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Estado de Minas

Rolimã (19/08/2007)


postado em 21/08/2007 10:22

Tempos pra lá de modernos

Os ingleses, sempre eles, e suas idiossincráticas pesquisas. A última dá conta de que os súditos da rainha apontam o automóvel, ou melhor, o habitáculo dele, como um lugar perfeito para discutir a relação. Encampado pela Kia, fabricante de automóveis coreana, o levantamento mostra que, enquanto dirigem, casais fazem dos bancos da frente a nova mesa de jantar.

Papo bravo
Assim, os britânicos tomam decisões vitais enquanto escolhem se viram uma rua ou outra, ou se ultrapassam ou não o carro da frente: 43% dos entrevistados disseram já ter resolvido mudar de casa enquanto conversavam no carro; 23% acertaram o casamento; e 12% decidiram ter um filho. Aliás, os tempos, mesmo modernos, já foram mais românticos.

Fraqueza
Existem diversas razões para o sucesso do papo fluir na estrada, que vão além do conforto dos carros e da propagada falta de tempo. O problema, como mostra a pesquisa, não está na máquina e sim no ser humano, que se vale do que cria para amenizar a fraqueza. A maior parte dos entrevistados - 38% - disse preferir o carro para discutir assuntos capitais, pois ali um dos lados não pode escapar.

Vale tudo
Já 28% dos ouvidos gostam da intimidade provocada pelo tête-à-tête automotivo, enquanto 21% pensam diferente e acreditam que o papo flui porque não ocorre a mesma intimidade em outro local. Outros 23% gostam do automóvel porque lá não se distraem com outros detalhes. Decisões como onde passar as férias, qual o carro novo a ser comprado e como decorar a casa também são travadas entre trocas de marcha e pisadas no freio. Assim como assuntos graves, já que 25% disseram ter terminado um relacionamento e 7% até pedido o divórcio no balanço da suspensão.

Harmonia
Se o carro se transforma em palco de decisões importantes, uma solução pode ser harmonizar o ambiente. Já existe quem adote as técnicas do feng shui dentro do automóvel. A saber: é uma arte chinesa de mais de 5 mil anos, que busca a harmonia dos ambientes nos quais as pessoas vivem e trabalham. As teorias são baseadas no pensamento chinês I Ching junto com as leis do yin yang e dos cinco elementos vitais em toda a cultura chinesa.

Cópias
Se a indústria automobilística chinesa adotasse suas práticas milenares, em vez de gastar sua sabedoria com cópias de projetos europeus e americanos, teria um acessório único para seus veículos. Mais que isso, um item fundamentado por pesquisas e que cairia como luva e desceria como um gole de chá para o insano público ocidental.

Pouco
Porém, o que se apresenta e começa a ser vendido no final de setembro é o primeiro lote da minivan Change Ideal, com motor 1.0, de 47cv e pelo preço de R$ 23 mil. No início, virá da China, e a partir de 2008 será produzida no Uruguai. Outra também que está desembarcando é a Chana, apresentada no último Salão do Automóvel de São Paulo. Ambas longe de qualquer harmonia.

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