Lexus LS 600H - Ecochique

Avaliamos o único exemplar existente no Brasil do Lexus híbrido. Trata-se do primeiro supersofisticado sedã de luxo do mundo com essa tecnologia

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postado em 14/09/2008 16:26 Boris Feldman /Estado de Minas
Se este japonês lembra algum modelo de luxo alemão, não se assuste, o carro é concorrente direto da Classe S da Mercedes-Benz e Série 7 da BMW - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 9/7/08 Se este japonês lembra algum modelo de luxo alemão, não se assuste, o carro é concorrente direto da Classe S da Mercedes-Benz e Série 7 da BMW
Os japoneses não se contentaram em produzir automóveis de excelente qualidade e muita confiabilidade. Decidiram peitar também o mercado de luxo dominado principalmente pelos alemães e alguns norte-americanos mais sofisticados. E não hesitaram em criar marcas para fugir do estigma de bom, simples e barato. Para concorrer com Mercedes, BMW e Audi, a Nissan criou a Infiniti, a Honda foi de Acura e a Toyota se orgulha da linha Lexus. Foi assim que nasceram os japoneses bons e sofisticados, porém mais baratos do que os luxuosos alemães.



Mas a Toyota foi além e decidiu unir sofisticação com a tecnologia híbrida (que é sucesso com o Prius) ao dotar dois de seus Lexus (um SUV e um sedã) com motores a gasolina e elétricos.

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O LS 600h é um enorme sedã com 5,03 m de comprimento, concorrente do Mercedes Classe S ou do BMW série 7. Se a versão normal, a gasolina, já pesa 2.020 kg, a tecnologia híbrida aumentou seu peso em 250 kg.
Lanternas horizontalizadas e saídas duplas de escape combinam luxo e esportividade. Apliques de madeira nobre no painel e console e couro claro. Bancos traseiros individuais reforçam caráter executivo do modelo - Lanternas horizontalizadas e saídas duplas de escape combinam luxo e esportividade. Apliques de madeira nobre no painel e console e couro claro. Bancos traseiros individuais reforçam caráter executivo do modelo

Se alguém já foi logo pensando que o carro é meio "bobão" para andar, está redondamente enganado: é mais rápido que muito esportivo e acelera até 100 km/h em inacreditáveis 6,3 segundos, mais rápido que um Porsche Cayenne GTS...

Também, pudera: além do motorzão V8 de 5.0 litros, com 394 cv, há os elétricos que levam a potência total do sistema híbrido para 445 cv.

Ele decide Você liga o carro e - evidentemente - não escuta coisa nenhuma. Se você pisa no acelerador com delicadeza de moça, ele sai mansinho, movido apenas pelo motor elétrico. Na cidade, em trechos planos, o Lexus vai puxando só corrente elétrica e deixa o tanque de gasolina intacto. E mais: ao frear ou tirar o pé nas descidas, o sistema recarrega a bateria.

Mas, se você exige mais do carro, na arrancada, numa subida ou na estrada, aí o computador entende que a moça cedeu lugar a um boy e a força vem do V8. Se o boy está com pressa, aí entram os motores a gasolina e elétricos e o Lexus vira um foguete.

E o motorista é informado de toda a movimentação operacional do sistema híbrido por uma bem bolada tela de cristal que mostra exatamente o que está ocorrendo. Até porque é tudo tão suave e silencioso que fica difícil saber se a tração é a gasolina ou elétrica, se a bateria está fornecendo ou recebendo carga. Há gráficos que indicam o consumo médio e máximo de cada propulsor e outras análises do sistema.

O consumo e a emissão de gases só não são mínimos porque o carro é pesadíssimo e tem muito desempenho. Mesmo assim, faz 12km/l na estrada, 9 km/l na cidade. Emite apenas 219 g de CO2 por quilômetro, contra 283 g/km da Mercedes S com motor V8 de 388 cv.

Completo
Desnecessário relacionar os equipamentos de um automóvel projetado para brigar com o mais luxuoso dos Mercedes ou BMW. Mas, além de empatar em todos os quesitos de conforto, segurança e acabamento, a Toyota esnoba o Lexus híbrido com tração nas quatro rodas. O motorista tem o direito de escolher o desempenho: "sport" ou standard. A suspensão (pneumática) é ajustável. E, se estiver com preguiça de encostar o carro na vaga, é só apertar um botão e deixar a eletrônica comandar todo o sistema. O câmbio é do tipo CVT (variável contínuo), que torna o carro ainda mais suave.

Toda essa tecnologia tem seu preço: US$ 105 mil nos EUA. Ele não é importado normalmente pela Toyota para o Brasil. Se fosse, não chegaria por menos de R$ 500 mil...

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