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Estado de Minas ROLIMÃ

50 anos de bondcars


postado em 05/02/2012 19:03 / atualizado em 05/02/2012 19:46

(foto: EON Productions/Reprodução)
(foto: EON Productions/Reprodução)
Quem olha para o ator Daniel Craig talvez não enxergue isso, mas o James Bond está perto de completar 60 anos. O personagem criado pelo inglês Ian Fleming apareceu pela primeira vez na literatura em 1953, em Cassino Royale. Mas o arquétipo do espião sedutor só entraria nas telonas da maneira que o conhecemos só em O satânico dr. No, que completa cinquenta anos em 2012. Foi justamente esse o filme que deixou claro que o negócio do James Bond não é apenas o jogo da sedução e a intriga internacional, como também os carros. E é em homenagem ao cinquentenário dos Bond cars que criamos esse Rolimã.

(foto: Warner Bros./Reprodução)
(foto: Warner Bros./Reprodução)
007 E MAXWELL SMART Em Dr. No, James Bond ainda não era patrocinado por marcas famosas, mas tirou onda ao volante de um Sunbeam Alpine 1961. O roadster não foi escolhido por ser britânico, pois o carro seria o único disponível na locação. O modelo seria mais lembrado como o carro do atrapalhado Maxwell Smart, o famoso Agente 86 da série lançada em 1965 e estrelada por Don Adams. Voltou até no remake de 2008, no qual Steve Carrell leva o conversível em versão V8 para uma curiosa perseguição.

(foto: EON Productions/Reprodução)
(foto: EON Productions/Reprodução)
VOU DE BENTLEY O Bond das telonas parecia não se entender com o seu eu literário quando o assunto era automóvel. Porém, no segundo filme da série os astros se alinharam. Em Moscou contra 007, de 1963, 007 dirige um Bentley 3 1/2 liter. O famoso três litros e meio foi lançado em 1933 como o primeiro modelo da marca produzido sob a tutela da Rolls-Royce, que adquiriu a Bentley em 1931 em plena crise causada pela quebra de Wall Street, em 1929. Era um belo carro, com motor de seis cilindros em linha e 110cv. O Bentley 3 litros original era um quatro cilindros e deu lugar ao 4.5 litros. O aumento da litragem levou Walter Bentley a proclamar a máxima %u201Cthere is no replacement for displacement%u201D, ou seja, não há substituto para cilindrada. Bond ao menos mostrou isso na segunda vez que dirigiu um Bentley no cinema.

(foto: EON Productions/Reprodução)
(foto: EON Productions/Reprodução)
PANELA VELHA Curiosamente, Sean Connery voltaria a dirigir um Bentley em Nunca mais outra vez, de 1983. Um 4.5 litros também conversível de 1937 é a montaria do alquebrado Bond. Há uma cena na qual um porteiro recebe o carro de suas mãos e diz %u201Ccom certeza não fazem mais desses%u201D, ao que o espião replica %u201Csim, mas ainda está em boa forma%u201D, quase que vestindo a carapuça.

(foto: Stan Honda/AFP)
(foto: Stan Honda/AFP)
MARTIN, ASTON MARTIN Para os fãs dos carros do Bond, só um modelo deveria existir: o Aston Martin DB5. Até hoje, o modelo é considerado a mais bem-sucedida inserção de um automóvel num filme. Em 007 contra Goldfinger, o espião finalmente ganha um carro preparado para o seu cotidiano arriscado, cheio de perseguições, tiroteios, emboscadas e namoros convenientemente breves. Curiosamente, no livro o espião também dirige um Aston Martin, no caso um DB3. Afinal, que outro carro inglês poderia reunir tanta elegância e desempenho quanto um Aston Martin? Imagine só se fosse um Rolls-Royce e Bond perguntasse ao Q, (famoso preparador de carros do Serviço Secreto da rainha) qual é a potência daquele carro? Ao que Q replicaria %u201Csuficiente%u201D. Isso deixaria o espião inseguro em qualquer perseguição.

OPCIONAIS E TANTO Mas o DB5 fez sucesso mesmo graças ao especialista de efeitos especiais John Stears, que incluiu uma série de itens não disponíveis como opcionais. Entre eles estão as metralhadoras Browning embutidas nos piscas dianteiros, ao estilo dos caças da Segunda Guerra Mundial, que também influenciaram a blindagem traseira, normalmente encontrada atrás dos assentos dos pilotos de caças. Falando em caças, o carro tem assento do passageiro ejetável. Também haviam outras armadilhas, como o para-choque de impulsão retrátil, as lâminas embutidas no cubo das rodas, sem falar no esguicho de óleo, cortina de fumaça e, até mesmo, placas rotativas. Elas deram o tom dos futuros Bond cars, capazes de fazer tudo, desde virar um submarino (Lotus Esprit) a ficar invisível (Aston Martin Vanquish).

(foto: serioustoys.com/Reprodução da internet)
(foto: serioustoys.com/Reprodução da internet)
BRINCADEIRA DE CRIANÇA Parece coisa de brinquedo e até virou miniatura oficial feita pela inglesa Corgi, em 1965, para promover 007 contra a chantagem atômica (Thunderball) entre o público infantil, apaixonado pelas invenções do Q. Dourado, o modelinho vendeu 2,7 milhões de unidades em um ano. Um dos DB5 usados no filme foi vendido pela RM Auctions e Sotheby%u2019s com todas as traquitanas, em outubro de 2010, por 2,6 milhões de libras esterlinas (equivalente a R$ 7 milhões). A associação com fabricantes britânicos foi firme e rendeu, além dos Aston, a participação do Lotus Esprit.

(foto: Ustin Tallis/AFP)
(foto: Ustin Tallis/AFP)
COLEÇÂO AGITADA Embora James Bond tenha outros símbolos materiais, como a pistola Walther PPK de 9mm, afora o costume de beber martinis batidos e não mexidos, os carros são o grande lance do agente secreto. Por isso mesmo, rendeu a exposição Bond in motion (Bond em movimento) realizado no museu automotivo de Beaulieu, na Inglaterra, que reuniu 50 veículos para celebrar os 50 anos dos filmes. Entre eles, os BMW Z3, Z8 e 750i usados nos anos 90, quando a marca alemã fechou acordo para colocar seus carros na série.

(foto: Ustin Tallis/AFP)
(foto: Ustin Tallis/AFP)
PERDA TOTAL A Ford retomou a parceria em nome da Aston Martin, aproveitando também para inserir modelos seus, como o Thunderbird e Ka, além do Jaguar XKR. Primeiro foi o Vanquish, ainda pilotado por Pierce Brosnan em Um novo dia para morrer, de 2002. Mas os Aston seriam tratados com menos carinho nos filmes seguintes, já com Daniel Craig no papel principal. Em Casino Royale (2006), o DBS capota várias vezes em uma cena, e em Quantum of solace (2008) já começa o filme em uma daquelas perseguições cheias de batidas. Um fato interessante é que a exposição mostrou esses carros no estado que ficaram.

(foto: Ustin Tallis/AFP)
(foto: Ustin Tallis/AFP)
PEQUENA NELLIE Claro que a ação não se limita aos veículos terrestres. Os filmes sempre tiveram barcos velozes, sejam civis ou armados até os dentes, e aeronaves, tão incomuns quanto os carros. Embora a coleção de aviões seja variada, nenhum aparelho voador chamou tanta a atenção quanto o autogiro Little Nellie usado em Com 007 só se vive duas vezes, de 1967. Pequeno como o nome indica, o aparelho é uma espécie de helicóptero misturado com avião. É que as hélices de cima só se movem com o vento, sendo que o aparelho é impulsionado pelo motor traseiro, como em um avião tradicional. Cheio de armas, o aparelho foi criado como W116 pelo inglês Kenneth Wallis, que posa ao lado da sua invenção.

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