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Estado de Minas

Honda Civic 1.8 16V EXS - Muito carro e pouca bagabem (24/06)

Novo Honda Civic 1.8 16V EXS tem como destaques estilo e acabamento interno. Desempenho agrada, mas câmbio automático merece relação de marcha mais curta


postado em 24/06/2006 15:00

Faróis e grade dianteira formam um belo conjunto, de estilo agressivo e moderno. Já a traseira tem desenho que mescla linhas retas e curvas, semelhantes a modelo BMW.(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 15/6/06)
Faróis e grade dianteira formam um belo conjunto, de estilo agressivo e moderno. Já a traseira tem desenho que mescla linhas retas e curvas, semelhantes a modelo BMW. (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 15/6/06)
A Honda sempre contribuiu para reforçar aquela máxima de que os sedãs são automóveis caretas, desenhados para os comportados pais de família e homens de negócios. O Civic seguia bem essa linha, apesar de ter também boa relação custo/benefício pelo baixo índice de manutenção. Mas as coisas mudam e os japoneses também. A nova geração do Civic feita no Brasil mudou radicalmente de estilo e ganhou visual moderno, que certamente deverá atrair público consumidor nem tão comportado. Principalmente aqueles que não dão muita importância ao espaço no porta-malas.

O resultado foi imediato. O novo sedã da Honda já vende mais que seus principais concorrentes, Chevrolet Vectra e Toyota Corolla. A fórmula para atrair o consumidor tem como principal ingrediente o desenho do carro, marcado pelas linhas aerodinâmicas e acentuada inclinação do pára-brisa. Faróis e grade dianteira formam um belo conjunto, de estilo agressivo e moderno. Na lateral, nota-se a linha de cintura elevada, com superfícies lisas. A traseira remete aos modelos BMW, mesclando ângulos retos e curvas. Destaque para as belas lanternas que invadem a tampa do porta-malas.

O compartimento de bagagem é o principal ponto negativo do novo sedã. O Civic teve a medida entre-eixos aumentada em relação ao antecessor, resultando em ganho de espaço interno. Mas o volume do porta-malas diminuiu, comprometendo a principal característica do sedã, que é o espaço para bagagem. Nesse quesito, o novo Civic perde feio para a concorrência.

Na versão testada, a EXS, o acabamento interno é de boa qualidade, com couro nos bancos e parte do painel das portas. O plástico usado no interior do carro também parece ser de boa qualidade, mas o nível de ruídos internos é muito elevado para um automóvel dessa categoria. Os comandos estão bem localizados e o painel tem desenho moderno, dividido em duas partes. Na superior, tem mostrador digital de fundo azul com velocímetro e marcador de nível de combustível e temperatura do motor. Na parte de baixo, conta-giros e mostrador de marcha engatada.
Os instrumentos estão divididos em dois painéis sendo um digital e o outro analógico. Banco traseiro é completo em segurança. Capacidade do porta-malas do Honda Civic é a menor entre os sedãs brasileiros.
Os instrumentos estão divididos em dois painéis sendo um digital e o outro analógico. Banco traseiro é completo em segurança. Capacidade do porta-malas do Honda Civic é a menor entre os sedãs brasileiros.

O volante tem desenho esportivo, com boa pega, ajuste de altura e profundidade e comandos para o som e controlador de velocidade (piloto automático). A posição de dirigir é boa (o banco do motorista tem ajuste de altura) e os grandes retrovisores externos contribuem para melhorar a visibilidade traseira. O carro tem interior espaçoso mesmo no banco traseiro, onde o assoalho é plano e existem cintos retráteis de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes.

SEQÜENCIAL O motor 1.8 16V tem bom torque e potência, mas o ruído de funcionamento em altas rotações incomoda. De acordo com dados fornecidos pelo computador de bordo, o consumo de combustível é elevado, registrando média de 5,8km/l na cidade e 11km/l na estrada. O desempenho é satisfatório e seria melhor se o câmbio automático de cinco velocidades tivesse relação de marcha mais encurtada. Dessa forma, arrancadas e retomadas de velocidade seriam mais eficientes. Para compensar, o câmbio tem a opção de trocas seqüenciais (posição S), sendo que as mudanças podem ser feitas por meio de pequenas borboletas (paddle shift) instaladas atrás do volante. Nessa condição, o desempenho melhora. Na posição D, as trocas de marchas são mais suaves.

A direção foi bem calibrada e tem bom diâmetro de giro, facilitando manobras. As suspensões proporcionam boa estabilidade em curvas, com pouca inclinação da carroceria, mas transferem as irregularidades do solo, causando desconforto. O sistema de freios é eficiente, com discos nas quatro rodas, ABS e EBD (controle de distribuição de frenagem). A versão EXS tem completo pacote de itens de série, mas o preço é um tanto quanto salgado.

Equipamentos:

DE SÉRIE
Airbag duplo, abertura interna do bocal de abastecimento e porta-malas, arcondicionado digital, aviso sonoro de faróis acesos, banco do motorista com regulagem de altura, revestimento interno em couro, controle remoto na chave com alarme sonoro antifurto, controle de áudio e piloto automático no volante, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, porta CDs sob descansa-braço dianteiro, rádio AM/FM/CD Player/MP3, trava de segurança central dos vidros elétricos, travas elétricas das portas, vidros elétricos, brake light, faróis de neblina e retrovisores elétricos com pisca embutido.

OPCIONAIS
Não tem.

Quanto custa? (24/06/2006)
A versão de entrada, a LXS, com câmbio manual, custa R$ 59.600. Com câmbio automático e revestimento interno em couro, a LXS custa R$ 65.700. Já a versão EXS custa R$ 77.600. A versão LX, com câmbio automático e potência limitada em 125cv, destinada a portadores de necessidades especiais, custa R$ 47.967,58.

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