Variant V6 FSI - Ela nada tem de comportada

Linha Passat passou recentemente por reestilização. O design foi atualizado e a Variant, por fora, parece carro sóbrio, pacato e familiar. Mas não é bem assim...

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postado em 27/10/2007 10:48 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 16/10/07
A Volkswagen já comercializa a família alemã do Passat há muitos anos no Brasil. Aliás, tanto o sedã quanto a perua são sucesso de venda: já foram vendidas mais de 6 milhões de unidades em todo o mundo, das seis gerações, em 32 anos de história dos modelos. Depois que a linha passou por uma reestilização, em 2005, a montadora importava a Variant apenas nas versões com motor 2.0: FSI, de 150 cv; e Turbo, de 200 cv. Agora, está trazendo a versão topo de linha, com motor mais potente, muito conforto e tecnologia.

Estilo
As linhas da perua seguem a mesma filosofia de design dos carros da marca. A frente tem o tradicional V, que começa com os dois fortes vincos no capô do motor, atravessa a grade dianteira (que na família Passat tem moldura e quatro barras horizontais cromadas) e invade o pára-choque. Os faróis são bonitos e muito eficientes, em qualquer circunstância, pois têm luzes de xenônio, sensor crepuscular (que acende os faróis automaticamente, dependendo da luz externa), lavadores e sistema direcional, que ilumina o lado de dentro da curva. De perfil, as rodas de liga têm desenho esportivo e destoam um pouco do visual comportado. Na traseira, o visual é sóbrio, com as lanternas com elementos circulares (característica dos modelos da marca), mas a saída dupla do escapamento e o símbolo do sistema de tração integral (4Motion) denunciam a intenção esportiva.

Por dentro
O design interno não segue a mesma filosofia das linhas externas, sugerindo um pouco mais de esportividade. O acabamento, de excelente qualidade, mistura couro preto (nos bancos, volante, base da alavanca de marchas, painéis de porta e console) e detalhes em metal (no painel, aros dos instrumentos, console central, base da alavanca de marchas, tampa do porta-treco no console, painéis de porta e alavanca de destravamento das portas). Destaque para os bancos, principalmente os dianteiros, que são bem anatômicos e prendem bem os corpos de motorista e passageiro, o que é fundamental num modelo com desempenho esportivo.
Lanternas têm elementos circulares e saída dupla do escape denuncia esportividade - Lanternas têm elementos circulares e saída dupla do escape denuncia esportividade

Conforto
Uma das prioridades da Variant é o conforto. Encontrar uma boa posição de dirigir é tarefa fácil na perua, que tem coluna de direção com ajuste em altura e banco do motorista com todas as regulagens elétricas e memória (incluindo os espelhos retrovisores). O volante tem boa pega e permite fácil visualização dos instrumentos. A lista de equipamentos de conforto é bem completa e inclui desde ar-condicionado com duas regulagens individuais até bancos com aquecimento, passando por freio de estacionamento com acionamento elétrico, porta-guarda-chuvas e equipamento de som (com MP3) de altíssima qualidade.

Espaço
O espaço interno também oferece conforto, mas apenas para quatro pessoas, pois quem senta no meio do banco traseiro é incomodado pela parte final do console, pelo túnel central e pelo apoio-de-braço, embutido no encosto, e não tem proteção total do apoio de cabeça, cuja altura é limitada, principalmente para pessoas de maior estatura. O porta-malas também tem espaço de sobra (513 litros) para as bagagens, além de seis ganchos (para fixação de carga), boa iluminação e tomada de força. Falta apenas rede para pequenos objetos. O pacote de segurança também é completo, incluindo, além de freios ABS e muitos airbags (frontais, laterais e de cortina), controle de estabilidade (ESP) e de pressão dos pneus, que funcionam de forma muito eficiente.

Desempenho
Basta pressionar mais forte o pedal da direita para descobrir que a Variant tem um lado mais nervoso, bem diferente da aparência familiar. A perua tem várias armas para o bom desepenho: o vigor fantástico do motor V6 (de 250 cv); a agilidade excepcional do câmbio automatizado (DSG) de seis velocidades, que, por meio de teclas no volante e sistema de embreagem dupla, permite trocas muito rápidas; a tração integral (nas quatro rodas), que garante perfeito equilíbrio nas curvas e acelerações; e a suspensão que, embora transfira bastante as imperfeições do piso para o habitáculo, garante uma estabilidade incrível. Os pneus de perfil baixo não são adequados para as nossas condições de estrada.

Leia mais e assista ao teste da Variant no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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