Publicidade

Estado de Minas

Ford Ecosport 2.0 XLT AUT - Aventura automática

Utilitário-esportivo compacto passa a ter opção de câmbio automático na versão 4x2 e dispensa troca-troca no trânsito urbano, com mais conforto ao motorista


postado em 27/12/2006 00:00

Desempenho do utilitário satisfaz na versão com motor 2.0 e câmbio automático(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 19/12/06)
Desempenho do utilitário satisfaz na versão com motor 2.0 e câmbio automático (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 19/12/06)
Um dos carros mais queridos do Brasil passa a ter opção de câmbio automático na versão 4x2 equipada com motor Duratec 2.0, o mais moderno da Ford. O câmbio é de quatro velocidades e não há recurso eletrônico e tampouco opção para terrenos escorregadios. É a transmissão automática mais simples com recurso de overdrive. Acionando-se comando na alavanca seletora ficam apenas três velocidades. Muito útil em descidas para não sobrecarregar e causar desgaste prematuro nas pastilhas de freio. E também para fazer ultrapassagens ou simplesmente retomar a velocidade. Além disso, há dispositivo que retém o veículo em subidas não muito íngremes, ou seja, evita que o motorista use o freio para manter o carro parado em um semáforo.

Câmbio com ajuda eletrônica "interpreta" quando o veículo sobe ou desce e opta pela marcha mais adequada naquele momento. Independentemente da tecnologia, o câmbio automático é sinônimo de conforto no anda-e-pára do trânsito das grandes cidades. O EcoSport não tem mostrador no painel, com indicação da marcha engatada. Isso obriga o motorista a olhar para a escala ao lado da alavanca. É pouco prático, além de inseguro.
EcoSport tem câmbio automático tem quatro marchas e tração dianteira
EcoSport tem câmbio automático tem quatro marchas e tração dianteira

O desempenho é bom. Esse motor Ford é moderno, potente e tem muita força (torque) desde rotações mais baixas. O aproveitamento seria outro conjugado com câmbio manual. O desempenho agrada e apenas nas retomadas em aclives percebe-se ligeiro retardo. Transmissão automática combina melhor com motores de maior cilindrada. O ruído de funcionamento invade o habitáculo em rotações elevadas e é estridente. O consumo urbano é alto. Prova disso é que a capacidade do tanque foi aumentada para se ter mais autonomia, passando de 45 para 54 litros. Na estrada, com pé de pluma, a conta no posto fica menor.

O EcoSport é um fenômeno de vendas no mercado nacional. Projetado para percorrer caminhos ruins, tem boa altura do solo e a suspensão rígida suporta os caminhos ruins. Há apenas uma versão com tração 4x4, mas sem reduzida. Mesmo assim, transmite segurança em estrada de terra com lama. O que mais agrada no carro são as linhas da carroceria. Decepciona o acabamento ruim, com o uso de plástico duro no painel e no revestimento de portas. Além do laminado sob o carpete no porta-malas.

A posição elevada de dirigir dá a sensação de segurança. O volante tem aro fino e a anatomia dos bancos é ruim (ler análise ergonômica). A suspensão é firme e não filtra totalmente as imperfeições do solo. O nível de ruídos internos é elevado. O porta-malas é pequeno e menor do que o do Fiesta. O estepe pendurado na traseira é outra febre do momento, mas torna a porta traseira mais pesada e é mais vulnerável a furto.

Apesar das mazelas, o EcoSport é a menina-dos-olhos da Ford do Brasil e amplia o leque de opções com a versão automática, que tem o mesmo preço da com câmbio manual. Isso prova que a Ford tem muita gordura para queimar no preço do utilitário.

Leia mais sobre o EcoSport automático no Veja Também, no canto superior direito desta página.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade