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Estado de Minas

VW Passat 2.0 FSI - Preço é o vilão

Injeção direta é novidade na sexta geração do sedã, importado com motor de quatro cilindros. Acabamento vira destaque, mas ruídos incomodam e o valor assusta


postado em 29/08/2006 18:23

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 13/7/06)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 13/7/06)
A injeção direta de combustível é a principal novidade do Passat, que está na sexta geração. Em vez de o combustível ser injetado no coletor de admissão é pulverizado diretamente na câmara de combustão. Isso otimiza combustão, reduz consumo e diminui poluição. Outro destaque são os faróis de xenônio direcionais que figuram na lista de opcionais. O preço do carro aumenta em quase R$ 40 mil na versão completa.

O visual mudou bastante com linhas curvilíneas e abuso de cromados na grade dianteira e laterais. Na traseira, chamam a atenção as lanternas com led (diodo emissores de luz). As dimensões aumentaram, principalmente em comprimento e largura. A distância entre-eixos, um dos fatores determinantes do espaço interno, tem acréscimo insignificante de 6 mm. O porta-malas, sim, tem capacidade de 565 litros contra 475 litros da geração anterior.

O novo Passat é um carro agradável de dirigir pela precisão e calibragem do sistema de direção. O desempenho é muito bom para um motor de quatro cilindros, ajudado pelas boas relações de transmissão. O consumo é baixo se a pressão no acelerador for moderada. Um dos incômodos do Passat é o ruído contínuo de funcionamento do motor, que invade o interior e é facilmente percebido. Mesmo em velocidades mais elevadas transmite segurança, que é completada pelos airbags frontais, laterais e de cortina, que cobre toda a extensão do carro.

A suspensão multibraço proporciona ótima estabilidade, mas transfere para o habitáculo as imperfeições do solo. Há controles eletrônicos de tração e estabilidade. Tecnologia e inovação sobram no Passat, que tem chave eletrônica. Basta empurrá-la, em vez de girar, para acionar o ignição. O freio de estacionamento é eletrônico (ler avaliação técnica). O volante tem vários comandos incorporados computador de bordo, rádio, entre outros mas o aro deveria ser mais grosso para não sobrecarregar o motorista. Há sensores de chuva e de estacionamento, este para ajudar os menos habilidosos nas manobras. O ar-condicionado é programável, com possibilidade de temperaturas diferentes para motorista e passageiro.
Plástico emborrachado no painel, e comandos estão bem posicionados. Já o porta-malas aumentou em relação à versão anterior.
Plástico emborrachado no painel, e comandos estão bem posicionados. Já o porta-malas aumentou em relação à versão anterior.

Os bancos dianteiros têm diversas regulagens e é fácil encontrar a melhor posição de dirigir. Apesar do amplo espaço interno, a anatomia do banco traseiro não é boa (ler avaliação ergonômica). Os ruídos internos são provenientes do excesso de plástico e incomodam bastante.

À noite, percebe-se que a iluminação dos faróis de xenônio fica melhor nas curvas, pois a luz acompanha o movimento das rodas. O Passat não perde o brilho, mas o preço é elevado demais, principalmente na versão completa, que ultrapassa R$ 160 mil.

Sede ao pote

A versão anterior do Passat com motor de quatro cilindros custava R$ 90 mil. Enquanto na Europa o novo modelo subiu 5% e o real se valorizou, a viagem de navio até o Brasil onerou o carro em inexplicáveis 40%. Tanto que, outros modelos que custam o mesmo que o Passat 2.0 na Europa (veja no quadro comparativo o Citroën C5 e o Peugeot 407) desembarcam aqui por muito menos, na faixa de R$ 100 mil. Pelo preço do Passat quatro cilindros (equipado) dá para comprar os concorrentes com motor V6, como o Omega, Honda Accord, Toyota Camry, etc.

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