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Estado de Minas ROLIMÃ

Repórter movido a gasolina


postado em 11/12/2011 18:09 / atualizado em 11/12/2011 18:58

(foto: Hergé/Reprodução)
(foto: Hergé/Reprodução)
As aventuras do repórter Tintim fazem sucesso desde 1929, quando o quadrinista e roteirista belga Hergé apresentou o personagem. Pontilhadas de bom humor, viagens pelo mundo, figuras destrambelhadas e muitas reviravoltas, as histórias do curioso repórter também não deixam de lado os carros recriados pela pena de Hergé. Se as novas gerações tiveram mais contato com os desenhos, os quadrinhos ganharam popularidade renovada graças à animação As aventuras de Tintim: o segredo do unicórnio, dirigida por Steven Spielberg. Não que os 24 livros lançados entre 1929 e 1976 tenham vendido pouco: foram mais de 300 milhões de cópias, além de traduções para 80 línguas. A adaptação estreou na Europa em 23 de outubro e rendeu até agora cerca de US$ 220 milhões (custou US$ 120 milhões), mas só chegará ao Brasil em 20 de janeiro de 2012.
(foto: Columbia e Paramount Pictures/Divulgação)
(foto: Columbia e Paramount Pictures/Divulgação)
ANIMAÇÃO O filme foi produzido com sistema de captura de movimentos, no qual interpretação e gestos de um ator servem para criar um personagem de computação gráfica. Quem faz o Tintim é o britânico Jamie Bell, que despontou para o estrelato em Billy Elliot, em 2000. A animação é produzida por Peter Jackson, que se valeu da tecnologia de captura na série Senhor dos anéis, que consagrou o Gollum, uma atormentada criatura digital. Falando no hobbit bonzinho-malvado, o ator britânico que deu vida ao personagem, Andy Serkis, faz o capitão Haddock, fiel companheiro de Tintim. O único personagem que não teve um ator como base foi o terrier Milu. O melhor? A animação parece um filme tradicional, como podemos ver no pôster em que não só o jornalista e o Milu foram recriados à perfeição, como também o Citroën 2CV estacionado.
(foto: Hergé/Reprodução)
(foto: Hergé/Reprodução)
PRIMEIRÃO Nascido em 1907 e falecido em 1983, Hergé, ou Georges Remi (o nome artístico reproduz a maneira como são pronunciadas as iniciais do autor na língua francesa), foi um grande apaixonado pelo mundo automotivo. E nada traduziu melhor essa paixão do que a série As aventuras de Tintim, iniciadas em 1929. A aventura de estreia, Tintim no país dos sovietes, já tinha grandes carros da época em destaque, como esse Mercedes-Benz 15/60 Torpedo de 1924, que arrebatava corações em versões com até 100cv.
(foto: Hergé/Reprodução)
(foto: Hergé/Reprodução)
(foto: Hergé/Reprodução)
(foto: Hergé/Reprodução)
DETALHISMO Com o tempo, o traço simples de Hergé foi ganhando em fidelidade. Em nome do realismo, até o Milu deixou de falar ou pensar alto, enquanto os carros foram se tornando cada vez mais fidedignos. Como seria esperado, os veículos europeus roubam a cena. Todos fielmente reproduzidos, a exemplo do Citroën 2CV dirigido pelos desastrados detetives Dupond e Dupont em O caso girassol, de 1956, álbum recordista no número de carros. Nem os ônibus foram esquecidos na edição, incluindo um belo Saurer 3 CH, produzido na Suíça.
(foto: Hergé/Reprodução)
(foto: Hergé/Reprodução)
ROTEIRO O filme vai misturar as histórias de O caranguejo das pinças de ouro, do qual pega emprestada a história do encontro entre Tintim e o capitão, e O segredo do unicórnio, que conta a história do naufrágio protagonizado pelo antepassado de Haddock. Já foi possível vislumbrar nos trailers alguns carros, como um Ford V8 azul, além de um Jeep vermelho, igualzinho ao da capa de Tintim no país do ouro negro, de 1950.
(foto: wikipedia.org/Reprodução da internet)
(foto: wikipedia.org/Reprodução da internet)
(foto: universityblog.wordpress.com/Reprodução da internet)
(foto: universityblog.wordpress.com/Reprodução da internet)
(foto: wikipedia.org/Reprodução da internet)
(foto: wikipedia.org/Reprodução da internet)
FROTA Para tentar expor toda essa frota, o francês François de Dardel dedicou em 2003 uma parte de seu site apenas para esses carros (dardel.info/tintim). Na Bélgica, onde Hergé tem status de herói nacional, a conexão entre o autor e o mundo automotivo foi homenageada. Os automóveis dos livros foram expostos no Salão de Bruxelas de 2006, sempre junto aos desenhos. Estava lá o Lancia Aprilia de Tintim no país do ouro negro, de 1950, além daquele primeiro Mercedes-Benz 15. A associação é inevitável. Na estreia do filme em Bruxelas, foram levados automóveis reais acompanhados das imagens dos quadrinhos, caso do Lancia Aurelia B20 também presente em O caso girassol.
(foto: database43.com/Reprodução da internet)
(foto: database43.com/Reprodução da internet)
MERCHAND É claro que essa ligação foi explorada comercialmente. O repórter volta e meia fazia uma propaganda de algum automóvel, dos incomuns franceses da Panhard ao mais convencional Citroën LN de 1976. A gurizada que se divertia lendo as historinhas e admirando os possantes ainda podia puxar a barra da saia da mãe e pedir de presente um desses brinquedos em escala. Miniaturas com direito aos personagens, como a reprodução feita pela chinesa Atlas em escala 1/43: o sobrecarregado Fordinho T que estrela a segunda aventura do herói, Tintim no Congo, de 1931.

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