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Estado de Minas

Corrida maluca em BH


postado em 09/10/2011 18:43 / atualizado em 09/10/2011 23:19

(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)

Belo Horizonte recebeu no último domingo a quarta edição brasileira da Red Bull Soapbox Race, corrida de carrinhos malucos morro abaixo. O “morro” escolhido como cenário foi a Praça do Papa, que foi devidamente caracterizada: a escadaria virou uma rampa, usada para impulsionar os carrinhos; o circuito de 450 metros de extensão foi demarcado por fardos de feno; além de diversas armadilhas, tudo em nome das batidas, capotagens e mergulhos no grande “colchão” de palha que aguardava os competidores na linha de chegada.

(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)
(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)

LOTADO De acordo com a organização, o evento reuniu 57 mil pessoas, que enfrentaram o sol e calor que assolavam a cidade. Para quem não chegou cedo para garantir um bom lugar, mais perto da pista, foi preciso encarar um trânsito complicado até chegar à praça. O evento acontece desde 2000, quando a primeira edição foi sediada em Bruxelas, na Bélgica. No Brasil, a corrida já foi realizada em Balneário Camboriú (SC), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS).

(foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)
(foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)

PALPITES É educativo constatar que ninguém vence antes de entrar na pista. Ainda no sábado, esta reportagem arriscava palpites baseados em características dos projetos. Duas apostas certas eram os carrinhos da equipe Glitter, a única totalmente feminina, cujo modelo tinha a forma aerodinâmica de um tubo de esmalte, e da equipe Kibe, que projetou uma caixa de fósforos, resultando em um carro baixo e largo que deveria mostrar muita estabilidade. Nenhuma rendeu muita coisa. Já o carrinho de supermercado da equipe Mercadorama era nossa aposta de capotagem, devido à altura e bitolas curtas. Mas até que o carrinho seguiu bem.

 

(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)
(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)

BIGA Um dia antes da corrida, foi possível conferir os 50 carrinhos que disputaram a corrida fazendo os últimos preparativos. Muitos reclamavam que as máquinas tinham sofrido avarias durante o transporte. Bem-humoradas, as equipes explicavam o conceito de suas criações. “A ideia inicial era fazer um cavalo de Troia, mas a falta de recursos e de tempo nos levou a construir uma biga, que faz alusão a uma corrida. Gaius foi um grande corredor de biga!”, explicou Vinícius Pereira, piloto da equipe Gaius. Mas diferentemente do personagem histórico, o piloto da biga moderna logo bateu o belo carrinho.

 

(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)

ACIDENTES DE PERCURSO Porém, o mais legal da corrida são os saltos, batidas e capotagens. Nesse quesito podemos citar a cabritada (empinada) da Kombi da equipe Lost Dharma, o mergulho na palha do Bob Esponja na linha de chegada, a mordida na grade de proteção do tubarão da Autotuba de Bahamas, o cavalo de pau do carrinho Caverna do Dragão (“O Mestre dos Magos sempre ajuda!”, disse um integrante da equipe), o carro de boi afundando os “animais” no feno, as capotagens das equipes Gamemaníacos, Mosquito Racer Car e E.T. Bulls (de Varginha!).

 

(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)
(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)

PILOTOS Três pilotos se destacaram na pista: Fred Flintstone, que segurou seu carro pré-histórico de uma saída de traseira; o Homem-Pássaro, que conseguiu “domar” o veículo depois de um salto na rampa seguido por uma aterrisagem de lado; e o Papalegos, que impediu que o carro rodasse por grande parte do percurso até o capotamento. Não tem bom piloto que segure um mau projeto de engenharia.

 

(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)
(foto: Fábio Piva/Red Bull Content Pool)

PERFORMANCE Antes de entrar na pista, as equipes tinham que fazer uma apresentação de acordo com a concepção do carrinho, com direito a trilha sonora. Destaque para a performance da equipe Circo Volante; para a trilha do Poderoso Chefão, seguida por Al Capone (do Raul Seixas), da Le Mafiosos; e a apresentação da equipe Trem das Onze, inspirada na composição de mesmo nome, de autoria de Adoniran Barbosa. Alguns carrinhos eram carismáticos, como as charmosas orelhonas do cachorro da equipe Ao Infinito e Além, o rinoceronte Rambi, da Donkey Kong, e o 14 Bis da Voando Baixo.

 

(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)

OS PREMIADOS Existem controvérsias quanto à escolha do júri e o voto popular, que não valia nada no evento. O grande campeão foi o fogão a lenha da equipe Red Bule Uai Sô, seguido pelo veículo-protesto Regresso Nacional, ficando o terceiro lugar para a viatura Se Beber não Dirija e não Case. Um dos jurados, o músico Wilson Sideral, elogiou a disposição das equipes e do público e a performance vaquinhas da equipe E o Curral Desce a Serra, de fato digno da menção. Segundo um integrante da equipe, o veículo tinha “16 tetas de potência”. A equipe mais veloz foi a cueca da SCV (Scuderia Cuecas Voadoras), que cumpriu o percurso em 33 segundos.

 

 

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