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Estado de Minas

Fiat Doblò 1.8 Flex Adventure - Injeção de ânimo

Motor com tecnologia flexível de combustível melhora desempenho do multiuso. Espaço interno é destaque, mas ruídos e câmbio, não


postado em 29/08/2006 18:16

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM- 18/7/2006)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM- 18/7/2006)
O multiuso Doblò da Fiat sempre teve como destaques o amplo espaço interno, a versatilidade e a boa área para bagagem. Faltava apenas um motor competente, para tirar da inércia um veículo que pesa 1.400 quilos. Com a aplicação da tecnologia flexível de combustível, que permite o uso do álcool, gasolina ou a mistura de ambos, houve um ganho significativo de potência e torque no motor 1.8, melhorando o desempenho do Doblò Adventure. Mas o modelo ainda peca pelo excesso de ruídos e o câmbio merecia engates mais precisos.

MOTOR Por ser um carro pesado, o Doblò Adventure tinha como principal problema o motor 1.8 a gasolina, de 103cv de potência e 17kgfm de torque, que não dava conta do recado, principalmente quando carregado e com ar-condicionado ligado. O carro era lento em arrancadas e retomadas. A solução veio com o motor 1.8 Flex, que possibilitou ganho real de potência de 11cv e de torque de1,5kgfm, com álcool. A mudança foi visível e o carro ficou mais esperto, melhorando o desempenho, tanto na cidade quanto na estrada.

CÂMBIO A Fiat mexeu também no câmbio para melhorar o desempenho do multiuso, mas errou na mão. Poderia ter encurtado um pouco mais as relações de marchas, proporcionando melhor aproveitamento da força do motor. Certamente, o que deve ter pesado nessa decisão foi o consumo de combustível, que não é dos mais baixos. Na cidade, com o carro leve e o tanque com álcool, o computador de bordo marcou consumo médio de 5,6km/l. Já na estrada, não passou dos 9km/l. Com gasolina os números também não são animadores. O câmbio não tem engates precisos, principalmente nas trocas rápidas, mas a alavanca é muito bem posicionada.

DIRIGIBILIDADE A direção com assistência hidráulica foi bem calibrada, mas o diâmetro de giro não favorece as manobras em espaço menores. O volante tem ajuste de altura, mas é fino. Já o sistema de freios, equipado opcionalmente com ABS, funcionou de forma eficiente, principalmente em estradas de terra.
Painel tem instrumentos de fácil visualização. Já o espaço interno é generoso.
Painel tem instrumentos de fácil visualização. Já o espaço interno é generoso.

As suspensões do Doblò proporcionam boa estabilidade em condições normais de uso na cidade. Já na estrada, é preciso cuidado em curvas, pois, como o carro é mais alto, ocorre inclinação da carroceria. Além disso, as suspensões transferem para o interior do carro as imperfeições do solo, principalmente quando o multiuso está carregado.

VERSATILIDADE O principal atrativo do Doblò é sem dúvida a versatilidade. A começar pelas portas laterais corrediças, que facilitam o embarque e desembarque de passageiros no banco traseiro. No interior, amplo espaço interno e porta-malas de bom tamanho, que pode ser aumentado com o banco traseiro rebatido. Os bancos do Doblò não são confortáveis e no do motorista falta ajuste de altura. O painel é funcional e tem instrumentos de fácil visualização. Conta ainda com computador de bordo que informa consumo de combustível, autonomia e tempo de viagem, entre outros.

CONFORTO O acabamento interno do Doblò tem como material predominante o plástico, presente em todos os lugares. São vários porta-objetos distribuídos no interior do carro, atendendo a proposta aventureira da versão. Os ruídos internos são facilmente percebidos e surgem em diferentes pontos do interior do multiuso. A mancada está na porta traseira: a fechadura fica encoberta pelo suporte em que está fixado o estepe. Caso ocorra uma pane no sistema de travas das portas, não há como enfiar a chave na fechadura.

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