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Estado de Minas

Rolimã - 01/07/2007


postado em 01/07/2007 23:27

DIREÇÃO SEGURA O vídeo mostra o piloto de rali Luís Tedesco, 10 vezes consecutivas campeão brasileiro, pilotando o Palio preparado para competição, equipado com motor que rende 160cv e chega a 200km/h. Tedesco guia o carro por sinuosa trilha próximo da velocidade máxima de 200km/h e mantém o semblante sério e postura ereta. É citado como exemplo para a turma que se prepara para o dia no Test Drive Fiat Direção Segura, curso realizado pela montadora de Betim, no autódromo Mega Space, em Santa Luzia.

PERSEVERANÇA A serenidade de Tedesco, registrada enquanto ele pilota, revela um quê de talento, mas os alunos – funcionários da fábrica e concessionários da marca – podem se aproximar da habilidade dele. Basta seguir as instruções e praticá-las diariamente, mesmo que o vídeo pareça a olhos incrédulos apenas mais uma daquelas inacreditáveis armações que abarrotam as caixas de e-mail. 9h15 A regra primordial, quase um mantra, repetida por todos os seis instrutores, é a maneira correta de segurar o volante: As mãos devem ficar no aro, na posição 9h15, em uma analogia ao relógio de ponteiro.

AJUSTE Para encontrar o ajuste do banco, o motorista pode pôr o pulso sobre o volante. Quando conseguir deixá-lo em cima do aro e a coluna plenamente apoiada no encosto, o passo seguinte é regular a altura do encosto de cabeça, que deve ter a parte superior posicionada no topo do crânio. Depois, é só atar o cinto de segurança. Toda teoria precede o exercício prático, em uma tenda armada no autódromo.

PROJETO PILOTO Além da Fiat, que realiza o curso pela primeira vez, Volvo, BMW e Mercerdes-Benz têm iniciativas semelhantes há vários anos. Segundo o assessor técnico da Fiat, o engenheiro Carlos Henrique Ferreira, existe o estudo de levar o curso para o público externo. “Até o fim do ano dever ter um projeto piloto com estudantes universitários”, informa. O modelo do curso ministrado pela Fiat é o mesmo que a Alfa Romeo desenvolve na Itália.

CONTUSÃO Eduardo Cunha, vencedor dos últimos sete campeonatos mineiros de rali, observa as aulas práticas. Com uma luxação no braço direito, ele não pôde ser um dos instrutores do curso, mas se recuperou da contusão e hoje compete na segunda etapa do Campeonato de Rali, em Ouro Preto.

EMBANANADOS Cunha diz que faria o slalom – prova na qual o piloto deve passar em ziguezague por vários cones enfileirados, chegando ao fim do trajeto no menor tempo e sem derrubar os cones – usando segunda marcha. “Em primeira marcha, o carro fica muito nervoso”, explica. Porém, grande parte dos alunos e pretensos pilotos confessa que preferiu fazer o slalom em primeira marcha, sem se preocupar com a troca para a segunda, durante o curto trajeto.

REALIDADE O slalom é a última parte do curso e a única com caráter competitivo. O restante vale como simulação de situações que podem acontecer no trânsito. A primeira simula um obstáculo com um cone, com uma guinada brusca e em seguida uma freada nada sutil. O objetivo é ressaltar a importância de segurar o volante corretamente para manter o controle do carro – o que pôde ser comprovado na prática.

PÉ DIREITO Na seqüência é feito um círculo e o piso molhado por um caminhão-pipa. Andar nessas condições mostra que a melhor maneira para corrigir a trajetória em uma curva molhada é apenas o acelerador, já que os movimentos no volante não dão muito resultado, devido aos efeitos conhecidos como sobresterço e subesterço, que são, respectivamente, a escapada com as rodas traseiras e dianteiras.

ABS Quando uma lona é jogada sobre a pista e também molhada, o objetivo é mostrar a eficiência dos freios ABS (antibloqueio). Essa etapa é realizada com modelos Palio preparados para ter o ABS desativado com uma chave no painel. Sem o sistema, a uma velocidade de 40km/h, quando se pisa no freio bruscamente sobre a lona, o veículo chega a rodar quase a 360 graus. Já com o ABS ligado, o carro pára em linha reta.

QUESTÃO DE GOSTO A saber: Comprar um ABS com o EBD (distribuição eletrônica de frenagem) para um Fiat Palio Fire custa R$ R$ 2.718. Quem prefere o equipamento de ar-condicionado, que não ajuda o carro a parar, paga R$ 3.738, mas pode dirigir sem sofrer com o calor.

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