Jeep Grand Cherokee Overland 5.7 - Na lama, mas com classe

Um dos utilitários-esportivos de maior sucesso no país agora tem versão requintada, para enfrentar concorrentes mais nobres. Acabamento é bom, mas nível de ruídos é alto

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postado em 17/04/2007 22:51 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 9/4/07
Desde seu lançamento, em 1992, o Grand Cherokee (mais conhecido apenas como Cherokee) sempre foi objeto de desejo, um símbolo de status, para boa parte dos consumidores brasileiros. A mistura de design arrojado, motor potente e boa altura do solo resulta num pacote bastante atraente. Mas, com o crescimento do mercado, foram surgindo concorrentes que, além de linhas mais ousadas, oferecem acabamento bem mais requintado. Para tentar disputar uma fatia desse mercado de luxo, a DaimlerChrysler (dona da marca Jeep) criou a versão Overland.

Design
O nome homenageia a Willys Overland, primeira montadora a fabricar um modelo da marca Jeep (o Willys MB), na década de 40. O logotipo da versão está colado na tampa traseira e bordado no alto dos bancos dianteiros. O Cherokee passou por mudanças profundas em 2004, e as linhas da carroceria já são conhecidas do público brasileiro, por serem as mesmas das versões Limited, comercializadas no país desde setembro de 2005. As mudanças externas incluíram faróis halógenos, com novo recorte (arredondado) e máscaras prateadas, pára-brisa mais inclinado, capô mais longo e lanternas com lentes vermelhas translúcidas, além de aumento das dimensões (139 mm mais longo, 12 mm na largura e 90 mm no entre-eixos). Só a grade de sete aberturas (característica da marca ) parece não ter sido alterada.
Traseira tem linhas mais retas, que misturam esportividade e robustez, com leve toque de elegância. Frente conserva grade de sete espaços, característica da marca - Traseira tem linhas mais retas, que misturam esportividade e robustez, com leve toque de elegância. Frente conserva grade de sete espaços, característica da marca

Requinte
Se por fora a Overland é a cara da Limited, por dentro as coisas são bem diferentes. Chamam a atenção a madeira nobre (raiz de nogueira), aplicada no painel central, console, volante, alavanca de câmbio e comando dos vidros e travas. A acabamento mais requintado também é notado no revestimento dos bancos, que mistura couro e camurça, e nos detalhes cromados, espalhados por todos os lados (maçanetas das portas, moldura da base da alavanca de marchas etc.). Para encontrar a posição ideal de dirigir, o motorista não faz o menor esforço, pois todas as regulagens são elétricas (exceto a lombar), e ainda é possível memorizar duas posições para o banco, altura dos pedais e espelhos externos.

Conforto
O pacote de itens de conforto é completado por ar-condicionado com sensor solar e possibilidade de duas regulagens de temperatura; e sistema de som de altíssima qualidade, com CD Player (com MP3), seis alto-falantes Boston e amplificador digital de 276 watts. O desconforto vem da pouca altura do banco traseiro, que não acomoda bem as pernas; e do apoio de braço embutido no encosto do banco de trás, que incomoda muito quem senta no meio. A lista de equipamentos de segurança também é bem completa, incluindo eficientes freios ABS, com disco nas quatro rodas; controles de estabilidade e tração; airbags frontais (de múltiplos estágios, que se inflam de acordo com a gravidade da batida) e laterais, do tipo cortina; sistema de monitorização da pressão dos pneus; e sistema eletrônico anti-capotamento.

Fôlego
Mas o melhor do Cherokee Overland é o desempenho, proporcionado pela disposição da tropa de 326 cavalos, gerada pelo motor V8 5.7 Hemi (o nome vem das câmaras de combustão hemisféricas). Como é gostoso sentir o ronco desse propulsor e o vigor de suas respostas ao comando do acelerador. Basta encostar no pedal, que a resposta é imediata. Claro que o fôlego é proporcional ao apetite: o consumo fica quase sempre abaixo dos 4 km/l. Um dos pontos negativos do Cherokee foi sempre a estabilidade. Com a nova suspensão dianteira independente e toda a parafernália eletrônica, o equilíbrio melhorou, mas o carro ainda prega sustos em curvas fechadas de piso irregular.

Na terra
Embora essa versão não seja exatamente destinada ao off-road, tem qualidades, como bons ângulos de ataque e saída e boa altura do solo; e o sistema de tração 4x4 Quadra-Trac II, que é fantástico, transferindo a força para os eixos, de acordo com as necessidades do motorista. O engate da reduzida é feito por uma pequena alavanca no console.

Leia mais e assista ao teste do Jeep Cherokee V8 no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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