Nova Ranger - De casca nova

Picape média da Ford tem visual modificado, ganhando aspecto moderno e robusto, além de mais conteúdo. Mas conjunto mecânico continua o mesmo do modelo anterior

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postado em 29/07/2009 11:31 Enio Greco /Estado de Minas
Nova Ranger tem frente com visual agressivo e grade frontal de barras paralelas - Fotos: Reginaldo Manente/Ford/Divulgação Nova Ranger tem frente com visual agressivo e grade frontal de barras paralelas
De Itu, São Paulo - A Ford quer recuperar o espaço perdido no segmento de picapes médias no mercado brasileiro. Por isso, resolveu revitalizar a Ranger, modelo que tem mais de 6,5 milhões de unidades vendidas no mundo. A mexida, porém, foi mais focada no visual, que ganhou aspecto ainda mais robusto e componentes que associam a picape a outros veículos da marca. O conjunto mecânico é exatamente o mesmo, com uma opção de motor a gasolina e outra a diesel. Mas, para atrair consumidores e derrubar a concorrência, a Ford criou novos catálogos de itens de série e opcionais, além de reduzir os preços.

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Lançada no Brasil em 1994, com carroceria cabine simples e motor V6, a Ford Ranger logo conquistou seu espaço, somando um total de 150 mil unidades vendidas no mercado nestes 15 anos. Mas com o passar dos anos, o modelo perdeu terreno para a principal concorrente, a Chevrolet S10, líder de mercado, e também para Toyota Hilux e Mitsubishi L200.

As alterações deram certo, pois o modelo ganhou aspecto mais moderno e robusto. A carroceria foi praticamente toda modificada, permanecendo apenas o teto e os vidros do modelo anterior. A frente ganhou grade de barras largas e cromadas, seguindo o padrão imposto pelos modelos Edge e Fusion. O capô tem vincos salientes, que reforçam a robustez.

Metal

Por trás da grade frontal há uma tela preta, que não está presente, porém, na parte inferior do para-choque, deixando o radiador exposto a pedras e outros objetos. Os faróis de forma quadrada têm duplo refletor e o para-choque agora é de metal cromado. O plástico cedeu lugar ao metal também nas caixas de roda. Na traseira, novas lanternas maiores e a tampa da caçamba com um vinco horizontal. O problema do espaço para a placa traseira continua: as de tamanho padrão têm de ser entortadas para caber. A solução é usar placas menores, especiais.

A versão de menor preço, cabine simples 4x2, custa R$ 45,9 mil  - A versão de menor preço, cabine simples 4x2, custa R$ 45,9 mil
A Ford optou por não oferecer nem como opcional a janela corrediça e a grade protetora do vidro traseiro. A proteção de caçamba é item de série somente na versão topo, a Limited. O interior tem o mesmo espaço interno, com o banco traseiro que não apoia bem as pernas e tem encosto muito reto, causando desconforto. Além disso, conta com apenas dois apoios de cabeça e cinto de segurança central abdominal.

O painel principal tem o mesmo desenho e os instrumentos ganharam novo grafismo, com fundo preto, e acabamento de boa qualidade, com material emborrachado. A versão mais luxuosa conta com revestimento em couro com costura aparente, como nos automóveis de luxo da marca.

Mecânica

Direção, suspensões, freios, motorização e transmissão são os mesmos do modelo anterior. A picape continua sendo vendida com motor 2.3 16V a gasolina, de 150cv e 22,1kgfm de torque, ou 3.0 litros turbodiesel, de 163cv e 38,7kgfm de torque, ambos com transmissão manual de cinco marchas. A Ford revelou que estuda o uso de motor flex e transmissão automática para a picape, mas não revela quando o modelo receberá tais componentes.

A versão a diesel conta ainda com sistema 4x4, diferencial traseiro com escorregamento limitado e reduzida, para garantir melhor desempenho no fora de estrada. A seleção de tração 4x2 para 4x4 é feita eletronicamente em comando no painel.

Na prática

Veículos testou a versão topo de linha, Limited, com motor a diesel e tração 4x4, em uma fazenda no interior de São Paulo. O modelo mostrou desenvoltura em terrenos acidentados, com torção da carroceria aceitável e bons ângulos de ataque e saída. Com a modificação no desenho do para-choque dianteiro, a Ford conseguiu alterar o ângulo de ataque de 30° para 34°. Um ganho significativo.

O motor 3.0 a diesel proporciona força de sobra para a picape, que é capaz de subir paredes e descer ribanceiras muito íngremes. Tem funcionamento suave para um propulsor a diesel. No asfalto, a picape vai bem, mas em velocidades mais altas tem leve tendência a galear, causando certa insegurança. As suspensões ainda transferem muito as irregularidades do solo para o interior da cabine, trazendo desconforto principalmente para quem senta no banco traseiro.

A Ford criou 18 catálogos de equipameentos para a nova Ranger, que chega às concessionárias da rede a partir de agosto. Com carroceria cabine simples ou dupla, o modelo conta a partir da versão XLS com vidros elétricos com um toque para subir ou descer nas quatro portas, sistema antiesmagamento e travamento automático das portas a 20km/h. O computador de bordo, sensor de ré e alarme antifurto volumétrico estão disponíveis na versão Limited. A versão mais barata, cabine simples 4x2, tem preço de R$ 45.900, enquanto a Limited completa, cabine dupla, chega a R$ 96.730. A Ford espera vender 1.300 unidades/mês da nova Ranger.

Jornalista viajou a convite da Ford do Brasil

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