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Estado de Minas ROLIMÃ

Roteirizando automóveis


postado em 20/11/2011 20:51 / atualizado em 20/11/2011 21:01

(foto: Honda/Divulgação)
(foto: Honda/Divulgação)
Se todo salão tem um pouco do lugar onde é realizado, o de Los Angeles sai na vantagem em termos de inspiração, do clima ensolarado à indústria cinematográfica. E é justamente o mundo do cinema que dá o tom do concurso de design do evento, que abriu as portas sexta-feira e fica aberto até domingo que vem. Entrando na sua oitava edição, o concurso tem como tema os carros de cinema do amanhã: além dos modelos, as marcas também têm que apresentar minirroteiros cinematográficos. Daí podem sair estrelas equivalentes ao DeLorean DMC 12, de De volta para o futuro. Então, é bom conhecer as seis propostas.

(foto: Honda/Divulgação)
(foto: Honda/Divulgação)
BANGUE-BANGUE A criação do concurso se deu pela grande concentração de estúdios de design na Califórnia. O estado e as reminiscências do Velho Oeste serviram de inspiração para a Honda na criação do conceito IH, ou intelligent horse (cavalo inteligente). A marca criou o modelo para o filme High noon, ou Meio-dia, mesmo nome do faroeste de 1952 dirigido por Fred Zinnemann, com Gary Cooper no papel principal – lançado aqui como Matar e morrer. A semelhança fica apenas no título: no filme da Honda, passado séculos à frente, o mundo foi atingido por um grande meteoro. No ambiente pós-apocalíptico, a marca lança um veículo que pode ser produzido em qualquer lugar (algo vital em um mundo sem malha industrial) e roda em estruturas mais parecidas com ferraduras do que rodas.

(foto: Subaru/Divulgação)
(foto: Subaru/Divulgação)
CONSTELAÇÃO A também japonesa Subaru foi outra que apostou no pós-apocalipse – que faz parte da cultura popular americana. No filme Dividido, a história se passa 200 anos depois da parada da rotação da Terra, o que dividiu o planeta em dois hemisférios: um em que sempre está de dia e o outro imerso eternamente na noite. Curiosamente, o lado escuro é mais desenvolvido por ficar a salvo da radiação solar, mas o sistema de geração de energia à base de um mineral raro é comprometido pela falta do material. Em busca do mineral, um time de quatro intrépidos, incluindo um gato mascote mágico (como nos desenhos animados), parte para o outro lado do mundo em um Subaru Horizon (ou horizonte). Os nomes dos personagens homenageiam a marca: o motorista Alcione refere-se ao antigo modelo, tal como o navegador Maia (nome do pequeno Subaru 360 em alguns mercados), enquanto o mecânico Merope refere-se a um telescópio da marca. O felino se chama Plêiades, nome da constelação símbolo da Subaru.

(foto: Hyundai/Divulgação)
(foto: Hyundai/Divulgação)
CONDESSA A Hyundai foi mais romântica e criou o filme A condessa da Sibéria. A história é centrada na condessa Elena, filha de vampiros, nascida em 1829 e ex-espiã soviética na Segunda Guerra Mundial. Claro que depois do conflito ela passa a combater o comunismo (afinal, o concurso é americano) e para manter sua invisibilidade vampiresca tem dois veículos que ficam invisíveis durante o dia: o MPV Stratus Sprinter e a aeronave DB Atlant, que leva o automóvel. Coisa de thriller de espionagem.

(foto: Mercedes-Benz/Divulgação)
(foto: Mercedes-Benz/Divulgação)
LE MANS A Mercedes-Benz não fugiu do seu passado e criou um filme muito parecido com sua trajetória nas pistas: Relâmpago prateado. A estrela toma emprestado o apelido dos antigos Flecha de prata. Mais curiosos são os motoristas: uma dupla de dummies (Hans05 e Franz02) que, cansados de levar pancadas, fogem ao volante da máquina, enfrentando o vilão chamado adequadamente de Dr. Barreira – pouca coisa deveria meter mais medo em um crash test dummy que uma barreira. O Flecha de prata tem muito dos modelos de pista dos anos 1930 e do SLR da década de 1950, mas com esteiras multidirecionais no lugar das rodas.

(foto: Smart/Divulgação)
(foto: Smart/Divulgação)
PARKOUR O grupo inscreveu também a Smart no concurso. A marca criou o filme Annie pega as vovós, que conta a história da repórter Annie, que descobre um dia que os robôs vovós desapareceram na cidade de Cantpark City. A metrópole é pobre em espaços para estacionar, então Annie apela para o seu Smart 341 Parkour, que, como o nome indica, tem a agilidade de um praticante de parkour, aquele esporte urbano que envolve a superação de obstáculos. Se a maior arma do Smart Fortwo é o tamanico, sua versão futurista é capaz de escalar paredes e até voar, algo essencial para a repórter ter a melhor visão na sua busca.

(foto: Maybach/Divulgação)
(foto: Maybach/Divulgação)
CINDERELA Nem a Maybach ficou de fora. A marca de luxo da Mercedes-Benz tem mais apreço pelo passado que pela atualidade, em que não vende nada. Por isso mesmo criou um roteiro chamado simplesmente de Cinderela. O carro, como o título leva a imaginar, é na verdade uma carruagem chamada simplesmente de Berline, em homenagem às antigas carruagens de quatro rodas com cabine centralizada. O modelo é um projeto do pai da personagem principal, Cindy. A garota vive com a sua madrasta (uma atriz aposentada) e sua filha mimada, que passa seus dias no Clube dos Bilionários, enquanto Cindy fica na oficina do pai. Ele a presenteia com um passeio no seu novo protótipo no aniversário da filha, uma jornada na qual ela se apaixona por um estranho. Tudo com muita privacidade, já que a carruagem moderna dispensa o abelhudo chofer.

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