Chevrolet Celta - De olhos arregalados

Alteração de estilo deixa compacto da GM parecido com outros modelos da marca. Painel foi redesenhado, estabilidade e consumo agradam, mas nível de ruídos é alto

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postado em 23/05/2006 16:12 Paulo Eduardo /Estado de Minas
O Celta tem linhas agradáveis e ficou melhor com a reestilização, em que os faróis grandes são o destaque. Na traseira, as linhas tiveram alteração significativa e ficaram semelhantes às do monovolume Zafira, evidência da identidade. - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 10/5/06 O Celta tem linhas agradáveis e ficou melhor com a reestilização, em que os faróis grandes são o destaque. Na traseira, as linhas tiveram alteração significativa e ficaram semelhantes às do monovolume Zafira, evidência da identidade.
Na primeira geração, os faróis estreitos realçam o conjunto; na segunda, são notados assim que se vê o carro. A tampa traseira tem novo desenho. As alterações deixam o modelo parecido com o restante da família, com faróis grandes e grade frontal idêntica. É tendência atual que todas as marcas tenham identidade própria.

É no interior que está uma das principais alterações de estilo em uma peça que era medonha: o painel central. O modelo anterior carece de arte final. É apenas um esboço. As alterações começam no quadro de instrumentos - É completo na versão Super, a mais equipada, incluindo indicador de temperatura de motor, que agora é analógico, e tacômetro (conta-giros). As aletas de saída de ar têm formato circular e fazem lembra as do Ford Fiesta - e termina no porta-luvas. Se o desenho está melhor, o material plástico usado na construção continua ruim, do tipo seco.

Painéis de porta foram redesenhados. Estão com visual melhor. Até o material do volante parece melhor. A buzina, que era acionada na haste do sinalizador de direção (seta), passa para a parte central do volante. Apesar de não bem aceito no Brasil, a buzina na haste tem acionamento mais fácil. A rejeição é tamanha no Brasil que até as marcas francesas adotam a buzina no miolo do volante. Na França, é na haste.

Fora isso, é o Celta de sempre. Desempenho do motor 1.0 é muito bom com motorista e passageiro e ar ligado no modelo de duas portas, que é mais leve. As rotações do motor sobem rapidamente e acima de 3.500 rpm é produzido som estridente e irritante. Apesar disso, o motor é muito bom, trabalha em rotações elevadas e é econômico. A versão testada tem todos os itens opcionais e acessórios, como as rodas de liga leve sem dispositivo para retirar a calota central, imprescindível para efetuar a troca de pneu (ler avaliação técnica). O nível de ruídos interno é elevado, principalmente em piso irregular.

Espaço interno é limitado no modelo de duas portas e há duas dificuldades em relação ao modelo com portas traseiras: entrar e sair do banco traseiro e afivelar os cintos de segurança dianteiros. É que a coluna B (central) fica mais recuada e obriga o motorista a se contorcer para colocá-lo.

Rack no teto, minissaias laterais para dar acabamento são acessórios e a direção com assistência hidráulica é opcional de fábrica. Até então, era acessório instalado em concessionária. Agora, as duas opções são possíveis. A direção tem a calibragem ideal. Entretanto, o assento do banco foi elevado, reivindicação dos proprietários, mas o volante fica mais baixo. Segundo a engenharia da montadora, a espuma cede com o peso do motorista e o volante fica praticamente na posição anterior.

Os engates do câmbio são macios e leves, mas curso longo da alavanca faz com que o braço esbarre no encosto do banco ao colocar segunda e quarta marchas. Os espelhos retrovisores externos são enormes e compensam um pouco a largura da coluna C (traseira), que diminui a visibilidade.

A frente é baixa e esbarra em saída e entrada de rampa. Estabilidade é uma ótima qualidade do Celta, transmitindo segurança. O conforto é penalizado em piso irregular, com transferência das irregularidades para o habitáculo. Não há apoio de cabeça e cinto de três pontos retrátil no parte central do banco traseiro. Além disso, os apoios do bancos dianteiros são fixos e não cumprem a função integralmente para ocupante de estatura acima de 1,80m. Os freios dão conta do recado. O Celta agrada, tem suas qualidades e mazelas, e é um dos mais vendidos no Brasil.

Características
Motor
Tipo Quatro cilindros em linha, 1.0 8V VHC Flexpower
Posição Dianteiro, transversal
Cilindrada (cm3) 999
Válvulas 8
Diâmetro/Curso (mm) 71,1 x 62,9
Taxa de compressão 12,6:1
Potência (cv/rpm) 70 (G e A) a 6.400
Torque (mkgf/rpm) 8,8 (G) / 9 (A) a 3.200
Combustível Gasolina / Álcool
Transmissão
Câmbio manual de 5 marchas; tração dianteira
Relação das marchas
1ª marcha 4.27
2ª marcha 2.35
3ª marcha 1.48
4ª marcha 1.05
5ª marcha 0.80
3,31
Redução do diferencial 4,87
Suspensão
Dianteira Independente McPherson, molas helicoidais com carga lateral, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás
Traseira Semi-independente com braços oscilantes, molas tipo barril progressivas, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás
Direção
Tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
Freios
Dianteiro Disco ventilado
Traseiro Tambor
Rodas/Pneus
14 x 5,5 / 175/65 R14
Dimensões e Capacidades
Comprimento (m) 3,79
Largura (m) 1,63
Altura (m) 1,43
Entre-eixos (m) 2,44
Porta-Malas (l) 260
Tanque de Combustível (l) 48
Peso em ordem de marcha (kg) 870
Desempenho
0 a 100 km/h (s) 13,5 (G) / 13 (A)
Velocidade máxima (km/h) 156 (G) / 157 (A)
Consumo
Cidade (km/l) 13,7 (G) / 9,8 (A)
Estrada (km/l) 18 (G) / 12,2 (A)
Média (km/l) 15,6 (G) / 10,9 (A)

Fonte: Fabricante

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