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Estado de Minas

Chrysler 300C Touring - Essa perua tem limite

Estilo da Chrysler 300C Touring é de virar o pescoço e o motor V8 Hemi, eficiente. Mas a pouca altura do solo e a grande distância entre-eixos não combinam com rampas


postado em 01/12/2007 14:11

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal - 19/11/07)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal - 19/11/07)
A família 300C foi um dos primeiros frutos da união da Mercedes-Benz com a Chrysler. Quando a linha apareceu pela primeira vez em público, no Salão de Nova York de 2003, foi um verdadeiro alvoroço. Suas linhas encantaram os visitantes e os dois modelos se tornaram rapidamente sucesso de vendas no mercado norte-americano. Depois do sedã, a montadora resolveu trazer, do Canadá, a perua, denominada Touring, somente para os modelos destinados à exportação.

Design
As linhas são a principal arma da 300C Touring. Seu estilo foi inspirado na série 300 da Chrysler, produzida de 1955 e 1965, mas com claros toques de um hot rod. Na frente, o que mais chama a atenção é a enorme grade dianteira, quadriculada e cromada. Além de completar o charme da frente, os faróis de dupla parábola, com luzes de xenônio e lavadores, são muito eficientes. De perfil, destaques para a linha de cintura alta, que, crescendo da frente para a traseira, quase transforma a perua em cupê, o que reforça sua aparência 'musculosa'; para as enormes rodas de 18 polegadas, com desenho bem esportivo; e para a abundância de cromados (maçanetas, frisos, etc.).

Porta-malas
Na traseira, a principal diferença da 300C Touring é a tampa do porta-malas, que avança até o pilar C, o que possibilita melhor acesso ao compartimento de cargas. O porta-malas tem excelente capacidade (630 litros, até o teto), além de porta-trecos laterais e porta-objetos sob o piso. O estepe é de emergência e fica bem escondido. Também chama a atenção o pequeno vidro traseiro, que, somado ao teto baixo, dificulta bastante a visibilidade traseira, tornando o sensor de estacionamento indispensável. Mas o principal problema da 300C Touring é a pouca altura do solo, que, somada à grande distância entre-eixos (3,05 m), faz com que a perua raspe a frente, a traseira e o meio em qualquer rampa. O comprimento (de quase 5 m) também dificulta as manobras no trânsito urbano.
Vidro traseiro é pequeno e dificulta a visão do motorista, que precisa de sensor de estacionamento
Vidro traseiro é pequeno e dificulta a visão do motorista, que precisa de sensor de estacionamento

Interior
Por dentro, a perua abandona a filosofia hot e privilegia mais o estilo retrô, no sentido mais clássico do termo: volante enorme (poderia ter diâmetro menor), de quatro raios, misturando madeira e cobertura em couro; bancos revestidos em couro cinza; detalhes em madeira (volante, puxadores de porta e no pomo da alavanca de marchas); abundância de cromados (base da alavanca de marchas, painéis e maçanetas das portas e nos aros do velocímetro e conta-giros); detalhes em plástico imitando metal (painel central e volante); e relógio analógico no alto do painel central. Os bancos dianteiros não prendem bem os corpos dos ocupantes.

Conforto
O espaço interno é bem generoso, oferecendo conforto para quatro adultos, pois quem senta no meio do banco traseiro sofre com o túnel central, que é bem alto (por onde passa o cardã), e o apoio de braço, que fica embutido. Para encontrar boa posição de dirigir, o motorista conta com regulagens elétricas do banco, coluna de direção e pedal de freio. Mas, devido à linha de cintura alta e à pouca área envidraçada, o condutor se sente meio perdido e sufocado. Aliás, o teto baixo e a posição recuada de dirigir dificultam enxergar o semáforo quando o motorista pára o carro muito próximo à faixa de retenção.

Desempenho
Como um bom americano, a 300C Touring tem motorzão. Mas o V8 da Chrysler merece destaque, pois tem câmara hemisférica (por isso, o nome Hemi), que otimiza a combustão; e um sistema, denominado MDS (Multi-displacement system), que pode cortar a alimentação de quatro (dos oito) cilindros quando o motorista não precisa de toda a força do motor. Os dois sistemas possibilitam respostas rápidas aos comandos do acelerador, suavidade e economia. O câmbio automático, com possibilidade de mudanças manuais, tem trocas suaves e as relações de marcha estão bem escalonadas. A suspensão também é bem americana e deixa o carro parecendo um navio, que aderna em lombadas e transfere bastante as imperfeições para o habitáculo. O nível de ruídos internos é elevado.

Leia mais e assista ao teste da 300C Touring no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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