Peugeot SW 206 1.6 16V Flex - Força automática

Perua compacta passa a ter opção de câmbio automático seqüencial de quatro marchas. Mas o estepe instalado sob o porta-malas e espaço interno limitado são pontos negativos

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postado em 31/08/2007 14:24 Paulo Eduardo /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM
Motor de pequena cilindrada não forma par ideal com transmissão automática tradicional, embora o da Peugeot seja moderno e interprete as intenções do motorista. O sistema percebe que o carro está em descida e mantém a marcha engatada. Se a segunda marcha estiver engatada, ela será mantida, poupando os freios. Câmbios tradicionais sem sensores passam logo para a marcha menor, a quarta, e o motorista tem que segurar o carro no freio, pois não tem auxílio do freio motor.

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Desempenho
Às vezes, as trocas de marchas são bruscas e ocorrem trancos, gerando desconforto. Quando se opta pela direção esportiva, acionando-se tecla no console central, as trocas são feitas em rotações mais elevadas. Nessa condição, o ruído do motor invade o habitáculo e incomoda. Além disso, o sistema demora mais a trocar de marcha. Essa condição proporciona ultrapassagem em menor espaço de tempo. Por isso, é aconselhável ser usada nessa situação.

Câmbio automático seqüencial tem opções esportiva e para terreno escorregadio - Câmbio automático seqüencial tem opções esportiva e para terreno escorregadio
A diferença de força é significativa quando se tem álcool no tanque. São 1,3kgfm a mais de força, embora o desempenho com gasolina seja bom. A potência nem tanto, pois a diferença é de apenas 3cv. O consumo registrado no computador de bordo foi de cerca de 9 km/l na cidade com gasolina e de 5,5km/l com álcool.

Espaço
A versão testada é a topo de linha, com freios ABS e airbags frontais, entre os itens de série. Se as linhas da carroceria agradam pela harmonia do conjunto, o acabamento deixa a desejar, principalmente pelos ruídos internos elevados, que vêm de partes plásticas mal montadas. O espaço no habitáculo é reduzido, principalmente no banco traseiro. O porta-malas tem pouca capacidade, mas é prático e não há arestas. Por isso, o aproveitamento é bom. Além disso, o vidro da tampa traseira se abre separadamente e facilita retirada e colocação de objetos. Incomoda muito o estepe colocado sob o porta-malas, que dificulta a troca e está sempre sujo.

Segurança
A posição de dirigir é boa, com comandos bem localizados, exceto os dos vidros colocados indevidamente no console central, falha em ergonomia. Mas a perua tem a importante e útil regulagem de altura do facho de faróis, imprescindível quando se trafega com cinco ocupantes e bagagem para não ofuscar os motoristas dos carros que vêm em sentido contrário. A suspensão proporciona estabilidade excepcional em todas as situações, mas transfere com intensidade as imperfeições do piso para dentro do carro. A frente baixa esbarra facilmente em rampas. A visibilidade é excelente e contribui para a boa dirigibilidade.

Freios a disco nas quatro rodas são eficientes e, aliados ao sistema ABS, transmitem muita segurança. A perua da Peugeot com câmbio automático reina sozinha no segmento das compactas. Não há como negar a praticidade e conforto do câmbio automático no trânsito caótico e pachorrento dos grandes centros urbanos.


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