Ford Edge SEL V6 3.5 - Na crista da onda

Aproveitando a febre alta dos crossovers no Brasil, Ford traz do Canadá modelo que tem bom desempenho, acabamento refinado e muita tecnologia. Mas o preço é salgado

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postado em 12/03/2009 11:53 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Desenvolvido sobre a plataforma do sedã Fusion, o carro tem a mesma frente, com três barras cromadas e faróis avançando pelas laterais - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 17/2/09 Desenvolvido sobre a plataforma do sedã Fusion, o carro tem a mesma frente, com três barras cromadas e faróis avançando pelas laterais
Enquanto nos Estados Unidos a venda de crossovers - veículos que misturam características de utilitário-esportivo com perua - perde força, no Brasil a febre por esses modelos continua em alta há quase dois anos. Nessa leva, já vieram Nissan Murano, Mitsubishi Outlander, Dodge Journey, Chevrolet Captiva, entre outros. A Ford joga suas fichas no Edge, que acaba sendo uma aposta alta porque, embora tenha a mesma plataforma e arquitetura do sedã Fusion, o carro não é fabricado no México (é produzido na fábrica de Ontário, no Canadá) e, por isso, não desfruta das vantagens do acordo comercial, ficando com preço acima dos concorrentes mais diretos. Mas o modelo oferece um bom pacote de equipamentos em troca dos R$ 149.700.



Estilo
O Edge segue a mesma filosofia de design do Fusion. Um tem, literalmente, a cara do outro. Na frente, o modelo mantem as três barras cromadas e os mesmos faróis quad-beans que avançam pelas laterais do sedã, o que dá um toque de elegância ao estilo esportivo, marcado no perfil pela linha de cintura elevada, a reduzida área envidraçada e as rodas de liga leve com raios bem finos. As lanternas traseiras seguem o mesmo estilo "tunado" do Fusion, com molduras prateadas em torno das lentes vermelhas. Realçam também a esportividade do aerofólio no alto da tampa traseira e a saída dupla e cromada de escape. A carroceria tem seis opções de cor: branco málaga, preto chamonix, prata munique, vermelho moscou, azul toulouse e cinza berlim.

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Mordomia
Além do excelente espaço interno, devido à grande distância entre-eixos (2,82m), o Edge reserva muitas mordomias para os ocupantes. Ao acionar o alarme na chave, as luzes internas e externas se acendem, iluminando por dentro e ao redor do carro. O conforto começa pelos bancos revestidos em couro: os dianteiros têm estilo poltrona, ajustes elétricos em seis posições, memória e aquecimento; e o banco traseiro é reclinável.
Lanternas traseiras seguem o mesmo estilo Lanternas traseiras seguem o mesmo estilo "tunado" do Fusion, com molduras prateadas e lentes vermelhas

SYNC
No centro do painel está a grande sensação tecnológica do carro: a tela do sistema Sync de entretenimento, desenvolvido em parceria com a Microsoft, com todos os comandos ativados por toque na tela. O Sync inclui sistema de áudio controlado por comando de voz (com MP3), Bluetooth, DVD, entrada para USB e cabo auxiliar e uma memória interna fantástica (de 10 GB), para gravar músicas, filmes e fotos. Outro barato tecnológico é o sistema de iluminação interna, com sete opções de cores, para porta-copos, assoalho interno e consoles central e traseiro, que completa o ambiente futurista.



Segurança
Além da fartura de tecnologia de conforto e entretenimento, o Edge também é muito avançado em segurança. Primeiro, porque a suspensão (independente nas quatro rodas) e tração integral nas quatro rodas garantem um bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. Se o motorista abusar, o controle de estabilidade entra em ação de forma muito eficiente. O pacote ainda inclui freios ABS de última geração, com distribuição da força de frenagem entre as rodas (EBD); e seis airbags (frontais, laterais e de cortina). Cintos e airbags funcionam com base em sensores, que identificam a distância do motorista e passageiro em relação ao volante e painel e o peso do ocupante e regulam a explosão da bolsa e a retração do cinto.

Desempenho
O motor V6 3.5, de 269 cv, tem fôlego de sobra para o "carrão", que pesa mais de duas toneladas. O crossover acelera bem, mas a máxima é limitada (eletronicamente) a 180 km/h e o consumo é alto, mesmo para um V6: média de 5,31 km/l na estrada. O câmbio automático não tem opção de troca manual ou esportiva e falta indicador de marcha engatada no painel. Não se iluda com o porte e a tração nas quatro rodas do Edge, pois o carro não tem a menor aptidão (e nem é a sua proposta) para o fora-de-estrada. Além de a frente ser muito baixa, os pneus para asfalto deixam o motorista literalmente na mão.

Veja a avaliação técnica, os equipamentos de série, os opcionais e a ficha técnica do Ford Edge no Veja Também, no canto superior direito desta página.

Boris Feldan comenta sobre o mercado de crossovers no Brasil




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