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Estado de Minas ROLIMÃ

Dentro e fora


postado em 15/01/2012 15:37 / atualizado em 17/01/2012 16:46

(foto: Pedro cerqueira/EM/D.A.Press)
(foto: Pedro cerqueira/EM/D.A.Press)
Durante muito tempo, o Salão de Detroit foi um show exclusivo para o mercado local. Isso começou a mudar há anos. Afinal, o evento abre a agenda dos salões tradicionais, servindo de palco para a apresentação de produtos destinados não apenas aos Estados Unidos. Após falarmos muito sobre os lançamentos, decidimos reunir no Rolimã algumas curiosidades flagradas na cidade e no próprio evento.
(foto: Scott Olson/AFP)
(foto: Scott Olson/AFP)
PADRINHO Ao se buscar imagens do salão entre as agências jornalísticas internacionais, uma figura se destacou em dezenas de fotos. Não se trata de um executivo local, mas de Sergio Marchionne. O chefão da Fiat ganhou ainda mais status após adquirir 58,5% da Chrysler. Nas fotos, ele circula com secretários de governo, como o do Comércio, John Bryson. Nenhum carro foi tão clicado, muito menos outros executivos.
(foto: Rebecca Cook/Reuters)
(foto: Rebecca Cook/Reuters)
CONVERTIDO O chefão da Fiat tomou lugar de outras estrelas executivas. Algumas já tiveram o seu tempo. Bob Lutz, um dos grandes nomes da General Motors até 2010, deixou de lado a marca quando se aposentou. Mas não conseguiu largar mão de Detroit. No salão, o executivo promovia a marca Via Motors, especializada em converter carros beberrões com motor V8 (como essa van da própria GM) em modelos de autonomia estendida, equipados com um pequeno propulsor a gasolina para recarregar as baterias elétricas. Claro que ainda não sabemos se são elétricos de verdade, lembrando que outra cria de Lutz, o Chevrolet Volt, recorre ao motor a gasolina para ser impulsionado, e não apenas ao elétrico.
(foto: Stan Honda/AFP)
(foto: Stan Honda/AFP)
PEQUENOS Se os grandes executivos e marcas dominam o cenário, Detroit também teve espaço para os pequenos. É o caso da Falcon Motors, americana que apresentou o superesportivo F7. Serão 10 unidades construídas por ano. Parece brincadeira, mas o mercado de supercarros deve continuar crescendo segundo estudo da britânica McLaren. Resta saber se o F7, por módicos US$ 225 mil, cerca de R$ 400 mil, vai pegar.
(foto: Rebecca Cook/Reuters)
(foto: Rebecca Cook/Reuters)
ABANDONO No geral, a indústria automotiva americana ensaia uma recuperação, motivada não apenas pelas melhorias na economia mas também pela necessidade de renovação da enorme frota do país. As marcas recomeçam a apresentar lucro e, depois de muito tempo, contratam com maior vigor. Ainda assim, a cidade sofre com a desindustrialização. É o que podemos ver andando pelas vizinhanças, em que casas abandonadas ou até mesmo queimadas compõem quarteirões inteiros. O ar desolado das fábricas é espelhado nos arredores, como podemos ver nesta foto tirada da janela de uma antiga planta da Packard.
(foto: Jeff Kowalsky/Reuters)
(foto: Jeff Kowalsky/Reuters)
PROTESTO O desemprego da cidade foi medido em 13,5% em novembro último. Mas especialistas apontam que o pleno emprego (índice de 4%) pode ser atingido em poucos anos. Não por milagre, mas porque a população está diminuindo, derrubando as taxas. No ranking de cidades mais miseráveis dos Estados Unidos, feito pela revista Forbes, Detroit ficou em 15º lugar, enquanto Flint se classificou na 11ª posição. Pedindo trabalho, ex-operários se reuniram na frente do Cobo Hall, onde é realizado o evento. Em época de crise, o sindicato United Auto Workers pode decidir a sobrevivência de uma marca, como foi com a Chrysler, ou de uma planta.
(foto: Rebecca Cook/Reuters)
(foto: Rebecca Cook/Reuters)
HOFFA A força sindical é herança da primeira metade do século 20, quando se destacaram líderes como Jimmy Hoffa. O controverso cidadão foi o chefe do sindicato dos caminhoneiros Teamster até 1975, quando desapareceu. Até hoje dão como certo o assassinato de Hoffa, mas nunca encontraram o corpo. Curiosamente, o livro Weasel, a double life in the mob (Doninha, uma vida dupla na máfia), escrito pelo jornalista canadense Adrian Humphreys, no ano passado, aponta o Renaissance Center, a famosa sede da GM, como a sepultura de Hoffa. Quem fala isso é o antigo capanga e motorista do chefão, Marvin Elkind. Terá sido tudo uma praga do ex-mafioso?

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