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Estado de Minas

Troller T4 3.0 - No mato com cachorro

Produzido no Ceará, jipe tem qualidades de sobra para encarar desafios no fora-de-estrada. Mas é desconfortável no asfalto e falta espaço interno


postado em 22/12/2006 21:44

(foto: Fotos: Renato Weil/EM - 01/12/06)
(foto: Fotos: Renato Weil/EM - 01/12/06)
Com faróis colados à grade quadriculada (imitando o lendário modelo militar norte-americano), pára-lamas salientes e recortados, pára-choques destacados e reforçados, capota rígida removível, estribos laterais, estepe dependurado na traseira, carroceria feita em fibra (mais leve e resistente a choques) e o chassi feito com longarinas de perfil retangular, o Troller não permite dúvidas: trata-se de um jipe.

Fora-de-estrada
Mas não é apenas na aparência, pois o carro tem todas as qualidades para bom desempenho no fora-de-estrada, incluindo eficiente sistema de tração 4x4, com reduzida; sistema de roda livre nos cubos dianteiros; excelentes ângulos de entrada (56°), saída (47°) e inclinação da carroceria (45°); e boa capacidade de rampa (45°).

Na prática
Todo esse pacote se traduz em um apetite voraz por qualquer tipo de aventura, seja na lama, poeira, areia ou em trechos alagados. O Troller encara com tanta naturalidade os caminhos ruins que o motorista corre o risco de se entusiasmar demais e fazer alguma loucura. Em trilhas com grau elevado de dificuldade, próximas a Belo Horizonte, depois de alguns dias de chuva torrencial, o jipe passou com muita tranqüilidade por trechos alagados e de muita lama. Mesmo quando surgiu subida bem íngreme, e cheia de pedras molhadas e escorregadias, o T4 se saiu muito bem. Bastou engatar (por meio de um botão no painel) o sistema 4x4 com reduzida para que o carro subisse como uma aranha. Em nenhum momento, houve interferência com o solo, graças à sua boa altura.
Como um bom jipe, o Troller tem tração 4x4 e estepe pendurado na tampa traseira
Como um bom jipe, o Troller tem tração 4x4 e estepe pendurado na tampa traseira

Força
Também contam a favor do Troller, como características de um autêntico fora-de-estrada, a forração do habitáculo ser de material que permite lavagem e fácil limpeza; o motor 3.0 a diesel (de 163 cv de potência e 38,8 kgfm de torque) que, devido ao gerenciamento eletrônico e ao sistema de alimentação common rail piezo elétrico, tem excelente torque em qualquer faixa de rotação, boa economia de combustível e redução drástica no nível de ruídos; a boa autonomia (tanque de 72 litros); o acelerador eletrônico, que garante respostas mais rápidas aos comandos do motorista; e os pneus (255/75 R15 All Terrain) mais voltados para a terra.

Asfalto
No uso do dia-a-dia, as coisas mudam drasticamente. Os problemas começam logo ao entrar no veículo. Devido à sua altura, à pequena dimensão da porta dianteira e à falta de uma alça na coluna A, o acesso ao habitáculo é ruim. Quem senta no banco traseiro, então, tem que fazer ginástica, pois o banco dianteiro quase não rebate e o espaço entre ele e a coluna B é muito estreito. Aliás, o espaço no banco traseiro acomoda com conforto apenas crianças. O porta-malas também é bastante reduzido e comporta apenas a bagagem de duas pessoas. Com o banco traseiro rebatido, a capacidade melhora bastante.

Dirigindo
Outros fatores que fazem do Troller um 'peixe fora d´água' no asfalto são o desconforto provocado pela suspensão, que faz com que o carro pule muito; o longo diâmetro de giro, que dificulta bastante as manobras em espaços apertados; e a relação muito indireta da direção, que exige que o motorista trabalhe bastante no volante, para manter o jipe no rumo certo. O câmbio tem relações de marchas bem acertadas e os engates, embora não sejam tão precisos, são até macios para um veículo da categoria.

Leia mais sobre o Troller T4 no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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