Frente a frente com o samurai - Avaliação técnica

Saiba como o Civic Flex se saiu em nossa avaliação técnica

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postado em 24/02/2007 00:18 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Linhas mais recortadas da traseira não são tão ousadas como as da frente, mas não alteram a beleza e harmonia do conjunto - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM Linhas mais recortadas da traseira não são tão ousadas como as da frente, mas não alteram a beleza e harmonia do conjunto
BOM

Altura do solo
Não tem chapa protetora em aço para o cárter e caixa de marchas, tendo apenas um prolongamento plástico de pouca espessura e eficiência muito limitada. Com carga máxima, não ocorreram interferências com o solo quando se trafega sobre piso irregular de terra, calçamento e quebra-molas.

Freios
Apresentaram bom comportamento dinâmico no uso misto (cidade/estrada). Pedal tem boa sensibilidade. Instalada no console, alavanca do freio de estacionamento acaba esbarrando na perna do motorista de condutores de maior estatura. Apresentaram boa desaceleração, com espaço percorrido até a imobilização coerente com a velocidade, além de manter a trajetória. A resistência térmica é boa, mesmo depois de uso mais severo, em longa descida sinuosa.

Motor
Sistema flex funcionou bem, com os dois combustíveis ou misturados. Quando abastecido apenas com álcool, a partida a frio é imediata, com boa manutenção da marcha lenta e aceleração progressiva. A performance é boa para a sua cilindrada (1.8 16V) e peso (1.272 quilos), tanto na cidade quanto na estrada. Rende melhor com o modo seqüencial do câmbio, onde atinge mais rápido a rotação máxima. Retomadas de velocidade e aceleração são muito boas.

Vedação
Boa contra água.

Direção
Diâmetro de giro é bom em manobras de estacionamento, assim como a velocidade do efeito retorno. As suas reações são diretas e um pouco leves demais, mas em um nível aceitável.

Limpador de pára-brisa
As palhetas têm construção e fixação no braço bem diferenciada do usual, com aletas aerodinâmicas incorporadas, para aumentar a pressão sobre o pára-brisa, de acordo com a velocidade do veículo. Elas trabalham cruzadas e varrem boa área. É fácil o acesso para reposição de água no reservatório, que fica dentro do vão do motor, e os dois esguichos são do tipo spray, em V, com boa vazão e abertura.

Estepe/macaco
O estepe está instalado dentro do porta-malas. A roda não é em liga leve, mas o pneu, igual aos de uso. A operação de troca é normal, tendo o auxílio de cinco prisioneiros fixos, por cubo, para o melhor apoio e centralização da roda.
Capacidade do porta-malas é bem limitada. Retrovisores tem luzes de direção - Capacidade do porta-malas é bem limitada. Retrovisores tem luzes de direção

Ferramentas
Tem uma chave de fenda conjugada, com Philips.

REGULAR

Climatização
Não tem a opção de temperatura diferenciada para condutor e passageiro, nem difusores de ar para os passageiros de trás. Apresentou bom funcionamento, com nível baixo de ruídos. Não ocorreu entrada de gases/fumaça. Tempo gasto para se obter sensação de conforto em todo o habitáculo é satisfatório.

Câmbio
Apresentou bom funcionamento, com trocas suaves e boa sensibilidade em kick-down (pisar fundo no acelerador para reduzir a marcha). Relações de marchas/diferencial são muito longas, deixando a quinta marcha com baixa eficiência dinâmica, mesmo em retas planas. Com a alavanca em S e usando as aletas do volante, a troca de marcha não é automática, em função da rotação máxima permitida do motor, ocorrendo o corte da injeção.

Suspensão
Não tem o brilhante acerto da antiga versão do Civic (1999/2000), em conforto de marcha (vazio ou carregado), mas é razoável, assim como a estabilidade em curvas de raios variados, com boa precisão e pouca inclinação da carroceria.

Iluminação
Existe luz de cortesia no porta-malas, porta-luvas, pára-sóis e base inferior das portas dianteiras. O quadro de instrumentos tem iluminação permanente dia/noite. O habitáculo tem duplo spot fixo, na parte da frente, e uma lanterna na parte central, com resultado satisfatório, mas não tem iluminação específica para o banco traseiro. Os faróis são eficientes no baixo e no alto, mas não têm regulagem elétrica de altura em função da carga transportada.

Alarme
A chave de ignição é codificada e tem controle remoto integrado, com funções de destravar/travar as portas, abertura do porta-malas e tecla de pânico. Ao dar comando para travar as portas, os vidros não sobem automaticamente. Sistema antiesmagamento funcionou bem. Alarme tem proteção perimétrica das partes móveis, mas não tem proteção volumétrica, contra invasão do habitáculo, por meio da quebra de vidros.

Volume do porta-malas
A fábrica declara capacidade de 340 litros, o que foi confirmado pela nossa medição.

RUIM

Acabamento da carroceria
Qualidade da pintura não tem bom acabamento final, devido a alguns pontos com impurezas, manchas no verniz, além de marca de lixadeira no capô. Portas dianteiras estão desniveladas, mas a tampa do porta-malas e o capô têm montagem razoável.

Vão do motor
Motor preenche todo o vão, que é pequeno e invade a parte de cima do painel de fogo, limitando bastante o acesso à manutenção de vários componentes. Por isso, o reservatório de partida a frio está dentro da estrutura do pára-lama direito, com abertura externa. Isolamento acústico tem resultado apenas aceitável para um carro desse nível, pois, em alta rotação, a transferência de ruído de funcionamento do motor é significativae incomoda.

Nível interno de ruídos
O habitáculo não é silencioso, pois apresentou vários ruídos quando se trafega sobre piso de paralelepípedo, terra e asfalto malconservado. O efeito aerodinâmico é contido somente até 120 km/h.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

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