Hatchback passa por perícia - Avaliação técnica do Ka 1.6

Confira o teste detalhado do novo Ford Ka com motor 1.6

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postado em 12/01/2008 20:57 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Espaço no banco traseiro é ideal para duas pessoas, de preferência não muito grandes. Estepe sob porta-malas não é nada prático - Jair Amaral/EM - 27/12/07 Espaço no banco traseiro é ideal para duas pessoas, de preferência não muito grandes. Estepe sob porta-malas não é nada prático
BOM

Freios
Apresentaram bom comportamento dinâmico com reações bem balanceadas nos dois eixos. Numa condução esportiva, tem boa sensibilidade, e desaceleração eficiente, sem alterar a trajetória e o espaço percorrido até a parada sendo coerente com a velocidade imprimida. Não tem sistema ABS e não apresentou superaquecimento após uso constante em longa decida sinuosa. O freio de estacionamento atuou normalmente.

Câmbio
O engate é preciso e alavanca tem curso correto. As relações de marchas/diferencial estão muito bem definidas para o rendimento do motor. o peso do veículo exige poucas trocas no uso urbano e em rodovias.

Vedação
Boa contra água e poeira.

Limpador de pára-brisa
São boas as áreas varridas no pára-brisa e no vidro traseiro. Ao esguichar água, as palhetas atuam automaticamente e os comandos são fáceis de operar. O reservatório de água instalado dentro do vão do motor tem quatro litros de capacidade e é de fácil manuseio, mas a tampa deveria ser azul e não preta.

Alarme
Tem chave de ignição codificada com sistema Ford PATS e proteção volumétrica dentro do habitáculo. Ao dar comando para travar as portas, os vidros sobem automaticamente e o sistema antiesmagamento funcionou bem.

REGULAR

Acabamento da carroceria
As portas estão desniveladas, e a tampa traseira descentralizada. A lanterna traseira direita tem problemas de montagem. A qualidade final da pintura é boa.

Altura do solo
Não tem, de série, proteção inferior em aço para o cárter e caixa de marchas. Com carga útil de cinco adultos e bagagem, ocorreram leves interferências com o solo.
Análise feita pela fisioterapeuta Danielle Pongellupe - Arte de Henrique Lima/Uai sobre arte/EM Análise feita pela fisioterapeuta Danielle Pongellupe

Climatização
A caixa de ar está mal vedada no direcionamento do fluxo, ocorrendo vazamento de ar climatizado para a base do pára-brisa, o que causa o condensamento no vidro. Fora isso, apresentou comportamento satisfatório.

Motor
As retomadas de velocidade e aceleração são notáveis e o conjunto motor e câmbio deixa o automóvel com ótima dirigibilidade no uso misto, sendo rápido em condução esportiva. Ocorreu pequena falta de progressividade no inicio da aceleração, nas trocas de marchas no uso urbano a baixa rotação.

Suspensão
Para um hatch leve, o conforto de marcha poderia ser melhor elaborado, pois as transferências das imperfeições do solo são notórias e incomodam, quando sobre piso irregular, estando o veículo em velocidade moderada, principalmente quando carregado. A estabilidade é ótima no contorno de curvas de raios variados, com pouca inclinação da carroceria.

Direção
A caixa de direção apresentou barulho excessivo em curvas sobre pisos irregulares. A posição da coluna de direção não favorece a dirigibilidade de condutores de maior estatura e o aro do volante mais fino tem pega ruim. O sistema demonstrou boa sensibilidade, com reações equilibradas. O efeito retorno tem boa velocidade e o diâmetro de giro satisfaz bem. A antiga versão 1.6 era equipada com pneus na medida 185/60 14" e nesse novo modelo passou para 175/65 14", com pequeno ganho no conforto de marcha e esforço no volante, mesmo com sistema assistido hidraulicamente, mas com perda no comportamento dinâmico do veículo.

Iluminação
O novo grupo óptico dianteiro teve significativo ganho em eficiência no baixo e no alto, em relação ao modelo anterior, mesmo sendo com parábola simples. Não tem auxilio de farol de neblina, nem regulagem elétrica de altura, em função da carga transportada, agora de 455 quilos. Tem luz de cortesia somente no porta-malas, e a iluminação na zona do teto é aceitável.

RUIM

Vão do motor
As duas hastes de sustentação do capô apresentam flexibilidade estrutural de construção, deixando uma folga transversal na tampa. Além disso, a haste do lado direito interfere com o acabamento interno do painel de fogo. Trafegando sobre pisos irregulares, é evidente a movimentação excessiva do capô, como se não estivesse travado. O resultado do isolamento acústico no capô e painel de fogo é limitado em relação ao habitáculo, com o motor em alta rotação. O acesso à manutenção é razoável.

Ruídos internos
O efeito aerodinâmico é evidente já a 90 km/h, piorando muito em função da velocidade, apesar da pequena área frontal do veículo. Apresentou baixa qualidade na montagem dos novos componentes internos, devido ao excessivo nível de ruídos, que incomoda muito.

Estepe/macaco
O estepe, que tem a roda em aço e o pneu igual aos de uso, está instalado debaixo do vão de carga, em suporte metálico com trava, que tem acionamento para o basculamento por meio de haste dentro do porta-malas. A operação de troca não é simples, nem limpa, mas tem auxilio de prisioneiros nos cubos de roda. Para se retirar a calota central da roda de liga leve e ter acesso às porcas de fixação, existe ferramenta especifica, inserida na própria chave de roda.

Ferramentas
Não tem.

EXTRA

Volume do porta-malas
O declarado pela fabrica é de 263 litros e o encontrado com o banco traseiro na posição normal e a tampa do bagagito fechada foi de 254 litros, sendo prejudicado pela posição do macaco e do triângulo de segurança, mas beneficiado por não ter alto-falantes instalados.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho

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