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Estado de Minas ROLIMÃ

O que muda é a escala

Maior diferencial entre a Fenatran e o Salão do Automóvel é a escala dos veículos


postado em 30/10/2011 19:14 / atualizado em 30/10/2011 20:50

(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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O Salão Internacional do Transporte, mais conhecido como Fenatran, ocorre a cada dois anos, como o Salão Internacional do Automóvel, ambos realizados no pavilhão de exposições do Anhembi. Mas será que há outras coincidências entre os eventos? O Vrum foi conferir a 18ª edição da feira, que terminou sexta-feira, e após muito andar, podemos afirmar que o que muda mesmo é a escala. Vamos pegar alguns pontos em que o mundo dos comerciais não se diferencia tanto do ambiente dos automóveis.

 

Veja fotos das modelos na Fenatran

 

(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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FUTURISTAS Se o Salão do Automóvel atrai número considerável de conceitos, os grandalhões futuristas ainda não são tão comuns por aqui. Alguns são caminhões prontos para a produção, como o International AeroStar, que será produzido no país a partir de 2013. Mas também teve caminhão vindo do futuro o Iveco Glider, conceito apresentado no Salão de Hannover, na Alemanha, em setembro. Equipado com câmeras no lugar de retrovisores, LEDs por todos os lados e interior arejado, estilo lounge, o Iveco segue à risca a cartilha dos conceitos automotivos.
(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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VERDUGOS Nem tudo é força bruta. Figurinhas repetidas em salões automotivos, os híbridos também estiveram presentes. A MAN exibiu protótipo que usa acumuladores hidráulicos para guardar energia gerada em frenagens, na medida para aplicações como a coleta de lixo, marcada pelo para e anda. O sistema é mais barato que o uso de superacumuladores, como na Fórmula 1, ou baterias de íons de lítio. E a Scania assumiu o etanol como saída e apresentou o P270 movido ao combustível vegetal.
CASA NA BOLEIA O Iveco Glider pode até ser chamativo, mas você não vai trombar com um tão cedo (nem deve; mantenha distância dos caminhões). Porém, o prêmio de caminhão mais chamativo da feira vai para o International LoneStar, ou estrela solitária, nome bem texano. O extrapesado da marca ianque é um daqueles enormes caminhões bicudos, com acres de cromados, luzes que parecem decoração de Natal e sala de estar com piso imitando madeira. Sala? Pois é, chamar a cabine do LoneStar de boleia é maldade. Equipada com sofá estilo doméstico (retire as almofadas do canto para se ter uma cama) e área de circulação com porta-trecos por todos os lados, o caminhão vai custar mais de R$ 500 mil por aqui, preço de Mercedes-Benz Classe S %u2013 mas tente fazer um frete com o grande sedã alemão.
(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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CAVALOS DE CORRIDA Em um mundo que está sempre de olho nos custos de operação, um caminhão esportivo seria um disparate. Mas não quer dizer que o visual dos modelos da Fórmula Truck não possa ir para as ruas, como provam os Ford Cargo 1932 customizados pela montadora. O Shelby segue a cartilha da preparadora texana e traz cor laranja, faixas e apêndices aerodinâmicos, além de traseira que imita a de um Mustang Shelby, com direito às mesmas lanternas e interior em bancos tipo concha e volante esportivo. O escapamento tem borboleta, que muda o ronco do motor, enquanto os freios são a discos duplos ventilados e a suspensão e pneus mais baixos. O motor é um seis cilindros Cummins 8.3 de 416cv. Já o Cargo Black investe nos cromados e recebeu o nome em razão da cor, que varia entre o preto e o roxo. Agora, se potência é o negócio, ninguém ganha do Scania V8 Highline R620, equipado com motor V8 15,6 de deixar um Camaro V8 6.2 encolhido no canto, com 560cv ou 620cv. Claro que nenhum deles é para correr, mas colocam qualquer esportivo literalmente %u201Cna caçamba%u201D.
(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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CHINESES VEM AÍ Falando em carro de passeio, a edição 2010 do Salão Internacional do Automóvel foi marcada pela profusão de fabricantes chineses, de todos os tipos, com modelos que iam dos R$ 22 mil aos R$ 100 mil, por baixo. Todos marcados pelo custo/benefício, desfiando listas de equipamentos que quase sempre trazem itens como duplo airbag e freios ABS a preços convidativos. É o caso também do Foton Aumark, caminhão leve chinês que vem com ar-condicionado e freios antibloqueio por preços anunciados como convidativos. A marca até pensa em produzir o modelo no Brasil, mas deixa em suspenso diante do aumento do IPI para importados. O Effa JMC é outro que também investe em itens de conforto. Da mesma forma, o custo/benefício é a marca de outros fabricantes chineses, como a Sinotruk e Shacman.
(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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TAPINHA O chefão da General Motors, Alfred P. Sloan, inventou na década de 1930 o conceito de obsolescência programada, ou seja, introduzir novidades nos modelos a cada ano para deixar os anteriores com cara de velho. Truque antigo manjado por todas as marcas, até de caminhões, que também adotaram a prática do %u201Cestica e puxa%u201D há tempos. A linha 2012 da Mercedes-Benz, por exemplo, desfilou estilo com faróis irregulares em máscara negra e outros retoques. Para mudar vale até trocar de nome. Foi o caso da chinesa Chana, que correu da piada fácil e adotou outro nome de guerra: Changan.
(foto: Julio Cabral/EM/D.A.Press)
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