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Estado de Minas

Renault Grand Tour Privilége 2.0 - Espaço, firulas e descaso

Perua média derivada do Mégane passa a ter versão de luxo equipada com câmbio automático e sensores de chuva, luminosidade e obstáculos, além de som com MP3


postado em 27/07/2008 18:17

(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 14/07/08)
(foto: Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 14/07/08)
A versão topo de linha da perua Grand Tour vem equipada com itens até então inéditos na gama, como os sensores de chuva, acendimento automático de faróis e obstáculos no pára-choque traseiro. Outras firulas são os apliques imitando metal no interior, retrovisores rebatíveis eletricamente, sistema de som com MP3 e disqueteira. Além disso, essa versão só está disponível com transmissão automática. Bancos forrados em couro e ar-condicionado digital completam os itens de conforto e comodidade.

Freios a disco nas quatro rodas com ABS, airbag duplo frontal, alarme, computador de bordo, entre outros, são de série na versão Privilège, que é vendida em configuração única.
Sensor de obstáculo traseiro é novidade na versão de luxo. Acabamento imitando alumínio em diversos pontos do interior
Sensor de obstáculo traseiro é novidade na versão de luxo. Acabamento imitando alumínio em diversos pontos do interior

Perua é modelo familiar e prático, mas não faz sucesso no mercado nacional. Consumidor brasileiro tem adoração por sedãs. A diferença da perua para o sedã, além das formas da carroceria, é o lado prático. Nas peruas, leva-se objeto maior por causa da abertura enorme da tampa traseira. A perua se transforma em furgão, rebatendo-se o encosto do banco traseiro. A limitação do sedã é que a pequena abertura do porta-malas impede a colocação de carga maior.

A Grand Tour tem bom espaço interno, porta-malas grande e suspensão que concilia rodar macio e comportamento dinâmico muito bom. Transfere muito pouco as imperfeições do piso para dentro e proporciona conforto para cinco ocupantes. No banco traseiro, três adultos se acomodam bem.

Equipada com motor 2.0 a gasolina, de 138 cv, e 19,2 kgfm de torque, o desempenho é muito bom tanto em acelerações quanto em retomadas. O câmbio automático peca por ter apenas quatro velocidades, o que aumenta o consumo e, às vezes, a segunda marcha é forte e a terceira, fraca. O ideal seriam cinco ou mais. Uma pena, porque o câmbio interpreta as intenções do motorista e reduz a marcha em descidas para poupar freio e as trocas são suaves.

A direção é leve, com assistência elétrica, e a coluna tem regulagens em altura e distância. Comandos estão bem posicionados e ao alcance das mãos. Mas, em meio a tantas firulas, ainda não foi desta vez que a Renault equipou a linha Mégane, no Brasil, com a importante regulagem elétrica de facho de farol, sistema primordial para não ofuscar a visão dos motoristas dos carros que vêm em sentido contrário. No mercado europeu, a linha Mégane tem o equipamento. No nacional, o motorista precisa abrir o capô para fazer a regulagem manual. Não é prático nem confortável em um carro que custa R$ 80 mil e é o modelo topo de linha da marca no mercado nacional.

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