Citroën C4 GLX 1.6 flex - Mantendo o nível

Para ganhar espaço no concorrido segmento dos hatchs médios, Citroën lança opção mais barata que a versão 2.0, mas com bom desempenho e muitos itens de segurança e conforto

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postado em 22/04/2009 14:34 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 2/4/09
A família C4 cresceu no Brasil de forma um pouco diferente do que normalmente acontece por aqui. Primeiro, em setembro de 2006, veio o modelo esportivo, o VTR, importado da França. Depois, em julho de 2007, a marca lançou o sedã Pallas, que veio da Argentina, via Mercosul. Em seguida, veio o monovolume francês C4 Picasso. Agora, a Citroën quer apostar também nos hatchs médios, outro segmento bastante concorrido do mercado brasileiro, com mais de oito modelos bem competitivos. E a marca quer atacar em duas frentes, conquistando os que podem gastar um pouco mais, com a versão com motor 2.0 16V Flex, de 143 cv (gasolina) e 151 cv (álcool), com preços de R$ 56.300 a R$ 68.800; e os que querem investir um pouco menos (R$ 53.800), mas sem perder as principais qualidades do hatch, na versão GLX 1.6.



Manjada
Embora o modelo hatch seja novidade, se alguém olhá-lo apenas de frente, vai dizer: conheço essa cara de algum lugar. Com certeza, pois é a mesma do esportivo VTR e do sedã Pallas, que estão há mais tempo nas ruas. De qualquer forma, o desenho da frente ainda é bastante moderno, com destaque para as duas barras cromadas, que formam os dois chevrons (símbolo da marca francesa); os faróis bem espichados, de duplo refletor, que seguem a moderna tendência de entrar pelos para-lamas; e a curvatura acentuada do capô. Por outro lado, a pouca altura do solo faz com que a frente raspe com frequência em rampas de garagens e ruas inclinadas, o que, com o tempo, pode acabar prejudicando a fixação do spoiler.

Veja mais fotos do Citroën C4 hatch!

Curvatura
De perfil, o C4 hatch apresenta uma curvatura de teto bem elegante e linhas aerodinâmicas, dando um toque todo especial ao carro. Outro detalhe que segue a filosofia da elegância são os repetidores de seta, na base dos retrovisores. Embora se destaque bastante nas carrocerias de outra cor, o friso emborrachado, na parte de baixo da porta, passa batido com a pintura preta. Na traseira, as lanternas verticalizadas, com a base mais larga e subindo pela coluna C, seguem o padrão de outros modelos da marca, como o C3 e o C4 Picasso. O modelo tem algumas soluções aerodinâmicas (retrovisores do tipo bandeira, aerofólio traseiro no teto, para-lamas envolventes e limpadores do para-brisa dianteiro integrados no final do capô) que o ajudam a ter um Cx (coeficiente de penetração aerodinâmica) de apenas 0,29, um dos mais baixos da categoria.
Lanternas verticalizadas seguem a filosofia de estilo da marca - Lanternas verticalizadas seguem a filosofia de estilo da marca

Por dentro
O acabamento interno é todo na cor preta, com detalhes cromados nas maçanetas internas das portas; no pomo da alavanca de câmbio; nas saídas do sistema de climatização; e na lingueta do freio de estacionamento. Mas os itens que mais chamam a atenção são o volante de dois raios com núcleo fixo, que tem boa pega e agrupa os comandos do som, do Bluetooth, do (eficiente) computador de bordo e dos sistemas de personalização e configuração do veículo; e o painel digital, no centro e na parte de cima do painel, que é confuso, com mostradores de difícil visualização e que exigem mais atenção do motorista. As regulagens do banco e da coluna de direção (em altura e profundidade) ajudam o motorista a encontrar facilmente uma boa posição de dirigir.

Espaço
O espaço interno proporciona conforto apenas para quatro adultos, mas o banco traseiro não acomoda bem pessoas de maior estatura nas laterais, que raspam a cabeça no teto. Quem senta no meio é incomodado pelo final do console e pelo apoio de braço embutido. O porta-malas tem capacidade (de 320 litros) compatível com a de um hatch médio.

C4 hatch X Concorrentes


Fôlego
A versão 1.6 não fica devendo muito para a 2.0. O motor tem bom torque em baixas rotações e não decepciona em arrancadas e retomadas de velocidade, dando conta do recado. O que também ajuda no desempenho é a diferença de peso: são 92 quilos a menos do que a versão 2.0. Por outro lado, acima das 3.000 rpm, o propulsor se torna um pouco barulhento. Somando isso aos ruídos da suspensão e do habitáculo em geral, o motorista acaba aumentando o volume do som e da conversa a bordo. Por outro lado, a estabilidade é um dos pontos altos do carro. O pacote de segurança não é ruim (airbag duplo frontal, freios ABS e cintos de três pontos para todos), mas falta apoio de cabeça para quem senta no meio do banco traseiro.

Veja a avaliação técnica, os equipamentos de série, os opcionais e a ficha técnica do C4 hatch no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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