José Wilker, que interpretou o ex-presidente. Atualmente, o carro está parado e Pacífico não pensa em fixar preço para vendê-lo: "Não existe possibilidade. Toda hora aparece alguém querendo comprar, mas eu nem penso em vender".

LUTO BRANCO
Outro automóvel de um ícone da história americana foi arrematado na semana passada. O Cadillac Miller & Meteor Hearse (quarta foto lateral), usado para transportar o caixão com o corpo de John F. Kennedy, teve preço inicial de US$ 1 milhão, mas foi vendido por US$ 900 mil pelo site ebay. O comprador levou também o atestado de óbito de JFK. De acordo com a descrição do site, o veículo rodou 77 mil quilômetros, com motor V8 que rende 340 cv. As fotos mostram o interior revestido em branco, fazendo jogo com a pintura externa.

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