Por baixo do sombreiro - Avaliação técnica do Captiva Ecotec

Saiba como o carro da GM, importado do México, se saiu em nossos testes ergonômico e técnico

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postado em 08/04/2009 14:46 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 16/3/09
BOM

Vão do motor
O vão é pequeno, mas o acesso à manutenção é satisfatório para o motor de quatro cilindros. A sistematização dos vários componentes é racional e tem aspecto limpo. O resultado do isolamento acústico, em relação ao habitáculo, é muito bom para a cilindrada do motor.

Climatização
Sistema tem seis difusores de formato circular no painel, com boa vazão de ar e angulação, mas não tem difusor de ar específico para os passageiros de trás no fim do console central, nem opção de regulagem de temperatura diferenciada para condutor e passageiro. O nível de ruído de funcionamento, na velocidade máxima, é satisfatória. Está bem vedado.

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Câmbio
A transmissão automática tem display no quadro de instrumentos, informando o tipo de condução e marcha selecionada. As respostas em kick-down são imediatas e as relações de marchas atendem razoavelmente no uso misto. Não tem opção de 4x4.

Motor
A sua performance, em geral, satisfaz, mesmo acoplado a um câmbio automático, e proporciona uma boa dirigibilidade para um propulsor de quatro cilindros. A sua taxa de compressão é muito alta, e o nível de ruídos de funcionamento é baixo e sem vibrações. As retomadas de velocidade e aceleração agradam, sendo prático no uso urbano e com boa dinâmica em rodovias com topografia normal, estando o veículo carregado e com o ar-condicionado ligado.

Direção
A coluna de direção tem regulagem somente em altura, mas o curso é bom. A precisão na reta e em curvas é boa e as suas reações são equilibradas. A velocidade do efeito retorno agrada. O conjunto apresentou nível baixo de ruídos em curvas sobre piso de terra e calçamento, numa utilização severa. Estão bem definidas as cargas do sistema assistido, que proporcionam conforto e boa leveza no uso urbano e firmeza na estrada.
Motor 2.4 Ecotec tem 171 cv de potência. Já o estepe fica dentro do porta-malas - Motor 2.4 Ecotec tem 171 cv de potência. Já o estepe fica dentro do porta-malas

Vedação
Boa contra poeira e água.

Limpador do para-brisa
Ao esguichar quatro jatos de água no para-brisa, palhetas de boa qualidade varrem uma área satisfatória. No vidro traseiro, existem dois esguichos, do tipo ducha, com ótima vazão, que evitam arranhar o vidro traseiro pelo atrito da palheta com acúmulo de sujeira/pó pela turbulência do efeito aerodinâmico. O sistema não tem sensor de chuva e o reservatório d’água tem fácil identificação e manuseio dentro do vão do motor.

REGULAR

Acabamento da carroceria
A qualidade do acabamento da pintura não é boa, pois existem alguns pontos com escorrimento de tinta. As portas do lado direito e a dianteira esquerda estão desniveladas, e a tampa traseira e o capô, descentralizados. Os vários componentes da carroceria (molduras envolventes dos para-lamas/ soleiras, barras longitudinais do teto, lanternas, faróis, para-choque etc.) têm boa montagem.

Altura do solo
Não tem chapa protetora, em aço, para o cárter do motor e o câmbio. A aba inferior do para-choque dianteiro, que é saliente, toca com frequência o solo, ao trafegar sobre piso mais irregular e em passagem súbita por desnível. Os ângulos de ataque e saída são aceitáveis para proposta de uso familiar.

Freios
Ao trafegar sobre piso de paralelepípedo, terra com costelas e asfalto ruim, aparece um ruído do tipo metálico, vindo do conjunto pastilhas de freio/discos do eixo dianteiro. O sistema é muito bem dimensionado e calibrado para o uso misto, seja com motorista, seja com carga máxima. O pedal de freio tem boa sensibilidade e o ABS atuou com eficiência. Em frenagem simulada de emergência, com o veículo em alta velocidade, sobre piso de asfalto seco e terra batida, não ocorreu alteração da trajetória, e o espaço percorrido até a imobilização foi coerente com a velocidade.

Nível interno de ruídos
Sobre piso de paralelepípedo, terra e asfalto em má conservação, o veículo apresentou vários pequenos ruídos no habitáculo que incomodam. O efeito aerodinâmico é satisfatório, mesmo em alta velocidade. A caixa de ressonância, que é acoplada ao filtro de ar e tomada de aspiração do motor, tem grande dimensão e arquitetura, sendo eficiente no abafamento do som de aspiração do motor, em relação à cabine.

Suspensão

Conjunto se mostrou um pouco barulhento sobre piso irregular e em baixa velocidade. Numa condução esportiva, a estabilidade é limitada, quando requer atenção, pois o seu comportamento dinâmico em curvas de raio curto e médio (asfalto liso e terra batida) é bem alterado no contorno das curvas, além da inclinação acentuada da carroceria. No limite da aderência lateral e da estabilidade direcional, atuaram com eficiência os controles eletrônicos de estabilidade e de tração (Stabilitrak), que não devem ser desativados. O conforto de marcha é razoável, mas, em trechos com muitas irregularidades, o nível das transferências das imperfeições do solo é significativo.

Iluminação
Na zona do teto, há uma lanterna com duplo spot fixo no centro e plafonie na dianteira, também com duplo spot fixo, sendo o resultado da iluminação razoável. Existe luz de cortesia somente no porta-malas e para-sois. O quadro de instrumentos tem iluminação permanente e o console central e interruptores elétricos dos painéis de porta têm fácil identificação noturna. O farol tem construção com duplo refletor, sendo eficiente no baixo e no alto, além de contar com auxílio de faróis de neblina, embutidos no para-choque, mas peca por não ter regulagem elétrica de altura em função da carga transportada. Para melhorar a segurança, existem lanternas de indicação de posição nas extremidades laterais dos para-choques. Há sensor crepuscular.

Alarme
O sistema tem chave de ignição codificada e proteção perimétrica das partes móveis (portas, capô e tampa traseira), contra abertura forçada, mas não tem a volumétrica, dentro do habitáculo, contra a invasão pela quebra dos vidros.

RUIM

Estepe/macaco
O estepe, que tem a roda em aço e pneu totalmente diferente dos de uso (T 135/70 R16 contra 235/70 R17), está acondicionado dentro do porta-malas, em fundo falso no assoalho. É para pequenos deslocamentos e com velocidade limitada. A sua utilização altera completamente o comportamento dinâmico do automóvel, que fica comprometido. A operação de troca é normal e conta com auxílio de cinco prisioneiros fixos, por cubo, para melhor apoio e centragem da roda. A roda/pneu de uso danificada/furado cabe no vão específico dentro do porta-malas, mas a sua cobertura pré-moldada de isopor, que é grande, não cabe e deve ser colocada dentro do vão de carga, que, se estiver lotado... Esse tipo de solução não é prático no Brasil, devido à qualidade ruim das nossas estradas.

EXTRA

Volume do porta-malas
O declarado pela fábrica é de 821 litros, sendo o encontrado na nossa medição 361 litros, utilizando-se o plano superior do assoalho e os porta-trecos laterais e com a cortina superior esticada.

(*) Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

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