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Estado de Minas

Econômico: para andar e beber

Sedã médio é despojado e tem como principais atrativos o espaço e consumo, mas o motor é pouco para seu porte


postado em 03/08/2007 15:51

A parte traseira é alta com lanternas triangulares
A parte traseira é alta com lanternas triangulares
Relação peso/potência. Esse é talvez o principal problema do Renault Logan 1.0 16V, um sedã com espaço de médio e preço de compacto. O motor é exatamente o mesmo que equipa o Renault Clio Sedan, mas existe uma diferença de 100 quilos entre os dois modelos. O peso a mais faz a grande diferença, comprometendo o desempenho do Logan. Mas o carro de estilo polêmico tem outros atrativos, como o amplo porta-malas.

Estilo
Quando o assunto é beleza, o Renault Logan divide opiniões. Há quem ache o desenho do modelo interessante, enquanto outros o classificam como ultrapassado. O certo é que as linhas do sedã mostram que não se trata de projeto moderno. A frente é simples, com faróis de linhas retas, e a traseira é mais alta, marcada por lanternas triangulares. Nada de novo.

Espaço
O grande trunfo desse sedã médio é o espaço interno. Na frente, os bancos são confortáveis e o do motorista tem ajuste de altura, favorecendo o posicionamento correto. O banco traseiro tem espaço para três adultos, mas no meio falta o encosto de cabeça e o cinto de segurança é subabdominal. O porta-malas tem espaço de sobra, com profundidade e altura adequados, mas o encosto do banco traseiro é fixo, não rebate, impossibilitando o transporte de objetos compridos. A posição de dirigir é boa, mas a visibilidade é prejudicada pela traseira alta e colunas largas. Os retrovisores externos poderiam ser um pouco maiores.

Acabamento
O design do Logan gera discussões, uns aprovam e outros não(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM)
O design do Logan gera discussões, uns aprovam e outros não (foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM)
A idéia da Renault com o Logan é vender um carro despojado, com acabamento simples, para ter preço competitivo. Mas, nas versões de entrada, o acabamento não é dos melhores, com predominância de plástico por todos os lados. O painel tem desenho simples, com instrumentos analógicos de fundo preto, de fácil visualização, e visor digital que informa nível de combustível, temperatura do líquido de arrefecimentro do motor e horas. Os bancos são revestidos com tecido tipo tear e no porta-malas o acabamento deixa a desejar, com apenas uma fina camada de carpete sobre o estepe.

Desempenho
Com ar-condicionado e direção hidráulica, o Renault Logan ultrapassa os 1.025 quilos iniciais e torna as coisas ainda mais difíceis para o motor 1.0 16V flex, que na família Clio mostra eficiência. Na prática, fica evidente que o propulsor é pouco para o sedã, principalmente em cidades como Belo Horizonte, de relevo irregular. Vazio e embalado no plano o carro até vai bem. Mas, com um pouco mais de peso, o Logan 1.0 exige mudanças de marchas constantes e na estrada as retomadas de marchas deixam a desejar. As relações da transmissão e do diferencial poderiam ser um pouco mais curtas, para melhor aproveitamento da força do motor. Os engates do câmbio são macios e precisos. Os números de consumo apresentados pela montadora são otimistas, mas o carro é econômico.

Bom de curvas
A Renault conseguiu dar um ajuste equilibrado às suspensões do Renault Logan. O sedã tem boa estabilidade, proporcionando segurança nas curvas. E, quando sobre paralelepípedos e estrada de terra, não causa tanto desconforto, absorvendo bem as irregularidades. O sistema de freios não tem ABS nem como opcional, mas atua de forma segura. A direção está bem calibrada, com bom diâmetro de giro, que facilita as manobras. O Logan 1.0 16V pode não oferecer o melhor desempenho, mas tem três atrativos que devem pesar na decisão do consumidor: preço, espaço interno e garantia de três anos. Mas se o consumidor fizer questão de melhor desempenho, pode optar pelo Logan 1.6.

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