Peugeot 307 SW 2.0 Allure - Por linhas sedutoras

Para disputar com os principais concorrentes, Toyota Corolla Fielder e Renault Mégane Grand Tour, Peugeot lança versão mais barata e atraente da perua 307 SW, a Allure

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postado em 10/11/2007 15:56 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 05/11/07
Há alguns anos, as montadoras decidiram investir nos monovolumes como opções para o 'carro da família'. E, atualmente, o mercado brasileiro tem muitas opções nesse segmento. Mas alguns fabricantes, como a Peugeot, a Renault e a Toyota, resolveram depositar suas fichas também nas peruas. Para concorrer num segmento tão restrito, a montadora francesa lança uma versão de entrada da 307 SW, a Allure, que tem preço e equipamentos mais competitivos.

Estilo
Um dos principais atrativos da perua é o seu design, que segue a nova filosofia de estilo da marca, caracterizada pela frente com o enorme 'bocão', que abriga o pára-choque e os faróis de neblina (com aros cromados). Também se destacam os faróis de dupla parábola, que são bem espichados e acompanham a linha do capô; e o teto de vidro, que cobre os bancos traseiros e pode ser descortinado por meio de um botão no console. Mas a frente é muito baixa e raspa com facilidade em entradas e saídas de rampa. De perfil, chamam a atenção as colunas pintadas em preto, as barras longitudinais do teto e as rodas de liga, que realçam a esportividade. Já as linhas da traseira são bem mais comportadas e, de esportivo, só o discreto aerofólio de teto.

Interior
O acabamento mistura preto com detalhes cromados (no pomo da alavanca de câmbio, maçanetas internas das portas e botão da trava do freio de estacionamento) e em plástico imitando metal (painel central e molduras das saídas do ar-condicionado e das maçanetas das portas). Os bancos são revestidos de tecido (tear) preto, de toque agradável, bonita padronagem e compatível com o nosso clima tropical; e têm formato que prende bem o corpo. A 307 SW tem coluna de direção que regula em altura e distância e bancos dianteiros com regulagem de altura, mas o ajuste do encosto, por meio de uma alavanquinha, dificulta a tarefa de encontrar uma boa posição de dirigir. Volante é de três raios. Os instrumentos do painel são de bom tamanho e de fácil visualização.
Traseira com linhas bem comportadas e discreto aerofólio no teto, detalhe esportivo - Traseira com linhas bem comportadas e discreto aerofólio no teto, detalhe esportivo

Modularidade
Uma grande sacada da Peugeot, para a versão Allure, são os bancos traseiros modulares. Os três podem ser removidos, escamoteados ou encaixados, em duas posições, no porta-malas. Isso permite que o motorista transporte, por exemplo, uma escada, retirando apenas um deles ou faça uma pequena sala de estar, removendo os laterais e deixando o do centro (rebatido) como uma mesinha. A retirada e o encaixe são operações fáceis e, em qualquer posição, os três são servidos de cintos de três pontos e apoios de cabeça. Além disso, o porta-malas tem excelente capacidade, ganchos para fixação de carga, dois compartimentos (com redes) e tomada de força. Mas falta uma rede maior, para prender pequenos objetos.

Segurança
Outro ponto positivo da 307 SW Allure é o pacote de segurança, que inclui freios ABS (com repartidor de força e assistência de frenagem de emergência); airbags frontais, laterais e de cortina, com chave para desligar a bolsa inflável do passageiro da frente (muito útil para levar cadeiras infantis); sistema de controle eletrônico de estabilidade; dispositivo que acende automaticamente as luzes de emergência depois de uma freada brusca; e sistema isofix, para fixação de cadeirinhas infantis. A visibilidade traseira é boa, para uma perua, devido à grande área envidraçada (principalmente a do vidro da tampa traseira) e aos apoios de cabeça, escamoteáveis. Mas poderia ser melhor se os espelhos retrovisores externos fossem maiores.

Desempenho
Embora não seja flex, como os concorrentes, o motor 2.0 16V tem fôlego de sobra e é bastante elástico, para permitir boas arrancadas e retomadas de velocidade. Aliado a um câmbio com relações de marchas bem dimensionadas, o propulsor evita o desgaste do motorista, que, mesmo no trânsito urbano, tem que trocar menos de marcha. O nível de ruídos também é bem baixo. Mas o mesmo não acontece com a suspensão, que privilegia a estabilidade, mas transmite demais as irregularidades do piso, para dentro do habitáculo, e é muito barulhenta. Os pneus têm perfil adequado (195/65) para enfrentar as condições de nossas estradas.

Leia mais e assista ao teste do Peugeot 307 SW no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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