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Estado de Minas

VW Bora 2.0 - Mexicano sem pimenta

Importado do México, sedã médio da Volkswagen ganha nova maquiagem e equipamentos sofisticados, como o câmbio automático de seis marchas. Desempenho deveria ser melhor


postado em 05/03/2008 15:35

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 21/2/08)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 21/2/08)
O mercado dos sedãs médios no Brasil está cada vez mais competitivo. Para estar bem representada nesse segmento, a Volkswagen não apenas lançou o Jetta, derivado da quinta geração do Golf (o atual modelo europeu) - um modelo moderno, tanto em termos de estilo como de mecânica -, como também fez uma maquiagem e equipou melhor o Bora, baseado na quarta geração do Golf (produzida no Brasil) e passou por reestilização em 2007. Os dois são importados do México, dentro do acordo com o Mercosul, sem tarifa e cotas. O Bora ficou como a opção mais barata.



Design
O objetivo da reforma estilística foi deixar o Bora mais parecido e sintonizado com os outros modelos da marca, distanciando-o do antigo Golf. Para isso, a frente ganhou faróis de dupla parábola, com máscara prateada; o (já) tradicional V, formado pelo capô, grade frontal e pára-choque; e a grade frontal com moldura e barras cromadas. Com as mudanças, os indicadores de direção foram parar numa posição curiosa: abaixo do pára-choque e junto com as luzes de neblina. As tomadas de ar são maiores e agora estão protegidas por uma grade, muito útil para evitar a entrada de pedras e pequenos objetos, que possam atingir o radiador.

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Seguindo a nova filosofia de design da marca, lanternas traseiras ganharam elementos circulares, como ocorreu com o Passat, Polo e outros, mas lateral não consegue esconder o perfil do modelo anterior
Seguindo a nova filosofia de design da marca, lanternas traseiras ganharam elementos circulares, como ocorreu com o Passat, Polo e outros, mas lateral não consegue esconder o perfil do modelo anterior

Herança
A traseira também passou pelo bisturi VW. As lanternas incorporaram elementos circulares, ficando parecidas com as dos outros sedãs da marca (Jetta, Passat e Polo). O pára-choque foi modificado, mas de forma menos significativa. Com a reforma, a maçaneta do porta-malas está no logotipo, dando charme a mais ao modelo. Basta empurrar a parte de cima e puxar a de baixo para abrir a tampa. Mas as alterações de estilo param aí, e a lateral denuncia que o sedã é derivado do antigo Golf. Já o novo desenho das rodas de liga combina bem com o conjunto, mantendo a aparência mais sóbria.

Interior
Por dentro, o Bora também continua praticamente o mesmo, exceto pelas molduras cinzas das saídas do sistema de ar condicionado eletrônico e do equipamento de som. O acabamento interno segue o mesmo padrão externo de sobriedade, prevalecendo a cor preta, que combina bem com detalhes cromados na base e nos botões das alavancas de marchas e do freio de estacionamento e da maçaneta das portas. O volante de três raios tem boa pega e possibilita ampla visão dos instrumentos. Os bancos foram redesenhados e ganharam tecido de toque agradável, mas o revestimento em couro faz falta em um carro com essa proposta. A posição de dirigir é boa e fácil de ser encontrada, pois o motorista pode regular o banco e a coluna de direção, em altura e profundidade.

Espaço
Como as mudanças não alteraram a medida de entre-eixos, o espaço interno continua o mesmo: razoável para um sedã médio. Mas o passageiro que se senta no meio do banco traseiro não está protegido pelo apoio de cabeça e é incomodado pelo túnel central e pela extensão do console. O porta-malas também tem capacidade compatível com a proposta (455 litros) e é todo forrado, inclusive na parte interna da tampa.

Bora X Concorrentes (13/07/08)

Renault Mégane Dynamique 2.0 16V (R$ 61.490), Chevrolet Vectra Elegance 2.0 Flexpower (R$ 64.163), Ford Focus Sedan Ghia 2.0 16V (R$ 68.530) e Citroën C4 Pallas GLX 2.0 16V (R$ 65.640).

Transmissão
A grande atração do Bora é a opção do câmbio automático de seis marchas, herdado do Jetta, que possibilita trocas bem mais suaves e redução do consumo e do nível de ruídos. Se o motorista quiser ir mais depressa, existe a opção de trocas esportivas. Mas o entusiasmo é diminuído pelo desempenho apenas razoável, proporcionado pelo motor 2.0, de 116 cv. Outro ponto negativo desse propulsor é não ter o sistema flex. A suspensão apresenta bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. O nível interno de ruídos é elevado, principalmente nessa categoria.

Leia mais sobre o Bora no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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