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Estado de Minas

Boa de briga - Avaliação técnica

Peugeot 206 SW Escapade passa bem por avaliação


postado em 20/12/2006 00:11

Análise feita pela fisioterapeuta Danielle Pongellupe(foto: Arte de Henrique Lima sobre Arte/EM)
Análise feita pela fisioterapeuta Danielle Pongellupe (foto: Arte de Henrique Lima sobre Arte/EM)
BOM

Climatização
O sistema se apresentou eficiente, com boa vazão pelos difusores de ar do painel e nível de ruídos satisfatório na máxima velocidade. Na opção com somente recírculo interno de ar, não ocorreu entrada de gases/fumaça no habitáculo.

Motor
O sistema flex funcionou bem. Pela manhã, com somente álcool no tanque, a partida a frio foi imediata, com boa progressividade na aceleração e marcha lenta uniforme, mesmo com o motor frio. A performance é muito boa para a cilindrada e os 1.148kg de peso em ordem de marcha. Com carga útil de 400kg e ar-condicionado ligado, as retomadas de velocidade e aceleração são bem razoáveis.

Vedação
Boa contra água e poeira.

Direção
O sistema é assistido hidraulicamente e está bem calibrado para o uso na cidade e na estrada. O volante tem boa pega e conta com o auxílio da regulagem em altura da coluna de direção. A precisão na reta e em curvas é boa, assim como o diâmetro de giro e o efeito retorno.

Limpador de pára-brisa
Ao esguichar água no pára-brisa, por eficientes esguichos, assim como no vidro traseiro, as palhetas de boa qualidade varrem uma área satisfatória. É fácil a reposição de água no reservatório dentro do vão do motor.

REGULAR

Acabamento da carroceria
A qualidade final da pintura é razoável. A montagem das partes móveis é satisfatória, menos o capô, que está desnivelado em relação ao pára-lama do lado esquerdo. A montagem dos novos recobrimentos plásticos envolvendo a curvatura dos pára-lamas, soleiras e base inferior dos pára-choques é boa.
Versão aventureira tem adornos de plástico nas laterais e caixas de rodas, e detalhe no pára-choque. Estilo da traseira agrada, com lanternas verticalizadas no alto da coluna(foto: Juarez Rodrigues/EM - 22/11/06)
Versão aventureira tem adornos de plástico nas laterais e caixas de rodas, e detalhe no pára-choque. Estilo da traseira agrada, com lanternas verticalizadas no alto da coluna (foto: Juarez Rodrigues/EM - 22/11/06)

Vão do motor
O reservatório de partida a frio tem fácil acesso para manutenção, mas sua capacidade volumétrica é pequena e não tem luz-espia no quadro de instrumentos indicando quando vazio. O motor preenche bem o vão, que é pequeno, limitando o acesso à manutenção de vários componentes. O resultado em insonorização em relação ao habitáculo é aceitável para o seu segmento de mercado.

Altura do solo
Tem chapa em aço para toda a zona inferior do motor. Em relação à versão normal, tem 25mm de elevação nas suspensões, mas com carga útil simulada de cinco pessoas e bagagem raspa a proteção inferior do cárter e do câmbio, além da aba inferior do pára-choque dianteiro, quando sobre piso irregular de terra.

Freios
Apresentaram bom comportamento dinâmico, com reações equilibradas nos dois eixos e pedal com boa sensibilidade. Tem ABS, mas calibração deveria ser mais sensível para uso sobre estrada de terra cascalhada e com costelas, onde o espaço percorrido até a imobilização é grande em frenagem de emergência. Não apresentou superaquecimento depois de uso constante em longa descida sinuosa.

Câmbio
A qualidade de engate é boa (maciez), mas o funcionamento do trambulador é muito rumoroso e incomoda. As relações de marchas homologadas são satisfatórias, mas a 2ª marcha deveria ter um escalonamento mais próximo da 1ª.

Suspensão
O conforto de marcha merecia melhor definição, pois é grande a transferência das imperfeições do solo para dentro, incomodando os ocupantes do veículo. A estabilidade é boa em curvas de raios variados e com pouca inclinação da carroceria. O comportamento dinâmico em estrada de terra é bom, na absorção de impactos e precisão nas curvas, ajudados pelos pneus de uso misto.

Iluminação
Tem luz de cortesia no porta-malas e porta-luvas. A iluminação do habitáculo (zona do teto) é composta por duas lanternas, uma na parte da frente e outra na central, com resultado aceitável. Os faróis têm dupla parábola e contam com regulagem elétrica em altura em função da carga transportada, mas o veículo em prova estava com os fachos, alto e baixo, totalmente desregulados, proporcionando péssima qualidade de iluminação, mesmo com o auxílio dos faróis auxiliares de neblina.

Alarme
Tem somente a chave de ignição codificada.

Volume do porta-malas
O valor declarado pela montadora é de 313 litros. O encontrado até o nível da tampa do bagageiro e banco traseiro na posição normal foi de 313 litros.

RUIM

Nível interno de ruídos
É alto e incomoda muito. O efeito aerodinâmico é evidente já a 100 km/h.

Estepe/macaco
O estepe, que tem a roda em aço e o pneu igual aos de uso, está acondicionado em suporte metálico basculável por baixo do vão de carga. A chave de rodas fica dentro do porta-malas, na lateral direita e o macaco dentro do aro do estepe, numa caixa plástica. A operação de troca é ruim e cansativa, além de não muito limpa.

Ferramentas
Não tem.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

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