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Estado de Minas

VW Golf Sportline 1.6 TotalFlex - Golf também entra no clima

Estilo mais moderno, bom acabamento e câmbio eficiente são os principais pontos positivos. Mas a visibilidade traseira é ruim e a buzina difícil de ser acionada


postado em 21/08/2007 14:51

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM)
Como o hatch já estava sentindo o peso dos anos e não havia como produzir aqui a quinta geração, que é fabricada atualmente na Europa, a Volkswagen resolveu então passar o bisturi, na frente e na traseira. O caminho da reestilização foi o mesmo adotado em outros modelos da marca, aliando modernidade e identificação com a filosofia de design da marca.

Linhas
A frente busca o mesmo V, que vem sendo cravado em todos os modelos da Volkswagen. Só que, no Golf, ele começa com os dois vincos mais acentuados no capô, mas a seqüência é feita por outros dois vincos que se iniciam nas laterais do pára-choque e vão até a tomada de ar inferior. Os faróis dessa versão (Sportline) têm máscaras prateadas e são unidos por duas barras horizontais, pintadas na cor da carroceria.

Traseira
Na parte de trás, os designers adotaram os mesmos elementos circulares nas lanternas, com molduras prateadas, presentes em outros modelos da marca, como Polo e Passat. Outro recurso estilístico que vem caracterizando o bisturi da Volkswagen é o vidro traseiro abrangente, avançando sobre a coluna C e com a base quase em forma de V, como o do Gol. De perfil, pode-se dizer que o Golf continua o mesmo, pois as alterações se resumem às pontas dos novos faróis e lanternas, que avançam sobre a lateral; e às novas rodas de liga leve, de 16 polegadas. O hatch continua com a larga coluna C, uma de suas principais características. Aerofólio no teto realça a esportividade. O sensor de estacionamento na traseira, que é bem-vindo num carro desse tipo, agora é equipamento de série.
Lateral permanece praticamente inalterada, com a mesma coluna C larga
Lateral permanece praticamente inalterada, com a mesma coluna C larga

Por dentro
O interior tem acabamento em preto e cinza e segue mais a filosofia esportiva. Destaque para os bancos em couro, em dois tons, parecidos com os da versão GTI. Confortáveis, eles prendem bem o corpo dos ocupantes do banco dianteiro. O mesmo acabamento em couro também está presente no volante, nos painéis de porta e na alavanca do freio de estacionamento. O painel continua praticamente o mesmo, com instrumentos de números grandes e bem legíveis. O que mudou foi o grafismo e os aros cromados dos mostradores. Para o motorista, é fácil encontrar uma boa posição de dirigir, pois seu banco pode ficar mais alto ou mais baixo, e a coluna de direção regula em altura e profundidade. Volante de três raios tem boa pega, mas a buzina é difícil de ser acionada.

Espaço
Como o Golf continua com a mesma medida entre-eixos, seu espaço interno é o mesmo, ou seja, apenas razoável para os passageiros do banco traseiro. Quem senta no meio é incomodado pela ponta do console e pelo túnel central e não tem proteção do apoio de cabeça nem do cinto de três pontos. Por outro lado, os cintos laterais traseiros têm regulagem de altura. Já o porta-malas tem capacidade compatível com a de um hatch médio, mas faltam rede, para pequenos objetos, e ganchos, para prender bem a carga. Outro ponto negativo é que o banco traseiro só rebate integralmente, ou seja, não permite que você transporte ao mesmo tempo, por exemplo, uma escada e um passageiro no banco de trás.

Motor
O motor 1.6 flex, que já equipava o modelo desde o ano passado, continuou com as mesmas potências (101 cv com gasolina e 103 cv com álcool), que são suficientes para um desempenho apenas razoável de um carro que pesa 1.213 quilos. Em subidas, com o ar ligado, seu desempenho cai consideravelmente. O nível de ruídos de funcionamento também é alto, em altas rotações. Por outro lado, o câmbio continua bastante eficiente, com relações de marcha bem acertadas e engates precisos e macios. Com pneus de perfil um pouco mais baixo e um bom acerto da suspensão, o Golf melhorou a estabilidade, mesmo em curvas mais fechadas. O sistema de direção também está bem calibrado, tanto para manobras quanto para altas velocidades.

Leia mais e assista ao teste do Golf 1.6 no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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