Qualidade e dilemas - Avaliação técnica do C4 Pallas

Carro tem problemas de ergonomia nos bancos dianteiros, traseiro e para fechar o porta-malas. Suspensão se destaca pelo ótimo comportamento dinâmico e os freios são eficientes

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postado em 06/04/2008 03:58 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Análise feita pela fisioterapeuta Danielle Pongellupe - Arte de Henrique Lima/Uai sobre Arte/EM Análise feita pela fisioterapeuta Danielle Pongellupe
BOM

Climatização
O sistema automático digital apresentou bom funcionamento e conta com regulagem de temperatura diferenciada para condutor e passageiro. Para os passageiros de trás, tem no final do console central dois difusores de ar com boa vazão, que têm apenas caixa de ar independente, com quatro velocidades, mas sem dutos interligados ao sistema principal com ar climatizado. Junto ao difusor de ar central direito tem local para colocar
cartucho específico com perfumador de ambiente. Há controle do recírculo de ar interno no volante, por meio de tecla, muito prático.

Freios
Estão muito bem calibrados e dimensionados para a massa do veículo e performance do motor. O ABS atuou com eficiência em frenagem de emergência sobre piso de baixo atrito e também seco. O freio de estacionamento sustenta o veículo carregado em aclive/declive. O pedal de freio tem boa sensibilidade e as reações do sistema são bem balanceadas nos dois eixos, favorecendo muito numa condução esportiva.

Câmbio
Proporciona melhor dinâmica ao veículo em relação ao mesmo com câmbio automático, e as trocas são poucas. As relações de marchas-diferencial estão muito bem definidas. A qualidade de engate é ótima em precisão, maciez, curso e posicionamento da alavanca.

Motor
O ganho na performance é significativo, com melhores retomadas de velocidade e aceleração, com o câmbio manual. A dirigibilidade é prazerosa no uso misto (estrada/cidade). A rumorosidade de funcionamento é baixa. Tem boa potência e mesmo com o torque máximo atuando em alta rotação, não prejudica a condução quando trabalha em baixo regime de rotação (uso urbano).

Vedação
Boa contra água e poeira.

Direção
Visto de lado, este Citroën impressionada pelo volume da carroceria - Marlos Ney Vidal/EM Visto de lado, este Citroën impressionada pelo volume da carroceria
A coluna de direção tem ajuste em altura e profundidade. A precisão na reta e em curvas é muito boa e o sistema tem reações equilibradas e com boa sensibilidade. A velocidade do efeito retorno é boa e o diâmetro de giro em manobras é aceitável.

Iluminação
O sistema tem sensor crepuscular. Há também luz de cortesia no porta-malas, porta-luvas e pára-sóis. O farol de dupla parábola é eficiente e conta com regulagem elétrica em altura, em função da carga transportada. A iluminação do habitáculo (zona do teto) satisfaz, com duas lanternas, sendo uma na zona anterior com duplo spot fixo integrado e a outra na zona posterior.

Limpador de pára-brisa
O sistema tem sensor de chuva. Ao esguichar água no pára-brisa, do tipo spray em V, palhetas de boa qualidade varrem uma boa área. É fácil o acesso para o reabastecimento de água no reservatório dentro do vão do motor.

Alarme
Ao dar comando por controle remoto, inserido na própria chave de ignição, que é codificada, os vidros sobem automaticamente pressionando-se a tecla, e o sistema antiesmagamento funcionou bem. O veículo tem opcionalmente proteção volumétrica no habitáculo e perimétrica das partes móveis.

REGULAR

Vão do motor
A insonorização do vão em relação ao habitáculo é aceitável, inclusive em alta rotação. O motor preenche todo o vão e invade a cobertura do painel de fogo, sendo o acesso à manutenção de vários componentes bem limitado.

Altura do solo
Tem chapa em aço para toda a zona inferior do motopropulsor. Toca com freqüência o solo, na zona anterior (base do pára-choque dianteiro e proteção do motor), em saídas de garagem em desnível, piorando quando com carga útil de 400kg. Raspa também a zona central do chassi ao trafegar sobre pisos irregulares e ao transpor quebra-molas salientes.

Suspensão
O sistema tem controle dinâmico de estabilidade (ESP), que atuou com eficiência no limite de aderência lateral e na estabilidade direcional. A suspensão dianteira apresentou o fenômeno de caída de roda em passagem súbita por desnível. O conforto de marcha é razoável em pisos com imperfeições e o nível das transferências, aceitável. A estabilidade é muito boa no contorno de curvas de raios variados, pela ótima precisão e inclinação moderada da carroceria.

Estepe/macaco
O estepe, que está instalado no porta-malas, tem a roda em aço e o pneu diferente na medida e fabricante dos de uso, além de limitados a 80km/h. Para retirar a calota central, e se ter acesso aos parafusos de roda, há uma ferramenta específica, no kit de troca. A operação de troca é normal.

RUIM

Acabamento da carroceria
O pára-choque traseiro começou a descascar na união com a lanterna esquerda. As quatro portas estão desniveladas, e a tampa do porta-malas e o capô, descentralizados e desnivelados. A pintura contém alguns pontos com impurezas, mas é boa a tonalidade da tinta das partes plásticas (pára-choques, pára-lamas dianteiros, retrovisores externos, maçanetas etc) em relação às pintadas na chapa de aço.

Nível interno de ruídos
O efeito aerodinâmico inicia-se a 110km/h. Somado aos ruídos no habitáculo, quando sobre pisos irregulares, cria incômodo, deixando a desejar.

Ferramentas
Não tem.

EXTRA

Volume do porta-malas
O declarado pela fábrica é de 580 litros. O volume encontrado na medição foi de 513 litros.

(*) Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan

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