Honda Fit EXL 1.5 flex - Avaliação técnica

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postado em 05/03/2009 13:24 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Linha da traseira remetem ao modelo anterior com lanternas maiores - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Linha da traseira remetem ao modelo anterior com lanternas maiores
BOM

Altura do solo
Tem de série proteção por chapa em aço vazada para o cárter do motor e do câmbio. Não houve interferências com o solo.

Climatização
É automático digital. Apresentou um bom funcionamento com boa vazão de ar pelos difusores do painel que têm também boa angulação. Não tem difusor de ar específico para os passageiros de trás, nem opção de regulagem de temperatura diferenciada para condutor e passageiro. Está bem vedado e a rumorosidade de funcionamento é satisfatória mesmo na velocidade máxima.

Freios
O ABS está bem calibrado e o pedal de freio tem boa sensibilidade. O sistema está bem dimensionado nos dois eixos, proporcionando um comportamento dinâmico eficaz e seguro. O freio de estacionamento atuou normal. Após uso mais constante em longa descida sinuosa e com o veículo em velocidade, apresentou boa resistência térmica.

Câmbio
É automático de cinco marchas e tem modo de uso esporte com opção de troca manual sequencial pelas aletas atrás dos raios superiores do volante. As relações de marchas atendem o rendimento do motor e peso do veículo, proporcionando dirigibilidade satisfatória e tranquila no uso misto. No quadro de instrumentos, tem display informando a marcha e tipo de uso do câmbio. As respostas em kick-down são aceitáveis. O câmbio com CVT do antigo modelo é superior em funcionamento e condução do automóvel.

Motor
O seu rendimento é igual com álcool ou gasolina. A performance com câmbio automático é boa. O sistema Flex funcionou bem com somente álcool no tanque com partida a frio imediata, manutenção da marcha lenta e uma aceleração progressiva, mesmo com o motor pouco aquecido.

Direção
O sistema tem assistência elétrica com cargas que privilegiam o conforto com baixo esforço no uso urbano e em manobras apertadas, e uma boa sensibilidade com reações equilibradas em rodovias. A velocidade do efeito/retorno é ótima e o diâmetro de giro satisfaz. Apresentou boa precisão na reta e em curvas, além de baixo ruído do conjunto em curvas sobre paralelepípedo e terra.

Limpador do para-brisa
Ao esguichar dois jatos de água do tipo spray em V no pára-brisa o sistema entra em funcionamento automático, onde palhetas de qualidade varrem uma área satisfatória. No vidro traseiro, o sistema é também eficiente. O reservatório d'água que tem vareta com medidor de nível tem fácil acesso e identificação dentro do vão motor.

Vedação
Boa contra água e poeira.

Ferramentas
Tem uma chave de fenda combinada com Philips.

REGULAR

Acabamento da carroceria
A qualidade final da pintura é boa. Os retrovisores externos merecem destaque pelo ótimo campo de visão. A porta traseira esquerda está desnivelada, mas as outras têm montagem razoável. A tampa traseira e o capô estão descentralizados e a tampa lateral para acesso ao reservatório de partida a frio está desnivelada em relação ao para-lama.

Iluminação
O quadro de instrumentos tem iluminação permanente. Há luz de cortesia, somente no porta-malas. No habitáculo tem dois spots fixos na zona anterior do teto e uma lanterna na zona central com resultado razoável em iluminação. O farol tem construção com parábola única e apresentou resultado normal em iluminação no baixo e no alto, mas não tem regulagem elétrica de altura em função da carga transportada para esta versão topo de linha. Há faróis de neblina embutidos no para-choque.

Estepe/ macaco
O estepe está instalado dentro do porta-malas. O aro não é em liga leve e o pneu é diferente dos de uso em relação a fabricante, medidas, índice de velocidade e de carga. No caso de uso em rodovias ocorrerá grande alteração do comportamento dinâmico do automóvel exigindo reparo imediato do pneu/ roda danificado. Essa solução não tem sentido técnico, apenas de custo. A operação de troca é normal.

Alarme
A chave de ignição é codificada e há proteção perimétrica das partes móveis, mas não tem a volumétrica contra a invasão do habitáculo através da quebra dos vidros.

RUIM

Vão do motor
O vão é pequeno e o motor preenche todo o espaço, além de invadir a cobertura do painel de fogo, limitando bem o acesso à manutenção de vários componentes. É preciso melhorar o isolamento acústico em relação ao habitáculo. A transferência de ruído do motor, já em média rotação, causa desconforto auditivo, piorando bem em alta rotação e em kick-down.

Nível interno de ruídos
Não tem um habitáculo silencioso, principalmente na zona posterior, quando se roda sobre piso de calçamento, terra e asfalto ruim. O efeito aerodinâmico é evidente em velocidades mais altas.

Suspensão
Os componentes das suspensões dianteira e traseira estão muito mal qualificados. São extremamente ásperas, principalmente a traseira, proporcionando desconforto. A estabilidade é boa numa condução normal, mas tende a sair de frente em curvas de raio curto e médio feitas no limite da aderência lateral. O modelo anterior com o mesmo motor era superior em handling e equipado com pneus aro 14, sendo que a nova versão adotou o aro 16, que teve ganho somente em estética. Em piso irregular, nota-se rumorosidade das suspensões.

EXTRA

Volume do porta-malas
O declarado pela fábrica é de 384 litros, e o encontrado com o banco traseiro na posição normal e com a tampa do bagajito fechada foi de 310 litros.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan

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