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Estado de Minas

Renault Mégane Grand Tour 1.6 flex - Fôlego no limite

Motor 1.6 flex equipa a perua que tem desempenho bem melhor com álcool, mas não decepciona com gasolina. Espaço interno é amplo e direção leve incomoda na estrada


postado em 27/03/2007 23:32

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 15/3/07)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 15/3/07)
A Renault Grand Tour tem linhas bonitas, amplo espaço para passageiros e bagagens e muitos itens de segurança de série. Airbag duplo, freios a disco nas quatro rodas, com sistema ABS, e apoios de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes. Lançada em novembro, a perua do Mégane faz sucesso no mercado. A versão Dynamique é vendida com duas opções de motor - 1.6 e 2.0 - e três de câmbio - automática de quatro marchas e manuais de cinco e seis velocidades.

Desempenho

A versão testada é equipada com motor 1.6 flex e o desempenho é melhor do que se esperava. Para um carro com mais de 1.300 kg de peso, o motor 1.6 satisfaz tanto na cidade quanto na estrada. Quando se tem álcool no tanque, são 5 cv a mais de potência e 0,8 kgfm de torque em relação à gasolina. O que é bastante significativo, principalmente pelo torque. Com motorista e dois ocupantes, o desempenho é bom.

Ar-condicionado ligado, cinco passageiros e bagagem no porta-malas, a diferença de desempenho do álcool para gasolina é facilmente percebida, principalmente para sair da inércia em aclives. Com o carro em movimento, é notória a perda de força nas subidas. Com álcool no tanque, o desempenho melhora mesmo com carga máxima. Não chega a entusiasmar, mas é melhor do que se imagina. O fôlego está no limite, mas dá conta do recado.

Consumo

Aumenta muito com ar-condicionado ligado. O computador de bordo registra números abaixo de 5 km/l tanto com álcool quanto com gasolina. Mas conseguimos média de 6,3 km/l na cidade com álcool e de 9 km/l com gasolina, com o ar-condicionado desligado. Na estrada, os números melhoram e chega-se a 10 km/l com álcool e 14 km/l com gasolina. Consumo depende da maneira de dirigir e em cidades com topografia acidentada, as médias variam conforme o percurso.
Lanternas verticais no alto da coluna traseira dão charme e barras do bagageiro são acessórios
Lanternas verticais no alto da coluna traseira dão charme e barras do bagageiro são acessórios

Suspensão

Concilia estabilidade e conforto. A perua tem comportamento dinâmico muito bom e as imperfeições do solo são quase totalmente absorvidas. As curvas são contornadas sem sustos. O rodar é macio e suave. O que incomoda na família Mégane, sedã e perua, é a leveza da direção. Um pouco mais de peso é imprescindível para o motorista ter sensibilidade na estrada. Na cidade, é uma delícia e exige pouca força nas manobras.

Os freios estão bem dimensionados e são muito eficientes em todas as situações. O freio de estacionamento em forma de manche é um charme, mas exige força e é um pouco sem jeito (ver análise ergonômica). Câmbio tem engates precisos e macios. O nível de ruídos internos não chega a incomodar e vem das partes plásticas.

Mancada

A Grand Tour esbanja espaço interno e para bagagens. O interior é amplo e arejado e o porta-malas, imenso. A visibilidade é boa em todos os ângulos e os retrovisores estão bem dimensionados. A grande mancada e economia de palito foi retirar da perua a regulagem elétrica de altura de facho de farol, extremamente útil com carga e todos os ocupantes. Nesse caso, a traseira abaixa, a frente levanta e o motorista do carro que vem no sentido contrário é ofuscado. O modelo vendido na Europa tem a regulagem como item de série.

Leia mais sobre a Grand Tour e assista ao teste do modelo, em alta e baixa resolução, no Veja Também, no canto supeior direito desta página.

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