Novo Ford Ka 1.0 Flex - Mais espaço, menos força

O pequenino cresceu, continuou com as mesmas duas portas e mudou radicalmente o visual. Mas motor da versão de baixa cilindrada deixa a desejar em aclives e com ar ligado

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postado em 23/01/2008 16:16 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 3/1/08
Demorou um pouco, mas finalmente o Ka mudou o visual. E, para compensar a demora, a mudança foi radical e, de acordo com a Ford, feita totalmente com base na opinião do consumidor, tanto masculino quanto feminino. O novo compacto foi criado no Brasil, por designers e engenheiros brasileiros, incorporando vários elementos da nova filosofia de estilo da marca, a Knetic, com linhas que expressam movimento.

Estilo
A primeira conclusão que se tira ao olhar para o novo compacto é: o Ka continua sendo um Ka. Embora tenha crescido 15 cm em comprimento, o modelo conserva o charme do seu antecessor. Aliás, o novo compacto usa as mesmas portas e pára-brisa. Na frente, os faróis também ficaram maiores, mais espichados e lembram os do Chevrolet Celta, um de seus principais concorrentes; e a grade e os pára-choques são pintados na cor da carroceria, mesmo na versão de entrada.

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De perfil
Na lateral, os detalhes que chamam a atenção são o recorte do vidro traseiro, que deixa o pilar C em forma de triângulo; o pilar C pintado de preto, que cria uma linha de continuidade entre os vidros e acentua a esportividade; as calotas de cinco raios, que são presas pelos parafusos às rodas, para evitar o "furto fácil" (segundo a Ford, esse foi um dos pedidos dos consumidores durante as clínicas realizadas pela montadora); e as rodas de 13 polegadas, que são de série na versão de entrada (rodas de liga de 14 polegadas são opcionais).
Alterações de estilo melhoraram a traseira, o ponto mais fraco do Ka anterior - Alterações de estilo melhoraram a traseira, o ponto mais fraco do Ka anterior

Traseira
A principal mudança está na parte que era mais sensível, e criticada, no modelo anterior: a traseira, que ganhou recortes bem ao novo estilo knetic e lembra bastante a do Honda Fit. O vidro é maior e "abraça" mais a carroceria. A tampa do porta-malas desenha um ressalto na linha de cintura e seu recorte vai até o pára-choque, facilitando o acesso ao compartimento. O ponto negativo é que o estepe continua do lado de fora, tornando as trocas sujas e complicadas. As lanternas são atuais, com desenho mais horizontal e lentes transparentes. No teto, um pequeno aerofólio incorpora a terceira luz de freio e completa bem o conjunto estilístico.

Interior
Por dentro, as alterações também foram muitas. Do kazinho, as lembranças são o volante de dois raios, que ganhou novo bojo (reto na parte de cima), para possibilitar melhor visualização dos instrumentos; o formato do painel das portas, que, aliás, são as mesmas do modelo anterior; e a falta de termômetro da água do motor, que também não havia no antecessor. Por outro lado, o porta-luvas ganhou tampa, embora seja muito pequeno; o porta-malas tem comando de abertura no painel; mensagem no quadro de instrumentos informa o momento das revisões; e o banco traseiro ganhou muito mais espaço, levando dois adultos e uma criança com certo conforto. Mas o acesso é ruim. Por terem assentos curtos, os bancos não apóiam bem as pernas. O porta-malas também cresceu e agora acomoda bem a bagagem de quatro adultos. Por fim, o acabamento, mesmo para um carro de entrada, fica devendo muito. O nível de ruídos é elevado, com barulhos estranhos vindos das caixas de roda traseiras.

Desempenho
O Ka cresceu de tamanho e o motor 1.0, agora com sistema flex, não acompanhou. O desempenho deixa a desejar em várias situações. Bastam dois adultos no carro e ar-condicionado ligado, para começar o sofrimento ao subir ladeira de inclinação média. Há uma melhora perceptível quando se usa apenas álcool. O consumo fica na média dos concorrentes. Um item interessante desse propulsor é a transmissão (entre virabrequim e comando de válvulas) por corrente, que elimina manutenção e risco de quebras. O câmbio tem engates macios e precisos e as relações de marcha não apresentam buracos (queda de rotação). A suspensão privilegia mais a estabilidade, mas sacrifica um pouco o conforto, principalmente de quem se senta no banco traseiro.

Leia mais e assista ao teste do Ka 1.0 no Veja Também, no canto superior direito desta página. Aproveite e confira o teste do Ka 1.6 e o comparativo entre Ka e Celta.

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